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Vamos falar sobre a produção científica

Muitos alunos não encontram seus professores nos corredores e outros acham engraçado como os mesmos adoram galgar cargos burocráticos com um fervor que nem sempre se vê em suas aulas. Acho que é neste momento que a ficha cai: professor também é, infelizmente, humano.

Eis a realidade: você tem que ter cuidado com sua carreira acadêmica. Este trecho abaixo é um excelente exemplo de como os interesses individuais e a ação de alguns grupos pode sabotar o início de um empreendimento científico. Grupos e interesses, veja bem, que estão dentro da própria Academia. Esqueça este papo de que “a faculdade foi capturada pelo setor privado”. O setor público, por exemplo, está longe de ser um isento juiz  e benevolente ator. Verbas alocadas publicamente servem, sim, a interesses específicos.

Agora o trecho:

I proposed the new journal to Cambridge U Press, and they accepted the proposal. Next I needed to select a Board of Editors. I selected a group of Advisory Editors and Associate Editors, with the intent to span all areas of good macroeconomic science, without any prejudice or identifiable “agenda” in methodology, geography, or politics. Then the problems began. I was lobbied by various Advisory Editors and Associate Editors to make changes in the editorial board. The degree of factionalism surprised me. Not only were there attempts to change the balance towards a particular methodological or political view, but sometimes to change the balance geographically, nationalistically, regionally, racially, or ethnically. There also were gender based pressures. Sometimes the lobbying was directed at perceived underrepresentation of a particular group. When I found that to be justified, I asked for suggestions of economists who should be added, and invited additional board members from that group. More disturbing were pressures to eliminate a minority from representation, so that the journal would be captured by a particular group, as has been the case with many other journals, such as the Journal of Post Keynesian Economics, the Canadian Journal of Economics, the Asian Economic Journal, and the Journal of Austrian Economics. I was particularly surprised by the lobbying from some of the European board members to discredit and thereby eliminate board members from other European countries. Since a fundamental purpose of this journal was to avoid becoming identified with any such faction or group, I often did the exact opposite by increasing the size of the minority so that the minority no longer could be marginalized or ignored. When it became clear that attempts to eliminate a minority were counterproductive, that kind of lobbying ended. As a result, the Editorial Board became very large and very diverse, with only the sophistication and high tech competency of all members holding them together.

Difícil gerenciar um simples journal, não?

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