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O Brasil, em resumo

Uma começa assim:

Tenho lido e ouvido muitos argumentos sobre a corrupção e desfaçatez da política brasileira que podem cair na mesma paralisia que condenam. É verdade que ver a absolvição de Sarney por seus colegas graças às manobras lulistas soa como o último prego no caixão da moribunda vida pública brasileira, além de perfurar as remanescentes alegações de que o PT é um partido com ética e programa (como tantos articulistas escreveram durante tantos anos e alguns até agora não querem enxergar ou então se comportam como traídos); e é verdade que, como eu disse recentemente, o PSDB segue nulo, sem moral nenhuma para se opor aos descalabros, porque também sempre cevou as oligarquias e porque nomes como Eduardo Azeredo, Arthur Virgilio e Yeda Crusius esbanjam semelhanças, para dizer o mínimo. Mas ignorar as perspectivas e nuances não ajuda nada. Ou sabemos o que não queremos ou nos restará assistir ao velório.

Outro trecho:

Não estou falando apenas que as autoridades, sendo líderes (em tese), são obrigadas a dar o exemplo, como Creonte. Exigir moralidade não é udenismo ou pequeno-burguesismo, ou não deveria ser. É uma parte fundamental daquilo que define uma democracia republicana: a possibilidade de controlar o poder, de monitorá-lo e limitá-lo, por meio de imprensa livre, direitos de cidadania, associações e instituições independentes, e não só de escolhas eleitorais (tanto é que na maioria dos países o voto não é obrigatório).

A outra diz o que eu já desconfiava:

Nada será assumido publicamente por ora, mas, nos bastidores do congresso partidário que termina amanhã em São Paulo, as principais lideranças do PSOL dão como provável a candidatura de Heloísa Helena ao Senado e como bastante possível o apoio da sigla a Marina Silva, que deverá disputar o Planalto pelo PV.

Ou seja, é importante pensar sobre a política com um pouco mais de inteligência e, sim, estes movimentos dos aliados do presidente da Silva são no sentido de ocupar todo o horário eleitoral com a famigerada democracia socialista: só candidatos…socialistas. Assim, seguimos em mais uma eleição sem uma verdadeira pluralidade de opções em termos de programas de governo e/ou ideologias. Não há um candidato liberal, por exemplo. Nada de opção. Ou você escolhe os pseudo-éticos ou os tresloucados. Já está suficientemente ruim para mim.

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