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Grupos de interesse: exemplo para livro-texto

O Brasil é uma inesgotável fonte de exemplos de falhas de governo para livros-texto. Eis mais um. Não é surpreendente que todo aquele marketing sobre o etanol tenha sido varrido dos meios de comunicação?

O pagador de impostos, o tal “contribuinte”, entretanto, ainda não foi consultado sobre os prováveis futuros aumentos na carga tributária para financiar usineiros ou “petroleiros”. A conferir.

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Should I buy or should I save?

Eis um exemplo de conclusão equivocada a partir de um teste. Vamos inverter a ordem. Primeiro o resumo do artigo:

Nesse estudo, os psicólogos de Columbia perguntaram a estudantes de nível médio como se sentiam em relação ao equilíbrio entre trabalho e lazer em suas férias. Imediatamente depois do período de descanso, os principais remorsos dos entrevistados estavam ligados a não estudar, trabalhar ou economizar o suficiente. Mas quando eles avaliaram as mesmas férias um ano depois, havia maior probabilidade de lamentos por não terem se divertido, viajado ou gastado mais.

E quando questionados novamente, já aos 40 anos, tinham remorsos ainda mais fortes sobre trabalhar demais e não se divertir o suficiente nas férias.

Ou seja, depois que eu alcancei os velhos 40 anos, poupei e estou cansado, sinto-me saudoso dos bons tempos da juventude. Ah sim, se a análise fosse um ano depois das férias, eu lamento não ter feito mais. Provavelmente porque vi que poderia, a posteriori, ter me divertido mais.

Bem, o que os caras concluem deste experimento?

Os preocupados demais com o futuro acabam não aproveitando a vida, o que resulta em frustrações. De acordo com o pesquisador Ran Kivetz, os experimentos mostram que se dar um prazer imediato gastando demais ou comprando algo que não é necessário também resulta em remorso, mas ele é apenas passageiro.

Existe um ponto ótimo para a preocupação com o futuro. Ninguém discorda. Também entendo que o problema do lazer e do trabalho é similar ao problema da escolha intertemporal (não é à toa que ambos são aplicações do modelo de escolha com dotações), mas será que a conclusão é que comprar mais hoje é melhor?

Se eu estiver pobre no futuro porque poupei pouco, será que eu olharia para o passado e diria: puxa, eu me diverti (gastei) pouco e, assim, deveria ter gastado mais, o que me deixaria (mais) pobre hoje? Falta algo nesta análise, não falta? Ou o artigo foi mal interpretado, ou os autores do artigo fizeram metade do trabalho. Bem, para ser honesto, também não tive acesso ao artigo para entender a metodologia mas isto apenas me deixa mais desconfiado sobre o mesmo.

A notícia completa está aqui.

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Grupos de interesse na Itália

Interest Groups and Government Spending in Italy, 1876-1913

Nadia Fiorino & Roberto Ricciuti

Abstract:
In the last two decades of the XIX century Italy became an industrial country. Historians maintain that this process was affected by the action of some interest groups that pursued both state protection from competition and specific public expenditure programs. Starting from the economic literature of interest groups, this paper attempts to empirically investigate the role of the interest groups in public expenditure decisions in Italy from 1876 to 1913. We argue that a proper indicator of the role of interest groups is their output. The analysis suggests that government spending was sensitive to the preferences of heavy industry rather then those of textile and cereal cultivators. We therefore highlight the role of the political process in setting economic policy at the early stages of Italian development.

Mais um artigo sobre o tema que os políticos mais temem: a investigação da ação dos grupos de interesse.