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O que a Economia Austríaca tem de…austríaco?

“What is so Austrian about Austrian Economics?”
By
David Colander
August, 2009
MIDDLEBURY COLLEGE ECONOMICS DISCUSSION PAPER NO. 09-10
DEPARTMENT OF ECONOMICS
MIDDLEBURY COLLEGE
MIDDLEBURY, VERMONT 05753
The Domain of Austrian Economics
David Colander, Middlebury College
Keynote Address Prepared for
Wirth Institute for Austrian and Central European Studies’ Biennial Workshop
Conference on the Austrian School of Economics
“What is so Austrian about Austrian Economics?”
17 October 2008
Revised 20 March 2009
David Colander
CAJ Distinguished Professor of Economics
Department of Economics
Middlebury College
Middlebury, Vermont, 05753
Colander@Middlebury.edu
Abstract:
Modern mainstream economics is a plurocracy in which there is no orthodoxy of ideas,
only an orthodoxy of method. Given the training it provides its students, mainstream
economic’s natural domain is science. With the mainstream’s acceptance of complexity
views of the economy, Austrian economist’s views can now get a hearing within the
mainstream. Thus, within the science of economics, there is no need for a separate
Austrian economics. However, there is a need for Austrian economics in political
economy, that branch of economics that takes the insights of science and relates them to
policy. The paper urges Austrian economics to embrace political economy as its domain,
and to position its work as within political economy.

“What is so Austrian about Austrian Economics?” David Colander August, 2009 Keynote Address Prepared for Wirth Institute for Austrian and Central European Studies’ Biennial Workshop Conference on the Austrian School of Economics “What is so Austrian about Austrian Economics?” Abstract: Modern mainstream economics is a plurocracy in which there is no orthodoxy of ideas, only an orthodoxy of method. Given the training it provides its students, mainstream economic’s natural domain is science. With the mainstream’s acceptance of complexity views of the economy, Austrian economist’s views can now get a hearing within the mainstream. Thus, within the science of economics, there is no need for a separate Austrian economics. However, there is a need for Austrian economics in political economy, that branch of economics that takes the insights of science and relates them to policy. The paper urges Austrian economics to embrace political economy as its domain, and to position its work as within political economy.

Boa pergunta do prof. Colander. Para ler o artigo, clique aqui. Talvez um ponto útil seja:

As we argued in Colander, Holt and Rosser (2004) the economics profession is best thought of as a complex emerging system that cannot usefully be characterized by static names and concepts. You can use classifiers, but as soon as people start thinking that the classifier defines them, it become counterproductive.

Cuidado para não confundir os argumentos do autor. Que tal esta outra:

Today, the problem facing all heterodox groups, Austrians included, is that much of what they were fighting against no longer exists, if it ever did exist. Any orthodoxy that may have existed back in the 1970s has been replaced by a mainstream plurocracy.

Interessante, não? Leia o texto todo para se divertir com uma visão bem mais interessante dos grupos heterodoxos do que os auto-celebrados membros da heterodoxia (note a breve economia política que o autor faz sobre os interesses que permeiam a criação de sub-grupos heterodoxos…).

Sim, há gente séria fazendo ciência. Que tal este excelente trecho:

I’m pleased that that group has been successful, and through the efforts of economists such a Peter Boettke and Roger Koppl, Austrian economics has played an important role in maintaining a heterodox presence in the US, and has kept them from being seen as just pro-market ideologs.

Obviamente, a sugestão de Colander pode não agradar a alguns – a divisão entre “economia política”  e “ciência econômica”, mas qualquer austríaco sério deveria refletir sobre o texto.

Grandes momentos da esquerda brasileira

Ou melhor, momentos não tão nobres. Claro que uma coisa é ter preocupação social, discutir a liberdade sexual ou o mercado de drogas. Mas não é nada disso que aparece nesta notícia.

Não há nada mais neoliberal e excludente do que um político de esquerda. CQD.

p.s. se o prefeito fosse sério, o que ele faria? Há várias respostas e a que menos me agrada – mas é aceitável pelos brasileiros, em sua grande maioria – é a da simples renúncia.

p.s.2. por falar em esquerda e nos seus métodos educados de divulgação e seu empenho igualmente sério no debate de idéias realmente distintas, veja só isto.

