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Pergunta do dia

Por que existe uma correlação de 99% entre um comentário escrito com um português ilegível até para um analfabeto e um comentário sem educação?

Curioso que não é nem só discordar. É falta de educação mesmo. Claro que existem as exceções, mas observo isto sempre aqui no Brasil. Acho que dá quase para dizer que a ignorância é feita de 90% de analfabetismo e 10% de burrice, se é que ambas as coisas são totalmente não-relacionadas…

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Liberdade na América Latina

Um diálogo entre este que vos escreve e Paulo Roberto de Almeida resultou neste primeiro texto sobre o tema. Acho que teremos mais alguns artigos em breve, mas dê uma olhada no texto que, no momento atual, ele ajuda a entender um pouco sobre os problemas do avanço do autoritarismo na América Latina.

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Informe gratuito (nada mudou em quinhentos anos…nem nos último oito)

Verbas e salário de um congressista brasileiro são mais do que o dobro dos benefícios a que tem direito um deputado nos EUA

A Transparência Brasil anuncia estudo sobre os rendimentos, verbas e assessoramentos recebidos por congressistas de Brasil, Chile, México, Estados Unidos, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália. O relatório completo pode ser lido aqui: http://www.excelencias.org.br/@carga.php?carga=docs/CustosCongressistas.pdf.

No agregado, o salário e as verbas (para representação, para viagens e para a contratação de assessores) a que têm direito os deputados federais e senadores brasileiros superam R$ 1 milhão ao ano, colocando os congressistas do Brasil como os mais bem pagos, excetuando-se os deputados dos Estados Unidos (cerca de R$ 3 milhões).

No Brasil, o deputado e o senador recebem mais do que um deputado alemão (R$ 860 mil), francês (R$ 770 mil) ou britânico (R$ 760 mil).

Quando se faz a correção pelo indicador da renda per capita, os benefícios do congressista brasileiro ultrapassam os do deputado norte-americano e chegam ao topo da escala.

Os montantes a que um senador brasileiro tem direito representam 83 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil. Isso quer dizer que, em média, um único senador se apropria de uma quantia equivalente à riqueza produzida por 83 brasileiros.
No caso do deputado federal brasileiro, o número é 68.

O deputado dos EUA se apropria de um montante equivalente a 32 vezes o PIB per capita local; para um senador do Chile, o número é 26.

Outras constatações:
Quando se analisam apenas os salários, observa-se que no Brasil os ganhos do deputado federal e do senador são quase treze vezes o PIB per capita. Nos EUA, esse número não chega a quatro;
No Senado, a verba para a contratação de assessores é cerca de 55 vezes o PIB per capita; na Câmara, quarenta vezes; o terceiro colocado é o deputado dos EUA: dezenove vezes o PIB per capita local;
O número de assessores por parlamentar não passa dos doze em nenhuma Casa legislativa analisada (exceção feita à Câmara dos EUA, onde são dezoito). No Brasil, são 25 (Câmara) e onze (Senado);
A política para contratação de consultores também é peculiar no Brasil; enquanto em outros países o parlamentar é obrigado a explicar as razões pelas quais a consultoria foi contratada (o nome do consultor e o projeto para o qual o serviço foi prestado tem que estar na Internet) ou simplesmente é impedido de contratar consultoria (somente as comissões têm permissão para esse tipo de despesas), no Congresso brasileiro não há filtros para coibir o mau uso da prerrogativa.

Contato: 11 3062 3436
Claudio Weber Abramo (diretor executivo)
Fabiano Angélico (coordenador de projetos)

Fabiano Angélico
Coordenador de projetos
Transparência Brasil
http://www.transparencia.org.br
(55) 11-3062.3436

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Doutrinação anaeróbica versus Ciência

Interessantíssimo texto do Peter Klein. Reproduzo um trecho.

It is necessary to correct the misunderstandings that can be called forth by using the expression “Austrian School.” Neither Menger nor Böhm-Bawerk wanted to found a school in the sense customarily used in university circles. They never attempted to turn young students into blind disciples, nor did they, in turn, provide these same students with professorships. They knew that through books and an academic course of instruction they could promote an understanding suited to dealing with economic problems, thus rendering an important service to society. They understood, however, that they could not rear economists. As pioneers and creative thinkers, they recognized that one cannot arrange for scientific progress, nor breed innovation according to plan. They never attempted to propagandize their theories. Truth would prevail of its own accord when man possessed the faculties necessary to perceive it. Using impertinent means to cause people to pay lip service to a teaching was of no use if they lacked the ability to grasp its substance and significance.

Em outras palavras: sem favoritismos, sem passar a mão na cabeça, sem desrespeito por idéias alheias. Posturas adequadas a um acadêmico e coerente com o que tem sido sempre dito, por exemplo, por Peter Boettke. Não existe, portanto, tal coisa conhecida como “escola austríaca” no sentido anaeróbico. Existem, claro, as idéias de alguns economistas sobre determinados eventos e abordagens. Estas idéias podem até ter este ou aquele rótulo, mas, no final das contas,  não é o rótulo que importa na lata de palmito e sim o palmito.