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O governo brasileiro apóia quem desrespeita a lei?

Então um presidente rasga a Constituição, é deposto pela própria Corte Suprema e, na ausência da figura do impeachment, é exilado. Ok, pode-se fazer vista grossa à interferência de Chávez – com aquelas urnas fraudadas – mas, mesmo assim, Zelaya é um problema. Aí o Daniel Piza dá a cartada de mestre nos “torcedores” (não analistas, torcedores) da política externa brasileira. Sua pergunta, na coluna de hoje, é:

Por mais que tenha sido Chávez o articulador da volta de Zelaya a Honduras e seu refúgio na embaixada brasileira, e por mais que o presidente deposto tenha tentado agir contra a democracia ao convocar plebiscito depois de ver que seu candidato à sucessão não seria eleito, o fato é que o golpista é Micheletti e o Brasil pode ajudar na recondução do país à legalidade. Só não pode fazer papel do “grandão bobo” e deixar de exigir que Zelaya cumpra a Constituição.

Já notou, leitor, que o Itamaraty nunca se pronunciou sobre o tema?

p.s. a coluna dele, hoje, está, inclusive, ótima. A crítica aos “torcedores” da administração da Silva é equilibrada, educada e muito bem escrita. Fiquei com inveja do poder de síntese do Daniel.

p.s.2. outra crítica interessante à administração da Silva aqui.

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Kimuchi (Kimchee)

A história coreano-nipônica é uma tristeza. Guerras, invasões e tudo o mais. No entanto, eu tenho meus amigos coreanos – uns poucos (um deles bem sumido, o Kim…digo, Hakyu Kim) espalhados por aí.

Mas há sempre o lado positivo destas coisas como o intercâmbio de novelas, os músicos sul-coreanos que fazem sucesso no Japão (Cho Yong Pil, meu favorito, e outros), etc. Mas a mais recente novidade que a mim chegou pela melhor via: a estomacal-restaurantal é o Kimuchi (em coreano: Kimchee).

Comprei um negócio destes na versão cup lamen e o resultado é que comprei mais dois potes. Eis algumas fotos da delícia.

From Drop Box
From Drop Box
From Drop Box

É Thomas (Kang), isso aí é uma delícia!

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O incrível correio brasileiro

Incrível. Tentaram entregar um livro aqui em casa. Não conseguiram. Deixaram aviso? Não. Por três vezes. Agora descubro, graças ao setor privado (Estante Virtual, um site de sebos) que o livro está lá, no Correios. Nem o aviso final eles deixaram aqui.

Moral da história: monopólio estatal é o pior dos males. Se você não concorda, pense no inferno, um único lugar para onde vão todos os pecadores. Eles nem a opção de escolha têm.

Parabéns, Correios, financiam muitos esportes, mas o serviço básico, desta vez, deixou a desejar. Quando será que o governo fará algo a respeito disto? Ou a crise, agora, é desculpa para aumentar a estatização e o poder dos monopólios públicos?

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Sociedade educada teme viés heterodoxo de Serra e Dilma

Eu me pergunto sobre o porquê de as pessoas não lerem esta manchete (acima) ao invés desta. Ok, é óbvio que a pesquisa foi feita entre os que realmente trabalham com o seu dinheiro. Corrija-me se estiver incorreto, mas todos os que aplicam no mercado financeiro, poupam, enfim, trabalham com ativos que rendam juros maiores do que zero (o caso da moeda é a única exceção, obviamente), se preocupam em entender como funciona a economia para minimizarem o risco de (suas próprias) perdas.

Logo, se você é um poupador que administra seus recursos, você não perde em entender economia melhor. Se você é um funcionário do banco e aplica o dinheiro dos outros, idem. Em ambos os casos, você deveria se preocupar com o viés de Serra, Dilma ou de qualquer outro político. Se o viés é heterodoxo ou não é uma discussão até enganadora porque muito economista pterodoxo tem uma retórica afiada (ou um modelo matemático bonito, mas inútil) e aí reside o perigo.

