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O peso morto do Natal e a eficiência do casamento japonês

Quem me conhece há mais tempo sabe que gosto de um velho artigo sobre o peso morto do Natal. O ponto do artigo é bem simples: como você presenteia alguém com algo que a pessoa não necessariamente deseja, gera-se uma perda de peso morto na sociedade (o sujeito gastou recursos para comprar algo que não trouxe satisfação para o presenteado) . Exatamente o oposto ao que acontece no casamento japonês tradicional.

p.s. eu bem gostaria de ter ganho um dinheirinho…

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Quem manda em casa?

Quer saber? É a sua esposa. Bem, pelo menos no Japão, é assim. Aí vai um bom trecho da matéria.

Apesar da sociedade nipônica ser conhecida pelo machismo, entre quatro paredes, quem dita as regras é a esposa.

O exemplo mais evidente dessa hierarquia familiar é a responsabilidade da dona de casa que, pouco após a troca de alianças no altar, passa a ter o comando das finanças do marido.

Ou seja, é ela quem administra as despesas domésticas e ainda separa um bocadinho para os gastos pessoais dele. Por mais contraditório que possa parecer, é a mulher quem dá o “okozukai”, mais conhecido como a “mesada”, ao homem.

A cota para almoço, lanche, cigarro, além de eventuais gastos com momentos de entretenimento como a cervejinha pós-expediente são totalmente controlados pela dona de casa.

O padrão é adotado pela maioria das famílias e vem de uma antiga tradição do arquipélago. Uma explicação a respeito da popularidade deste sistema são os longos expedientes a qual um trabalhador japonês é muitas vezes obrigado a se submeter. O nível de cansaço e estresse seria tanto, que na teoria, eles não possuiriam tempo ou disposição para cuidar das finanças de sua família.

Conforme pesquisa divulgada pela empresa de crédito GE Money, a porcentagem padrão de okozukai é de 10% sobre o salário dos maridos. Normalmente o valor é determinado nos primeiros meses após o casamento, a partir de cálculos feitos sobre os gastos com alimentação, contas, educação dos filhos e prestações de casa e carro.

Sentiu o drama? Obviamente, na medida em que a mulher entra no mercado de trabalho, esta maravilhosa “estrutura de poder” feminina pode desaparecer mas, aposto, elas arrumarão um jeito de continuar mandando em nós, os pobres maridos…^_^