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Contra o mito

Esta entrevista mostra que há um problema muito sério na África. Ou houve. Em Moçambique, durante seus anos bolivarianos (na época, apenas chamado de “socialismo”), houve campos de reeducação. Isto quer dizer que afro-africanos massacraram afro-africanos da maneira mais sórdida possível: por tentativas de lavagem cerebral, como no livro 1984 de George Orwell.

Será que isto será ensinado no Brasil?

ComCiência – Essa é uma história da África que deveria constar do ensino que se propõe para o Brasil?
Thomaz –
O ensino da história da África é obrigatório hoje no Brasil, em diferentes níveis de ensino o que exige um esforço historiográfico sério, o que implica incorporar o trabalho de autores africanos e africanistas que estão trabalhando seriamente para recuperar uma história recente. Acho que temos que tomar cuidado no sentido de tratar apenas de uma África mitológica. Podemos tratar disso também, e é legítimo que os movimentos negros reivindiquem uma África mitológica. Mas, existe uma lei que tem que ser levada a sério e isso quer dizer não tentar fazer uma história de mocinho e bandido. A história da África é complicada, como de qualquer outro contexto. E não tem uma história da África, são histórias da África, são histórias nacionais e também regionais.