A cada dia que passa percebemos que o capital humano das pessoas no entendimento da economia melhora. Mas melhora lentamente. Muito aos poucos aprendemos a punir políticos seguidores da pterodoxia. Em outras palavras, você não vê muita gente inteligente, hoje, defendendo a volta da inflação ou o congelamento de preços. Aprenderam da pior forma possível, no laboratório dos anos 80 que foi a economia brasileira. Aliás, este sofrimento poderia ter sido evitado se tivessem estudado mais a economia não-pterodoxa. Mas seria um mundo 100% melhor? Óbvio que não porque a diferença fundamental entre a pterodoxia e a economia é que a segunda é uma ciência, logo, em constante evolucão. A primeira é um poço de lama de onde saem consultores de má qualidade, formuladores de política ruins, gente que não conseguiria emprego no setor privado facilmente (dependendo do grau de competição do sub-setor do setor privado no qual pede um emprego, até consegue).

O mercado financeiro é composto de seres humanos, imperfeitos (veja aí a crise e blá-blá-blá), mas são eles, supostamente, que sabem o que você deve fazer com seu dinheiro. Em outras palavras: se você estuda mais e decide sua carteira de investimentos, você também é “mercado financeiro”, colega. Se é o caso, comece a pensar seriamente nas eleições.

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Relações na Web

Então o Kenji resolveu abrir o jogo para ver se as pessoas se portam com um mínimo de educação. Não me leve a mal, leitor, mas ele está correto. É meu irmão, eu sei, mas nossas desavenças e nossa história me permitem dizer que ele está correto no desabafo-bronca. Em todos os blogs que já vi (e nos que administro), sempre vejo este visitante que entra no meio de um diálogo, fala algo totalmente fora de contexto – e geralmente com a educação de um jumento raivoso – e depois sai por aí como feliz da vida.

Vida feliz, por um lado, mas triste. Afinal, o sentido da vida do cara é descarregar suas frustrações em outros. A mulher brigou com ele? Ele vai a um blog qualquer e reclama. O salário não aumentou? Idem. E assim por diante.

Reinaldo Azevedo e Marco Bittencourt são alguns que já deixaram claro em algum lugar de seus blogs que a liberdade é um valor muito importante para não ser usado: não gosta do blog? Saia e vá embora. Quer que o blogueiro reproduza suas idéias? Faça o seu próprio blog e aprenda a assumir os custos e os benefícios de ter seus próprios comentaristas bem ou mal educados.

Eu já pensei muito sobre este tipo de coisa. Minha conclusão é bem simples: não há como evitar a entrada de estranhos no blog. É até bom que isto ocorra. Afinal, uma das virtudes da rede (web) é a disseminação de idéias de e para quem estiver online. Mas há um padrão – aqui ou nos EUA ou em qualquer outro lugar – bem claro: quanto menos educado o sujeito (no sentido de ter sido educado pelos pais com valores mínimos de civilidade, tolerância, respeito e etiqueta), pior a qualidade de seu entendimento dos textos de um blog. Geralmente até os comentários se transformam em frases com erros crassos e letras garrafais. Parece que o sujeito se expressa urrando com a garganta fechada por uma gripe forte.

Talvez o Kenji já saiba, mas eu apenas reforço que a falta de educação não é correlacionada com os anos de estudos. Nossos políticos, empresários, alunos, professores, donos de pastelaria, taxistas, donos de ONG’s, militantes de partidos políticos, torcedores de futebol, etc, estão aí para provar que o berço é o que mais conta.

Eu me lembro de, nos meus primeiros anos de aula, chamar a atenção de alguns alunos universitários que jogavam giz na faxineira que trabalhava no prédio em que eu lecionava. Até que os garotos (garotos? Adultos?) reagiram bem. Pior foi uma outra ocasião em que os sujeitos achavam bonito, natural e, pior ainda, tinham a ilusão esotérica de que era um direito fundamental do aluno estourar fogos de artifício no meio do período de provas, no pátio central do prédio (não, não falamos de trotes).

Uma vez me disseram que uma pesquisa feita no Brasil – não tenho como confirmar, mas aposto que é verídica – apontava que o pior aspecto no ambiente de trabalho era o fato de o banheiro da empresa estar sempre sujo. Ou seja, pessoas não davam descarga. Ou não lavam as mãos ao sair do banheiro. E assim por diante. Isto é algo que não se ensina na escola e muitos pais pensam que não é seu dever educar os filhos nestes aspectos.

A queixa do Kenji, para mim, é sobre como alguém pode achar bonito defecar na rua e sair andando por aí…no século XXI. Eu penso se comentários em blogs têm, realmente, algum valor. Não que nossos leitores mais fiéis e educados estejam neste saco de estrume, mas eles sabem que não estão. O problema são os que não sabem.