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Capital Humano

Esta dica do Fabio Marton é muito boa. Mostra como ainda estamos longe de entender os problemas microeconômicos envolvidos na aquisição de capital humano. Já sabemos muito, claro, graças ao pessoal sério de Desenvolvimento Econômico. Mas a sensação de que ainda há muito por se aprender….bem, veja o trecho abaixo.

The expansion of education in Tanzania, where I lived for three years, was indeed impressive. The literacy rate had improved dramatically, so that it was better than that of the former colonizing power, and it was inspiring to see the sacrifices villagers were willing to make to enable at least one of their children to continue his schooling. School fees took precedence over every other expenditure. If anyone doubted the capacity of the poor to make investments in their own future, the conduct of the Tanzanians should have been sufficient to persuade him otherwise. (I used to lend money to villagers to pay the fees, and—poor as they were—they never failed to repay me.)

 

Unfortunately, there was a less laudable, indeed positively harmful, side to this effort. The aim of education was, in almost every case, that at least one family member should escape what Marx contemptuously called the idiocy of rural life and get into government service, from which he would be in a position to extort from the only productive people in the country—namely, the peasants from whom he had sprung. The son in government service was social security, old-age pension, and secure income rolled into one. Farming, the country’s indispensable economic base, was viewed as the occupation of dullards and failures, and so it was hardly surprising that the education of an ever larger number of government servants went hand in hand with an ever contracting economy. It also explains why there is no correlation between a country’s number of college graduates at independence and its subsequent economic success.

Belo trecho, não? Capital humano é doce mas não é mole não…

Leia também este relato bem pessoal do Fábio sobre cultura e desenvolvimento, do ponto-de-vista de quem mais deseja o desenvolvimento: ele mesmo.

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Rápidas da blogosfera

  • Aquecimento global? Calma…
  • O que acontece quando você tem uma CNBB paraguaia? Fácil: o filho do padre aparece. Digo, os filhos. É a mistura entre a “esquerda” e “religião dos oprimidos” mostrando bem onde estão as “veias abertas da América Latina”: estão na hipocrisia dos que se dizem alternativos.
  • Produção acadêmica, não louvação divina: eis o caminho.
  • Maravilhas da tecnologia.
  • O que acontece quando um parvo navega pela internet? Ele faz comentários fecais (devidamente refutados).
  • Excelente dica de história econômica dos bancos, por Leo Monasterio, co-fundador e eterno licenciado deste blog. 
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Por que a língua inglesa é importante?

Muitos alunos reclamam da dificuldade de se ler em inglês. Pois bem, uma língua estrangeira é simplesmente uma língua. Contudo, veja só esta minha breve história. Há um minuto atrás estava lendo o excelente “Uma Senhora Toma Chá…” que já citei aqui antes. Deparei-me com o famoso Kolmogorov (famoso para qualquer um que já tenha sofrido com um estudo intermediário de Estatística). Resolvi ler um pouco sobre o famoso gênio russo. 

O que você faria? Provavelmente o que eu fiz: foi à Wikipedia. Agora, veja a diferença de qualidade e quantidade nos verbetes em português e em inglês. Em qual deles você aprende mais?

Obviamente, o problema não é só da língua. O problema é a falta de leitura (e a falta de livros em nossa língua) dos brasileiros e correligionários lusitanos de todos os continentes em relação a um simples americano médio. Por isto minhas buscas por material útil para ampliar meu conhecimento geralmente converge para os sites de língua inglesa. 

Não se trata, como dizem alguns parvos, de imperialismo. É pura questão de prática: ou eu aprendo menos e fico estagnado, ou aprendo mais e me desenvolvo.

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Economia dos incentivos na academia: a produção econométrica

WORLDWIDE ECONOMETRICS RANKINGS: 1989-2005
Badi H. Baltagi
This paper updates Baltagi’s (2003, Econometric Theory 19, 165-224) rankings of academic institutions by publication activity in econometrics from 1989-1999 to 1989-2005. This ranking is based on 16 leading international journals that publish econometrics articles. It is compared with the prior rankings by Hall (1980, 1987) for the period 1980-1988. In addition, a list of the top 150 individual producers of econometrics in these 16 journals over this 17-year period is provided. This is done for theoretical econometrics as well as all contributions in econometrics. Sensitivity analysis is provided using (i) alternative weighting factors given to the 16 journals taking into account impact citations, excluding self-citations, size and age of the journal, (ii) alternative time intervals, namely, (2000-2005), (1995-2005), and (1989-2005), (iii) alternative ranking using the number of articles published in these journals, (iii) separate rankings for both institutions and individuals by journal, (iv) rankings for institutions and individuals based on publications in three core econometrics journals.

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Múltiplos Chips – Lição intermediária

Este Cristiano é um safado. Antes de eu colocar a notícia aqui ele já fez o trabalho (competente) de levar ao leitor leigo um pouco de sabedoria econômica. Vou apenas complementar, para os alunos um pouco mais adiantados, com um pouco mais de elementos para a análise.

Os chips das companhias celulares não podem ser utilizados ao mesmo tempo para a mesma ligação. Aliás, o que leva o consumidor a usar um ou outro é simplesmente a tarifa, certo? Digamos que os dois chips sejam x1 e x2 (medidos em minutos de uso). Assim, o consumidor só usufrui da ligação o chip mais barato. Ou seja, sua demanda de chip xi (i = 1, 2) é derivada a partir de uma função de utilidade específica: U(x1, x2) = x1 + x2. 

Dado o preço de cada chip, p1 e p2, o problema, familiar ao aluno de Microeconomia é, simplesmente, maximizar U(x1, x2) sujeito a m = p1x1 + p2x2, onde m = renda monetária relevante para o problema. Observe que não é qualquer função utilidade, mas apenas esta (e suas transformações monotônicas positivas correspondentes, obviamente).

Ok, esta foi só para os intermediários. Para uma noção básica, veja o texto do Cristiano.