Uncategorized

Profunda reflexão dominical e filosófica sobre as mulheres

” ‘Se prefiro as mulheres aos homens, é porque elas têm em relação a eles a vantagem de serem mais desequilibradas, portanto mais complicadas, mais perspicazes e mais cínicas, sem contar essa superioridade misteriosa conferida por uma escravidão milenar’: reflexão muito pessoal de um filósofo (Cioran) sobre as diferenças entre os sexos. [Raymond, M. “Troglodita é você!”, Paz e Terra, p.91]

Há vários motivos para se gostar das mulheres. Devemos sempre ser pluralistas e respeitar as opiniões alheias, ainda que sejam de um filósofo (doce ironia!), né?

Divertido este parágrafo, devo dizer. Aposto que somente leitores com algum curso de graduação feito (e entendido) não pensarão em Cioran como um burguês neoliberal e excludente (não dá para dizer que ele seja homossexual, se bem que, hoje em dia, heterossexuais é que são discriminados…doce ironia, again!).

Uncategorized

É possível corrigir o ensino de economia sem cair na picaretagem pterodoxa?

Mario Rizzo, um eterno crítico da matemática em economia, levanta um bom ponto que pode ser resumido pela pergunta acima.

Obviamente, alguém poderia dizer que o melhor seria jogar fora a matemática. Muita gente que nunca a usou – por fé ou por má vontade e preguiça – diz isto. Rizzo não é bem um caso como este, por isto merece ser citado aqui. A crítica é interessante. Certamente, leitor, você ouvirá gente invocando nomes da era do gelo como Celso Furtado ou outros antigos economistas para criticar a economia atual.

Digo isto porque um dos pontos principais de Rizzo é que falta ao estudante de economia um conhecimento dos problemas reais. É verdade que o livro de Mankiw derruba boa parte de seu argumento, mas, no caso brasileiro, é verdade. Diversos economistas pterodoxos vivem em um mundo em que não é possível prever uma crise, exceto por adivinhação. Ao ler qualquer texto destes autores, depara-se com uma infinidade de jargões e frases feitas nas quais ou o “mundo está em crise”, ou o “capitalismo financeiro está em crise inerente” ou “eu avisei que a crise viria um dia”.

Sempre com o mau uso da história econômica – por exemplo, citando Furtado como um semi-Deus – estes charlatães do conhecimento acusam seus colegas – os economistas não-pterodoxos, não-charlatães – de apenas aprenderem matemática.

Nossa, que sono. Argumentos infantis me dão sono. Eu deveria propor proteção aos economistas pterodoxos da competição externa afim de proteger sua indústria infante de propostas infantis sobre e para o mundo real. Se bem que eles mesmos adorariam expulsar a competição…

De volta ao nosso tema, sim, eu concordo que o povo precisa ler mais história, mas não de forma doutrinal, como querem – implícita e explicitamente – os charlatães. Que tal lerem mais os historiadores econômicos que corrigiram e refutaram várias afirmações dos pioneiros como Furtado ou Prado Jr? Por que não investir menos em encontros religiosos de adoração de um único sujeito e mais em pesquisas que nos ensinem mais sobre a história econômica?

Uma coisa é subir nos ombros de gigantes para olhar adiante, outra coisa, feita pelos charlatães, é ficar lá embaixo alisando (ou coisa pior…) as genitálias dos gigantes.

Querem sugestões de historiadores bons? Já dei várias aqui. Dos meus conhecidos, cito: Renato Colistete, Renato Marcondes, Thomas Kang, Fábio Pesavento e todos os que estes caras citarem. Eles também lêem Celso Furtado ou outros caras, mas não de joelhos.

Uncategorized

O papel do governo é corrigir externalidades?

A teoria normativa da economia do setor público diz que sim. Já a teoria positiva – a verdadeira economia política – diz que não. Cuidado, não confunda esta economia política com o a “economia política normativa” que é o estudo de Marx, Marx e, pasmem, Marx.

Dito isto, não há nem como pensar em externalidades ao ver isto:

Um dos grandes fabricantes de jabuticaba nacional é o deputado Aldo Rebelo, com vários projetos estapafurdios:

1) PL. 4502/1994 – Proíbe a adoção, pelos órgãos públicos, de inovação tecnológica poupadora de mão-de-obra (sic).

2)PL. 4224/1998 – Proíbe a instalação de bombas de auto-serviço nos postos de abastecimento de combustíveis;

3)PL. 2867/2000 – Proíbe a instalação de catracas eletrônicas ou assemelhados nos veículos de transporte coletivos;

Vale a pena ler para refletir sobre suas consequencias econômicas…

Pense bem, como diz o Paulo, autor deste pequeno apanhado de absurdos, antes de dizer que o governo corrige externalidades com estes projetos. A lógica dos grupos de interesse em detrimento dos eleitores me parece muito mais óbvia. Há, portanto, duas opções: ou o sujeito é obtuso ou faz um inteligente jogo político e, cá para nós, eu jamais parto da hipótese de que um político é obtuso.

O que falta ao país é que gente mais honesta com respeito ao que aprendeu na escola seja eleita. Isto, claro, requer eleitores que realmente queiram um país “de todos” e não apenas de alguns – como é o governo atual. Um país de todos requer políticos que realmente combatam privilégios e não que os criem.