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Ainda as previsões

Ainda sobre a história do Laurini, não sei se há muito a acrescentar. Ele disse praticamente tudo. Se Delfim acha que previsão é psicologia, não há muito o que dizer. Ela também pode ser política, auto-interessada e mentirosa. Como Laurini disse, isto não é previsão como nós, economistas, entendemos. Previsão tem algum fundamento estatístico. O resto, sim, o resto é “chute”. 

Obviamente, há validade em algum “chute”, mas a dimensão do mesmo é sempre super-estimada por nove entre dez jornalistas (e colunistas) de economia do país. Ou seja, há outro problema nos “chutes”: aqueles que deveriam se preocupar em esclarecer sua real dimensão, geralmente, vão para o gol junto com a bola…

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Por que Krugman perdeu a razão?

Talvez por excesso de preocupação com sua coluna em jornais para a grande imprensa. Tanto se preocupou com isto que nem se lembra do que escreveu…e agora está em apuros. Krugman deveria voltar à pesquisa acadêmica e deixar certas discussões de lado. Ou pelo menos diminuir sua frequência “midiática”. Pelo menos não prejudicaria uma boa tendência…

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Vem novo “apagão” por aí?

Veja o resumo desta dissertação:

“PROJEÇÕES PARA A DEMANDA POR ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL, 2006-2015”
SIDIMAR QUEZADA LEITE

RESUMO

Projetamos a demanda por energia elétrica para o Brasil para o período de 2006 a 2015. As projeções são geradas de duas formas. Primeiro, estima-se a demanda por energia elétrica com base num modelo de correção de erros. Utilizando este mesmo modelo foram calculadas as elasticidades renda e preço da demanda por energia elétrica. Segundo, estimamos a demanda por energia elétrica com base num modelo ARIMA. Nossas estimativas sugerem que a energia elétrica não será um gargalo para o crescimento da economia brasileira para este período da análise.

Comentários? Eu faço um único: qualquer aluno de Econometria II esperto dará uma boa olhada nesta dissertação porque o autor é bem didático em suas explicações. Ah sim, sobre o “apagão”, o problema é localizado…em 2009. Entretanto, com os possíveis impactos de uma crise mundial, talvez estejamos a salvo.

A prova do modelo do autor é: será que ele apostaria sua grana em sua previsão? Esta, para mim, é a melhor prova de que um modelo funciona. Mas deixe de lado este meu critério rigoroso e aprecie o trabalho. 

O bacana, acho, é o aspecto prático da dissertação: a pergunta é relevante para a economia brasileira e o autor fez sua contribuição. Se ele está correto, claro, várias implicações de política econômica surgem e podemos compará-las com o que tem sido feito. 

Eis aí a essência da prática econômica.