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O que a crise mundial não é

Não é o fim do capitalismo. Por que? Bem, se você acompanha o debate, não terá dificuldades em entender o que Sumners diz.

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Nova versão do artigo científico menos discutido no Brasil

In 2004, the Chávez regime in Venezuela distributed the list of several million voters whom had
attempted to remove him from office throughout the government bureaucracy, allegedly to identify and
punish these voters. We match the list of petition signers distributed by the government to household
survey respondents to measure the economic effects of being identified as a Chavez political opponent.
We find that voters who were identified as Chavez opponents experienced a 5 percent drop in earnings
and a 1.5 percentage point drop in employment rates after the voter list was released. A back-of-the envelope calculation suggests that the loss aggregate TFP from the misallocation of workers across jobs
was substantial, on the order of 3 percent of GDP.

Eu me pergunto quantos blogueiros acham o uso dos dados privados de eleitores uma “natural” consequência da democracia popular bolivariana. O argumento, distorcido, é o de que “quem não deve, não teme”. Se “quem não deve, não teme”, passe-me seus dados bancários, suas senhas, seus dados e as medidas de sua esposa.

Tentando falar sério, este artigo é um dos mais importantes já publicados sobre as consequências do autoritarismo na América Latina. Vale realmente a leitura e eu já o indiquei várias vezes aqui, antes. Entretanto, esta versão é a mais recente e vem em boa hora já que estamos diante de uma polêmica acerca das frequentes insinuações do presidente venezuelano de que invasões de países alheios feitas por ele podem ser legítimas.

Se você achou muito natural e bonito o que se relata neste artigo – em termos de uso de dados alheios pelo governo – então você está a um passo de aceitar algo similar no Brasil.