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Agradecimentos

Este blog nem sempre segue sua própria regra de falar apenas de economia. É um blog algo rebelde com seus proprietários, inclusive seu sócio majoritário (eu, obviamente). Mas este blog bem que agradece ao Cristiano Costa a referência. Afinal, não é todo dia que a gente é exemplo para alguém começar uma atividade saudável e benéfica para todos.

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Perguntas curtas com longas respostas

Professor, posso fazer as questões fora de ordem?

Eis clássico da pedagogia paulofreiriana: a pergunta típica de todas as classes sociais, credos, gêneros, etc. Pergunta ferina, curta e muito reveladora sobre as angústias do ser (em si, para si e por si, senão fora de si).

Que resposta deve o educador fornecer para a construção do conhecimento de um jovem mancebo inocente, indefeso, que não pode ser culpado de atropelar alguém e não prestar socorro ou mesmo de ter espancado uma velhinha na rua? Como deve o educador agir diante de tal indagação? Eis algumas respostas para a reflexão e que não são definitivas porque, claro, é mais importante formular boas perguntas (não é este o caso, eu sei) do que boas respostas (o que mostra que muito professor não prepara suas aulas direitinho).

a) Pode.

Resposta simples, mas pouco didática. Não contextualiza a extrema desigualdade brasileira e não permite que se doutrine o jovem com os ideais de Lenin, Chávez e Castro. Péssima opção.

b) Depende de você. Fique à vontade.

Resposta simples, mas geradora de dúvidas. Se o jovem em questão foi capaz de formular tal pergunta é porque cresceu em um meio repressor (contrário aos ideais de Lenin, Chávez e Castro….e aquele presidente iraniano de nome esquisito), acostumado a um modo de fazer história no qual se decoravam datas, mas não se apreendia a dialética histórica.

Ficar à vontade, por sua vez, é um incentivo ao individualismo, à leniência, à inatividade, péssimo para um futuro “bucha de canhão” (militante de fileira…de banheiro).

c)  Não, não pode.

A tradição autoritária latino-americana transparece cris-ta-li-na-men-te nesta resposta caudilhesca. Como assim “não, não pode”? E a Revolução Francesa? E os direitos humanos? Não vivemos a luta pelo poder? Poder de que? De mandar nos outros, claro, que é o objetivo social e democrático de toda revolução popular. Então, claro, poder é uma realidade intrínseca do meio social (e não testável por frias relações econométricas sem coração, malvadas e feias, exceto as “heterodoxas” que falam o que eu quero ouvir).

Agora que você já leu tudo, escolha sua resposta e boa sorte.

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Comentários rápidos

1. Ontem tivemos a presença do Fábio aqui. Fazia tempo que eu não assistia a uma boa apresentação de artigo. Como isto faz falta. Querem que a sejamos bons professores, mas é impossível ser bom professor sem ser bom pesquisador (embora haja aí casos intermediários). Houve uma discussão destas, outro dia, no blog do Cristiano Costa, aliás, de cara nova.

2. O Opera 10. Eu nunca havia usado o Opera. Agora, ter um widget que me permite desenhar uma Cobb-Douglas para os alunos em 2 segundos (e em três dimensões) já valeu o investimento inicial.

3.  Uma conversa com o Ari, esta semana, mudou uma importante tomada de decisão na minha vida. Externalidades de rede é o nome disto? Ou externalidades apenas? Ou é só o efeito do capital humano? Ou é sorte minha mesmo? Vai saber…