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Austríacos nem sempre são sinônimos de desenvolvimento humano

É um austríaco bem doente este pai que estuprou a filha. Mas pelo menos não jogou a culpa na sociedade (como se isso fosse vantagem…). Ler sobre este sujeito realmente não inspira os meus melhores sentimentos…

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Conceitos pterodoxos – I: “déficit técnico”

Ilan fala sobre a economia brasileira e sobre o bizarro termo acima citado. Termina seu artigo assim:

Em suma, a economia brasileira não conseguiu desacoplar-se do resto do mundo. A queda do PIB do final do ano passado foi severa e tem implicações sobre o crescimento deste ano. A “herança estatística” é uma queda adicional do PIB neste primeiro trimestre do ano e um carry negativo de 1,5% para o ano. Mesmo com uma recuperação saudável no segundo semestre deste ano, prevemos que a economia deva ainda retrair-se em 2009 um pouco além de 1%.

Será que ele tem razão? Tudo depende de como o PIB reage às crises e às políticas econômicas de curto prazo. Conversamos eu e o Erik (Moral Hazard) por alguns dias sobre o tema. Além disso, tenho feito várias observações aqui sobre o tema. Procure aí na caixa de buscas por “raiz unitária”. O debate, nos EUA, é bem mais rico do que aqui (basta acompanhar os blogs de acadêmicos de lá). Tem nosso PIB tal propriedade? Tentamos pensar sobre o tema, mas acho que o trabalho dele (citado aí em cima) parece ser o estudo mais atual sobre o problema. 

De qualquer forma, meus alunos de Econometria certamente ganharão muito se analisarem o problema. Eu, aliás, tenho pensado muito nisto.

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Presidente da Silva não leu o capítulo dez do livro de Microeconomia de Varian (ou leu, mas não entendeu)

Eis o melhor título que eu poderia colocar neste pequeno relato. Aliás, é tão absurdo que vou me remeter à breve explicação do Cristiano Costa. Ah, a pterodoxia…

Note este trecho:

Outra alternativa seria diminuir os impostos que incidem em outras aplicações financeiras mas não na poupança, como o Imposto de Renda, por exemplo. Mas esta alternativa reduz a receita federal, que já está mal das pernas.

Entendeu? Ao invés de uma boa reforma microeconômica, pró-concorrência, o presidente da Silva resolveu culpar o mercado e, de mansinho, promove uma mudança radical na poupança (calma que ainda não é um bloqueio da poupança como o dos anos 90…) privada porque, sabe como é, uma reforma na própria casa não foi feita nesta última década. Esta sim foi uma década perdida. Perdeu-se a chance de fazer reformas estruturais na economia (o máximo que fizeram foi escrever um documento sobre o assunto, lá na era do Pallocci) e promoveram um aumento dos gastos públicos que nos leva ao ponto em que estamos hoje.

Nos anos 80, críticos do governo militar diziam que os economistas do governo geraram uma dívida externa “irresponsável” porque não teriam – este é o termo – previsto corretamente o futuro (ou porque estavam em “marcha forçada”).

Os historiadores futuros da economia, aqueles não ligados ao sr. da Silva e seus aliados, terão um belo trabalho científico para explicar porque a administração da Silva aumentou seus gastos, gerou superávit, fez o maior drama por conta de uma CPMF (IPMF), dentre outras…

A Escolha Pública nos ensina que não é preciso ter uma ditadura para que o governo destrua a economia. As evidências empíricas, lamentavelmente, nunca me decepcionam.