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6o Seminário de Economia

Foi um bom seminário. Meu amigo Marcio Salvato, ex-colega de graduação e de trajetória acadêmica notável (dada sua inflexão no doutorado, mudando o sinal potencial da derivada segunda para positivo), deu um mini-curso de Finanças. É engraçado assistir aula de um colega seu, de mesma idade. Mas foi bom. Marcio é um ótimo professor (agora eu também posso dizer).

Além disso, o sonho de todo aluno foi realizado: ao lhe perguntar sobre a normalidade dos resíduos em seu último exemplo, a resposta foi…”não fiz”. Eu apostava contra mim mesmo e achava que estava levantando a bola para ele enterrar a crença de que “teste de normalidade de resíduos é algo que não preocupa tanto”, mas não é que ele havia se esquecido? Milhares de ex-alunos do Salvato me invejaram naquele instante.

Foi um curso produtivo. Aprendi algo mais sobre educação, impostos, conjuntura e finanças.

Aliás, sobre finanças, descobri que é tudo ao contrário: você quer que a constante não seja significativa no CAPM e quer que um ARIMA dos retornos seja um ruído branco para que rejeite a hipótese de não-eficiência de mercados. Pela Lei de Murphy do aluno de econometria, certamente o que você queria que acontecesse em Econometria I e em Séries de Tempo (não-financeiras), ou seja, todos os parâmetros estimados da regressão são significativos, acontecerá no caso de Finanças (e vice-versa).

Ok, foi só uma piada, mas aposto que é o que acontecerá no exercício…

Parabéns ao Salvato, ao Ari e aos demais membros da comissão organizadora por mais este seminário.

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