6o Seminário de Economia de Belo Horizonte

Para não perder o hábito, olha aí mais uma edição do 6o Seminário de Economia de Belo Horizonte. Se você estiver em Belo Horizonte, com horários flexíveis, é uma boa opção de “lazer”.

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Maior salário de professor, melhor qualidade do ensino

Mais um dos infindáveis artigos que encontram este resultado, aqui. Para os alunos de Econometria, atenção para a discussão sobre endogeneidade.

p.s. uma boa discussão seria “como se mede a qualidade do ensino”?

Aposto que já há um estudo do IPEA dizendo que o Paulo está errado

O título é de um humor temerosa e potencialmente verdadeiro. Veja o texto do Paulo aqui.

p.s. em honra do Paulo:  pluralismo de idéias incluem, vamos lá, discussões sobre se 2+2+ erro aleatório são 4 ou algo mais, discutindo as hipóteses do erro aleatório (sua distribuição, etc). Contudo, tem gente que acha que pluralismo de idéias é igual a 2+2 = 4, 4.5, 6, 5, 1, -56, etc. Isso não é pluralismo, é discutir asneira com idéias válidas. É jogar areia no cimento do conhecimento. Se você visitar o blog do Paulo verá que ele teve, ultimamente, que defender sua soma elementar de argumentos alheios que, sob o nome de um pseudo-pluralismo (segundo exemplo acima), atacam a inteligência nacional. Stanislaw Ponte Preta seria um homem rico se escrevesse sobre alguns supostos sábios de hoje…

p.s.2. veja um exemplo de pluralismo dos gaúchos, aqui.

Batendo a concorrência

O presidente boliviano já demonstrou sua simpatia pela folha de coca mais de uma vez. Assim, não deixa de ser irônico imaginar que esta notícia seja, apenas, uma demonstração de empenho em destruir a concorrência. Tá, eu sei que não é para tanto, mas ficou muito engraçado ler isto lembrando que muitos presidentes latino-americanos passaram de um discurso decisivamente anti-drogas para um ambíguo silêncio temperado com acusações xenófobas (ou anti-americanas).

Presidente da Silva gosta de Fidel mas não para consumo próprio

Como o sr. da Silva – amigo de Sarney e Collor – me faz uma desta? Eu achando que sua política externa agradava os desejos mais íntimos de sua excelência (e de seus militantes)….e ele não consegue viver em uma reunião de 7 horas? Como pode bajular o ditador Castro – famoso por seus programas de TV enojados e longos – e não conseguir trabalhar por umas 2 horas?

E é este mané que quer eleger um sucessor? Ao menos fosse coerente. Cartão vermelhor para você, presidente. Bola fora.

René Girard, o terrorismo e o comércio mundial

Este pequeno artigo – Artigues & Vinolo (2009) – apresenta um jogo interessante entre países no qual pode emergir uma espécie de terrorismo por conta das desigualdades econômicas em um mundo economicamente integrado. Chamou minha atenção o fato de que a teoria modelada é de René Girard, eventualmente citado textos do Pedro Sette Câmara.

Entretanto, algo que não fica claro no artigo é: o terrorismo é oficial ou não? O modelo usado é um jogo entre países, não entre agentes individuais ou minorias (grupos). Assim, talvez o resultado do modelo teórico é que o terrorismo oficial (aquele apoiado por governos) emerge em um ambiente globalizado economicamente no qual existem desigualdades (econômicas) significativas.

Posso estar enganado – li apenas uma vez o artigo – mas creio que estes são os principais resultados. Bacana mesmo é ver que o argumento de Girard pode ser pensado como uma interessante hipótese – inclusive testável.

Quando a moeda circula, nem sempre a economia prospera

Recebi ontem uma folha de papel com a divertida piadinha provavelmente criada, provavelmente, por algum gaúcho. Para quem se lembra da desmistificação do spam sobre os postos BR, eis um exercício similar. Mostrarei como a piada, embora engraçada, representa uma não-economia e, mais ainda, mostrarei como, a transformação da cidade retratada na piada em uma sociedade realmente com características econômicas, o resultado é melhor do que na piada original.

Não entendeu nada? Então, comece com a história original:

Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta…

Os habitantes, endividados e vivendo as custas de crédito. Por sorte chega um viajante rico e entra num pequeno hotel.

O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.Enquanto o viajante vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

Este, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.

O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para  liquidar sua dívida.

O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a  uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a  crédito).

A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, as  vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta.

Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive em PAZ !

MORAL DA HISTÓRIA: Quando o dinheiro circula, não há crise!!!

A piada é engraçada, mas devo concluir também que existe ao menos uma cidade litorânea no RS na qual o tempo não existe. Ou então o gringo da piada é muito lento. Ou ele escolheu o quarto do 123º andar para ver (e foi de escada).

Ah sim, a distância é desprezível. Diga-se de passagem, o risco de ser preso também não existe. Afinal, o sujeito praticamente roubou o gringo e, por pura sorte, não foi descoberto. O risco é uma variável importante na economia, não é?

Além disso, vamos lá, não existe mercado nesta cidade. Se existisse, alguém seria credor de tantas dívidas. Em outras palavras, a ganância empresarial já teria levado alguém a criar uma financeira. Ou um banco.

Pois bem, a piada fecha com uma conclusão incorreta. A circulação de dinheiro nem sempre é sinônimo de estabilidade econômica, desenvolvimento e carnaval. Em períodos de hiperinflação, a moeda circula um bocado e, justamente, circula porque há uma crise inflacionária.