Para que servem os advogados?

A pergunta poderia ser invertida – lembrando de divertida sessão da ABDE, sexta última, na qual ficou claro que eu era hipossuficiente (não confundir com homocedástico) – para provocar o Ivo.

Mas a sugestão que não pude fazer a ele era: por que você não reescreve o texto clássico de Ronald Coase em linguagem jurídica (a brasileira, civil law, não a common law) para diminuir os custos de transação do diálogo entre economistas e advogados brasileiros com pretensões de trabalho na área de Law and Economics?

Eis aí um bom desafio para qualquer um interessado na área. O caso do Ivo é mais simples porque ele faz doutorado em Economia embora seja graduado e mestre em Direito.

p.s. O Ivo logo, logo, será acusado de neoliberal e excludente por este excelente artigo.

Associação Brasileira de Direito e Economia

Ano passado apresentei um artigo na ALACDE. Este ano, na ABDE. A impressão que eu tenho é que a coisa só melhora. Por um lado foi bom rever Pery e Giacomo. Por outro, conhecer o Bruno Salama pessoalmente, Ivo e uma turma de estudantes de Direito (mestrado/doutorado) que, em Minas Gerais, já se dedica a estudar o tema é algo realmente fascinante.

O mais exótico é ser chamado por alguém (digo, alguém importante), no intervalo, que te conhece pelo blog (e gosta do dito blog). A profa Rachel é uma simpatia, leitor.

Foi realmente um belo encontro com debates interessantes e com uma chamada muito boa do Ivo sobre a importância de se construir uma ponte (lexicográfica?) entre Direito e Economia.

O que é engraçado nesta história e você encontrar gente que conhece seu primo e te pergunta se você é primo dele. Bem, é engraçado para mim e para o Pery, já que a pergunta ocorre para os dois e não há consenso sobre qual dos dois é mais famoso…

Em Minas, quem trabalha com esta área não pode deixar de visitar esta página.

p.s. comprei o livro organizado pelo Luciano Timm sobre o tema. Muito interessante. Sinceramente, espero que a convergência aumente e se torne mais do que um encontro. Digo, que as pessoas realmente passem a pensar os problemas do mundo real com law and economics.

A vida em Cuba

Parece que o governo cubano teme muito a ação dos indivíduos. Especificamente, de uma mulher: Yoani. Eu realmente não entendo como nosso fã-clube de torcedores da família do czar Castro diz querer debater idéias ao mesmo tempo em que esconde sua face diabolicamente autoritária sob o silêncio de quem vê um governo dificultar a vinda de uma única mulher para o Brasil para o lançamento do seu livro. Não é uma contradição (dialética) este homem socialista?

Gente, uma mulher de 40 anos pode ser tão perigosa que se ela sair de Cuba o regime do czar Castro cai? Que ditadura mais frágil…tanto apoio de bolivarianos, tanto dinheiro estrangeiro, tantos discursos inflamados, tanto controle da imprensa, e a igualdade socialista se limita apenas ao direito de não deixar ninguém sair de uma ilha por livre e espontânea vontade.

Engraçado o paraíso socialisa que alguns colunistas famosos da imprensa brasileira elogiam tanto. Vai ver existem duas Cubas  e a gente não sabe…

p.s. a segunda parte da entrevista está aqui. Veja as duas partes. Na próxima eleição para o Senado, se os “direitos humanos” são importantes para você, pense bem antes de votar.

Novos índices e uma nota

O pessoal da FGV-SP gosta de ver a confiança da população em nossa Justiça. Já o pessoal do IL-RS quer ver a qualidade institucional (aqui está o índice).

Eu, por enquanto, preparo-me para um dia interessante, amanhã, no segundo encontro da ABDE. Lá teremos também o Bruno, Pery e Giacomo, dentre outros.

p.s. ah sim, o ICJ está aqui.

p.s.2. você se lembra do índice de respeito aos direitos de propriedade? Bem, aqui está a edição de 2009.