Um comentário em “FARC no Brasil

  1. Com a política externa que mantemos, difícil é ler algo diferente. Penso que seria o caso de contratar este pessoal para guardar o Palácio do Planalto. Afinal, se o G.S.I. não consegue nem manter cópias das placas dos carros que entram no local, porque não aprender com um pessoal mais especializado?

    Mudando de assunto, mais uma vez fico aborrecido quando leio artigos de pessoas ou colegas que não acreditam em previsões econométricas. Vide o que postei hoje sobre o assunto:

    CLÓVIS ROSSI é jornalista das antigas e escreve diariamente uma coluna na Folha de S. Paulo. Lamentavelmente, em 19/08/09, escreveu algo que deve aborrecer todo economista econometrista. Economia não é uma ciência exata caro Rossi e, previsões, podem não se realizar. Afinal, você sabe, como na política, palavras também não se realizam quando prometidas pelo político. Então, cada coisa é uma coisa e nada de misturar alhos com bugalhos.

    Previsões, o balão e a Apolo 11

    SÃO PAULO – Por fim aparece um economista com coragem e sinceridade suficiente para dizer que previsões sobre desempenho econômico são tão científicas quanto jogar búzios ou ler a mão.
    O economista em questão, Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais do Santander Asset Management, prefere escrever que “há uma nítida assimetria entre nossa habilidade de explicar o passado e nossa capacidade de prever o futuro” (artigo para o “Valor Econômico”, ontem publicado).
    Mosca vai muito além dessa frase comedida: conta que as projeções de mercado, reproduzidas no boletim “Focus” do Banco Central, erram feio sistematicamente.
    Escreve Mosca: “Uma rápida olhada na diferença entre as previsões feitas 12 meses atrás e os valores efetivamente observados para essas variáveis [PIB, inflação, juros reais e nominais e câmbio] revelam erros significativos, entre 40% e 12%. Além disso, para juros nominais e reais, a média das expectativas dos especialistas foi incapaz sequer de prever a direção em que elas iriam se deslocar” (os juros caíram, em vez de subir).
    Atenção, não se trata de erro por incompetência ou impossibilidade real de adivinhar o futuro, adverte o economista do Santander. Diz: “A oportunidade de ganhos está em antecipar o que os demais ainda não veem (…) e em traduzir isso em posicionamentos nos ativos certos, na “ponta” certa (comprado ou vendido) antes que os demais o façam”.
    Traduzindo: apostam numa direção e fazem previsões para ajudar a aposta a dar certo.
    Sempre segundo Mosca: “Se a Nasa precisasse contar com a precisão das previsões do boletim “Focus”, o voo da Apolo 11 provavelmente não teria alcançado a altura de um balão de festa junina”.
    Pois é. E nós, jornalistas, vamos continuar a dizer, acriticamente, que o balão de festa junina é uma Apolo 11?

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