Vamos rever a história, na versão deste que vos escreve:

Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta…

Os habitantes, endividados e vivendo as custas de crédito, trabalham e reajustam seus investimentos e tentam renegociar suas dívidas com os bancos. Infelizmente, o governo tem aumentado a carga tributária para compensar seus gastos em período de eleição.  Por sorte chega um viajante rico e entra num pequeno hotel.

O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto. Volta e diz que fica feliz com a honestidade do gerente, que é uma virtude cada vez mais rara no Brasil e tal e aceita pagar pela estadia. O gerente, feliz da vida, sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

Este, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.

O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida.

O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a  uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a  crédito). Infelizmente, a prostituta trabalha ilegalmente. Não tem carteira assinada e não pode obter empréstimos no banco da cidade para melhorar de vida. O governo diz se preocupar com ela, mas não lhe dá crédito, só palestras sobre o vício, o álcool, etc. Como já disse, as eleições se aproximam…

Então, a prostituta pega o dinheiro, paga o suborno ao guarda municipal – aquele que promete manter a lei e a ordem mas, sabe como é… – que corre em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava algumas prostitutas. Como nem sempre sua ameaça de não pagar funcionava com o dono do hotel, ele resolve pagar parte de sua dívida com os R$ 100,00.

O dono do hotel, por sua vez, fica bastante feliz. Embora a vida não seja fácil, ele recuperou uma parte da dívida que tinha com o corrupto oficial sem recorrer à violência ou à contratação de pistoleiros. Além disso, por ser honesto, foi recompensado com mais um cliente. Com os R$ 200,00 em mãos, vai ao banco e paga parte do empréstimo que tomou para a ampliação do hotel. Um dia, se os negócios melhorarem, poderá até empregar a prostituta como uma passadeira, dentro da lei.

O banqueiro, com este acréscimo, resolve finalmente abrir nova linha de crédito para pecuaristas locais.

MORAL DA HISTÓRIA: Quando existe honestidade e comércio, a sociedade prospera.

Do uso da econometria no dia-a-dia de sua empresa

The European used-car market at a glance: Hedonic resale price valuation in automotive leasing industry

Sylvain M. Prado

Abstract
In the leasing industry, the risk of loss on sales at the end of the contract term, as well as pricing are critically impacted by the forecasted resale price of the asset (residual value). We apply the Hedonic methodology to European auto lease portfolios, in order to estimate the resale price distribution. The Hedonic approach estimates the price of a good through the valuation of its attributes. Following a discussion on Hedonic prices, we propose an operational model for the automobile resale market. The model is applied to four European countries (France, Germany, Spain and Great Britain), and distributions are calculated on two vehicle versions (Audi A4 & Ford Focus) allowing a comparison of market depreciation patterns and residual value risks.

Mais um exemplo de aplicação da econometria aos problemas das empresas no dia-a-dia.

Jamal Yousef

O leitor deve se lembrar de quanto Bush brigou com a procuradoria norte-americana. Pois é. Se você é daqueles que acha o trabalho da procuradoria sério (lembre-se, Bush brigou com eles), então veja o que a mesma descobriu recentemente sobre Jamal Yousef: uma mistura de venda de armas para a FARC com passaporte venezuelano e residência em Honduras.

Não passou da hora do nosso jornalismo “investigativo” analisar esta – aí vai – “suposta” operação Condor da esquerda latino-americana?

América Latina

Não é porque Uribe está do lado correto do debate que ele pode ser endeusado. Para a sorte da população não-bolivariana da América Latina, o governo Uribe tem mostrado a hipocrisia de gente poderosa. Mas isto não significa que ele seja um santo, né, galera?

Ou você nunca estudou Escolha Pública (Public Choice)?

Divulgação

Recebi esta mensagem e gostaria de compartilhá-la com os que estudam seriamente economia austríaca.

Good morning folks. Please see below for details on this year’s 2009 Don Lavoie Memorial Graduate Student Essay Competition sponsored by the SDAE.
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The Society for the Development of Austrian Economics is pleased to announce that submissions for the 2009 Don Lavoie Memorial Graduate Student Essay Competition are now being accepted. Submissions will be accepted from advanced PhD students in economics or other relevant disciplines anywhere in the world. The competition is limited to thesis chapters and/or other research that is geared toward publication in the professional journals; submissions should adhere to appropriate standards of academic writing and should be on a topic relevant to Austrian economics. There is no word limit; and, students submitting papers to this competition will retain all publication rights to their work; however, winners are encouraged to submit their papers to The Review of Austrian Economics for possible publication.

Three prizes are given, each worth $1000, to be used to pay expenses to attend the Southern Economic Association meetings this November 21-23, 2009 in San Antonio, TX, where the winners will present their work on a special panel scheduled for 10:00am, Saturday, November 21. Prize awards are contingent on attending the SEA meetings and the SDAE’s annual business meeting and awards banquet on Sunday evening, November 22.

The prize committee consists of:

· Peter Boettke, Committee Chair, George Mason University
· Emily Chamlee-Wright, Beloit College
· Steven Horwitz, St. Lawrence University
· David Prychitko, Northern Michigan University
· Virgil Storr, Mercatus Center at George Mason University

Deadline for submissions is October 1, 2009. Decisions will be made by October 15.

Please send all questions and submissions electronically to Peter Lipsey at plipsey@gmu.edu.

Recorde

Estou no terceiro dia sem conseguir dormir depois das 5:00 da matina. Será que voltei a ser um doutorando? Se sim, preciso começar a estudar à noite, esquecer o sono e ir até às 2:00 ou 3:00 da manhã na álgebra. E olha que é sem remédio! ^_^