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Publicação acadêmica…

Paulo Roberto Almeida tece algumas considerações sobre o tema. Trecho (gigante):

Esse tipo de atitude auto-congratulatoria com os pretensos progressos da pesquisa cientifica no Brasil é totalmente mistificador da verdadeira realidade da pesquisa cientifica no Brasil, uma especie de auto-engano coletivo. 
Os dados se referem ao volume (portanto quantitativo) de artigos supostamente “cientificos” publicados em veiculos especializados, a vasta maioria dos quais nacionais, e de faculdades nao preciso lembrar.
Ora, quem conhece o ambiente universitario brasileiro, sobretudo e especialmente (desculpem a redundancia) a area de humanidades, sabe muito bem que mais da metade dessa pretensa producao academica, que nao tem nada de cientifica, sequer seria considerada por revistas cientificas serias, com selecao rigorosa dos publicaveis com base em criterios de “blind evaluation”.
Como a Capes comecou a pontuar esse tipo de “coisa” (desculpem mas o termo se aplica), ocorreu uma corrida nas faculdades para a “edicao” de revistas, com equipes editoriais na base do compadrio e a publicacao quase sem nenhuma avaliacao de conteudo ou de qualidade.
No mundo cientifico, o que vale, realmente, sao os citation indexes, que coleta a “produtividade” de um artigo a partir de sua citacao por outros pesquisadores, o que aproxima um pouco mais a producao do seu valor substantivo.
O resto é transpiracao de quem precisa de pontos nos sistemas brasileiros de avaliacao, muito pouco rigorosos…
Nao querendo ofender ninguem, eu diria que povo com cultura cientifica boa é povo com Premios Nobel (ainda que seus criterios possam ser questionaveis em determinados aspectos) e povos com muitas patentes produzidas.
O Brasil nao tem absolutamente nada nos dois criterios…

Comentários?

Um comentário em “Publicação acadêmica…

  1. Quem leu o livro Mente Brilhante ou assistiu ao filme, vai ver que o que incomodava o matemático John Nash era a busca de uma idéia original, o que mais tarde, como é de amplo conhecimento, resultou a ele um merecido prêmio nobel. Idéia essa que superou Pareto…

    Esse é um pequeno exemplo, do que deveria mover os pesquisadores no brasil, que em parte, acabam por fazer um RESUMÃO dos trabalhos de poucos cientistas ORIGINAIS. E, como bem falou o nosso diplomata: uma boa medida de crescimento científico de um povo seria a conquista de Nobel e patentes.

    Recomendo a palestra: A tarefa do direito brasileiro, do ministro Mangabeira Unger que tece comentários valiosos a respeito da “glosa filosófica” que se abateu sobre o Brasil.

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