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Para pensar

Então alguém resolveu brigar com uma empresa coletora de lixo (complicado isto, como nos lembra o blog “A máfia do lixo”, do Noronha, cujo link perdi), colocando um video no YouTube. Na sequência, um juiz manda tirar porque, alega, a empresa está sendo prejudicada.

Ok, no Direito é assim. Entendo a lógica mas vejo também que pode ser interessante pensar antes no aspecto econômico destas coisas. Por exemplo, se uma empresa com forte poder de monopólio praticar irregularidades tiver uma denúncia feita no YouTube ou similares, você acredita que a empresa “será prejudicada”? E se a empresa for uma entre duas ou três ou dez concorrentes?

Agora você entendeu: esta alegada “perda” que toda empresa diz sofrer (não dá para não rir um pouco…) com denúncias como a citada na notícia não é homogênea. Nestas horas eu me pergunto sobre o porquê de tanta gente achar que economia tem que ser “plural” mas, ao mesmo tempo, resistir à própria pluralidade: onde está o raciocínio econômico numa decisão como esta?

Acho que temos aqui um bom tópico para pensar: por que tão poucas tentativas, por parte dos profissionais de Direito, de medir externalidades? E da parte dos economistas? Por que não exploram este nicho de mercado? Talvez seja só questão de tempo, mas em um país como o Brasil, acho uma explicação muito simples esta…

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Sob a lupa…

…do economista. Este é o nome do livro que comprei – e me permitiu arrebatar um autógrafo do Eduardo, um dos autores, antes do final da manhã de hoje. Tive o privilégio de fazer a última pergunta e a comecei me apresentando: “Claudio Shikida, professor do Ibmec, futuro dono de um exemplar de “Sob a lupa do economista”, mediante pagamento, claro.”

Nada mais adequado.

p.s. o blog deles já está nos links fixos ao lado…

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Pergunta simples

Por que o pessoal de Econometria, Economia Brasileira e afins praticamente esqueceu o manual de Economia Monetária do Carlos M. Peláez e Wilson Suzigan, da Editora Atlas?

Além de avançado para a época, os autores fazem competente e didática aplicação de métodos quantitativos à história. Entretanto, o livro nunca foi reeditado e hoje ocupa as estantes empoeiradas das faculdades mais antigas (gerações mais novas nem sabem de sua existência). Deveria ser leitura obrigatória (ou quase) de qualquer curso de Econometria, Macroeconomia ou de Economia Brasileira, dada a riqueza de aplicações ao caso brasileiro.

Alguém da área de história econômica pode me dizer porque tanto “sumiço” com os livros do Peláez?