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Honduras

O pessoal tem discutido muito sobre Honduras. Diogo Costa mostra que há um problema interessante com a imprensa. Ela não consegue enxergar o caráter distinto do movimento que depôs o presidente (que passava por cima da Constituição) e, ao invés de instalar um regime militar, empossou outro presidente. Marton, o pessoal da Torre e, certamente, outros blogs têm contribuído muito para a discussão.

O fato é que há uma grande dificuldade para as pessoas em julgar situações como esta. Isto me lembra o famoso atentado contra Hitler, o proletário austríaco eleito pelo voto popular e responsável pelo Holocausto (que o presidente do Irã diz que não existiu) que também mexeu como quis nas leis do país. Embora haja nuances entre o pitoresco hondurenho (e seus aliados bolivarianos) e Hitler (e seus aliados italianos…pitorescos), o mesmo ponto é polêmico: pode-se depor um presidente que pisa nas leis do país? Ou é golpe?

A polêmica vai longe, mas é interessante, como já disse, ver que muita gente que se diz democrata sempre faz vista grossa apenas para alguns movimentos militares, mas não outros.

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Ciclos austríacos

Um texto que não apresenta uma única evidência empírica sobre a existência de tais ciclos, mas que faz considerações puramente teóricas é este. Há outros artigos interessante, que buscam verificar a existência dos ciclos, mas são – até onde sei – poucos. Além disso, os resultados são bem controversos.

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Um comentário

Trecho de comentário do João:

Para completar, leiam abaixo o que LEONARDO BOFF escreveu em seu post semanal no blog do NOBLAT http://oglobo.globo.com/pais/noblat/ sobre nós, simples Economistas, graças a DEUS.
“A crise econômica de 1929 sequer punha em questão a natureza e a Terra. O pressuposto ilusório era de que elas estão sempre ai, disponíveis e com recursos infinitos. Hoje a situação mudou. Já não podemos dar por descontada a Terra com seus bens e serviços. Estes mostraram-se finitos e a capacidade de sua reposição já foi ultrapassada em 40%.
Quando esse fator é trazido ao debate na busca de soluções para a crise atual? Somos dominados por economistas, em sua grande maioria, verdadeiros idiotas especializados – Fachidioten – que não vêem senão números, mercados e moedas esquecendo que comem, bebem, respiram e pisam solos contaminados. Quer dizer, que só podem fazer o que fazem porque estão assentados na natureza que lhes possibilita fazer tudo o que fazem, especialmente, dar razões ao egoismo e às barbaridades que a atual economia faz prejudicando milhões e milhões de pessoas e que vai minando a base que a sustenta.”

Caro João, o teólogo (ou ex-teólogo, sei lá) que fala tamanha asneira não merece comentário. Afinal, sua própria especialização, como teólogo, já lhe fez escrever coisas bem, digamos, estranhas, não é? Quem leva a sério um argumento deste mostra que não entrou ainda no mundo científico dos debates e ficou apenas no amor à retórica. Neste caso, uma retórica bem ruinzinha…