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Política fiscal sofrível…

…é a nossa. O Chile, claro, na contramão da América Latina, vai bem, obrigado.

p.s. você acha que a política fiscal é a solução? Nem tanto.

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História Econômica…mesmo

Was the Korean slave market efficient?

Brezis, Elise S. and Kim, Heeho (2009): Was the Korean slave market efficient?

Abstract

Over the decades, the traditional condemnation of slavery has been based not only on philosophical argumentation and moral values, but also on the conjecture that slavery was inefficient. This position led to one of the most passionate debates in economic history on the efficiency of the US slave market. This question of efficiency has not been analyzed on the slave market in Korea. The aim of this paper is to analyze the efficiency of the Korean slave market by examining the behavior of slave prices during the period 1689-1893. In order to do so, we collected long-run series of slave prices from nationwide surveys of more than 25 public and private historical records. We then tested whether the slave market was efficient using the arbitrage asset equation. We found slavery to have been efficient most of the time.

Talvez Thomas Kang goste disto. ^_^

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O clube de convergência inferior do debate

Duke of Hazard, em trecho revelador de um texto muito bem escrito:

No Brasil, esta divisão assume uma desproporção incomum. Não vou citar exemplos, mas quem anda pela blogosfera econômica brasileira sabe do que falo. O debate se resume aos seguintes passos:

1) Proposição do problema, feita pelo autor do texto, com uma resposta parcial à questão;

2) Um contra-argumento de algum leitor baseado naquilo que seu grupo leu, muitas vezes ignorando por completo a argumentação original.

3) Uma resposta do autor, citando autores da “sua turma”.

4) O enquadramento de ambos debatedores em algum grupo, e a conclusão (sofrível) que o problema não terá uma resposta porque, obviamente, os participantes vêem o mundo de maneira muito diferente e, conclusão derivada, acham que o outro estará sempre errado, por definição.

O item 4 é realmente a triste conclusão de quase todo debate (debate?) na blogosfera. 

No mesmo dia, ou quase, Sumners fala da relevância dos macroeconomistas e também discute rótulos e afins. Sobre a blogosfera, veja o que ele diz:

When I started this blog I had an ideal reader in mind (as I suppose all authors do.)  I knew that it was going to be impossible to convince macroeconomists of my extremely counter-intuitive views of the crisis.  Nobody who has expertise in macro can be impartial to an event so traumatic.  By now views have hardened.  Even the uninformed have strong opinions.  So I needed someone outside of economics, someone with an open mind.

At the same time I knew that I needed a reader that was bright enough to understand very subtle, counter-intuitive economic arguments.  Thus I needed someone who had at least an amateur’s interest in macro, who was also a very skilled economist.  I also needed someone who wasn’t overly impressed with a lot of technical mumbo-jumbo that doesn’t really mean anything.  Someone who thought short (or not so short) blog posts could convey interesting economic ideas.

Revelador, não? Eu diria que mais um ponto do diagnóstico feito pelo Duke está aqui. A pergunta, claro, é: quais os microfundamentos (interesses) dos blogueiros? E o que dizer dos interesses dos que comentam? 

Deriva-se daí que uma outra pergunta é o quanto, realmente, a blogosfera, os comentários e textos, agregam de conhecimento, de fato. Afinal, se o resumo da história é um debate infértil, o melhor seria, mesmo, pesquisar. Mas esta é uma solução terrível. Significaria que apenas há criação de conhecimento entre os que pesquisam e conversam entre si pois, afinal, o público não estaria nada interessado no assunto pois continua a pensar em ciência como um debate moral de idéias na qual, claro, sua moral é sempre melhor que a do outro. 

Se for este o caso, então o melhor seria ignorar a blogosfera.