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Leo goes Sampa

Nosso co-fundador e sempre licenciado Leo foi atrás do amor (ha ha ha)…do seu amor. Detalhes aqui.

p.s. Sim, fico feliz por ambos.

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Banco Central pelo país, autoridade fiscal contra

Alex resumiu bem um debate que, na imprensa e blogosfera brasileira, geralmente toma tons ideológicos, religiosos e, portanto, inúteis para o entendimento da realidade: o debate sobre as políticas fiscal e monetária. Recomendo fortemente a leitura. Aqui, em diversos momentos, citei o problema da política fiscal e de como alguns interesses se faziam ecoar na imprensa por meio de críticas quase infantis à atuação do Banco Central brasileiro (“patinando”, “complô”, “anti-social”, etc).

É curioso lembrar que, justamente pela política monetária recente, temos uma situação menos perigosa do que a que teríamos se estivéssemos sob o arranjo monetário do governo Geisel, Sarney ou Collor, para citar apenas alguns. O criticado sistema de metas ainda nos mantém em situação melhor do que no resto do mundo. 

Verdade é que, lá fora, critica-se o sistema de metas. Gente de calibre muito maior do que muitos de nossos críticos debate melhorias no sistema enquanto, aqui, ainda é muito forte o vício da autoridade do jornalista (blogueiro) que nem sempre lê (ou entende o que lê) artigos científicos. Cabe ao leitor, claro, escolher o que é ou não artigo de qualidade por conta própria e, claro, com ajuda de gente boa.

Este blog não tem pretensões religiosas e nem recebe patrocínio do Banco Central. Mas também não concorda com críticas infantis.

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Divulgação gratuita

Temas do IV Encontro de Pensadores Liberais

IV Encontro de Pensadores Liberais – A Crise Internacional e a Atuação do Estado Brasileiro

A CRISE INTERNACIONAL E A ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

Data: 28/03/2008 (Sábado)

Horário: 14:00 às 18:00 horas

Local: Universidade Católica de Brasília (916 norte)

Temas a serem discutidos durante o IV Encontro de Pensadores Liberais

1) Ajuda estatal ao mercado imobiliário: não foi assim que começou a crise nos EUA???

2) Banco Central e swap cambial

3) Concentração Bancária

4) BNDES e os beneficiários do dinheiro público

5) Ajuda estatal ao mercado de automóveis: será que vamos criar uma bolha aqui também?

Conto com vocês no encontro.

O esforço de Adolfo Sachsida certamente não será divulgado em jornais de sindicatos, conselhos ou associações. Também será ignorado por muitos supostos aliados. Mas continua como uma prova de que o esforço individual é a fonte do sucesso. Se eu morasse em Brasília, iria até lá. 
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O debate da raiz unitária…no Brasil

Prometi um texto maior sobre a – obviamente – relevância do debate da existência de raiz unitária no PIB. Chamei a atenção, anteriormente, do leitor do blog para o debate nos EUA. Erik, por sua vez, resumiu bem a intuição neste texto. Leia as cinco primeiras páginas deste artigo e você entenderá o debate. Aliás, Erik encontrou fortes evidências favoráveis à existência de raiz unitária no PIB brasileiro.

Significa isto (a existência de raiz unitária no PIB), basicamente, que políticas econômicas podem alterar a trajetória de longo prazo da economia de uma forma bastante séria. A visão antiga – muito comum em capítulos iniciais de livros de macroeconomia – é a de que uma recessão no curto prazo seria apenas um desvio de uma tendência fortíssima de crescimento gerada pelos fatores reais da economia (estoque de capital físico, quantidade de trabalhadores, capital humano, etc). 

Em síntese: se o PIB tem raiz unitária, políticas econômicas desastrosas podem nos condenar a uma trajetória de longo prazo pior. Nada desta história maravilhosa de voltar à tendência de longo prazo. Em verdade, há quem diga que a política econômica “não teria importância no curto prazo”, neste caso. Não sei se esta é uma boa interpretação da hipótese de existência de raiz unitária. Basta lembrar que existem muitos outros aspectos de política econômica do que apenas a política fiscal ou monetária.

Mas voltemos ao problema. Já citei aqui que o debate, lá fora, está em outro nível (mesmo). Mas o que dizem autores brasileiros sobre nosso PIB? Há ou não raiz unitária?

Fava & Cati (1995) encontraram evidências mistas para o Brasil. Mas o trabalho – clássico – estaciona o estado das artes em mais de dez anos. Lima, Lopes, Moreira & Pereira (1995) encontram evidências favoráveis à hipótese de raiz unitária na série do PIB. Aguirre & Ferreira (2001), por sua vez, não encontram evidências de raiz unitária. Finalmente, o já citado Erik, Figueiredo (2006), com um teste diferente, encontra resultado favorável à existência de raiz unitária.

Poderíamos continuar indefinidamente (realmente esta era minha intenção ao iniciar este texto), mas eu teria que detalhar aspectos de cada artigo. De qualquer forma, só posso dizer uma coisa: aguardem que vem novidade aí.

p.s. ver também Figueiredo & Leite Filho (2005).