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Minas Gerais é um ovo de codorna

Acabo de saber que um ex-aluno meu encontrou a irmã de outro ex-aluno meu (de faculdades distintas, diga-se de passagem, todos os três) em Diamantina. 

Pode-se dizer que “Minas Gerais é um ovo de codorna”. Mas, a mim, parece que talvez os preços relativos sejam tais que estudante ache mais barato ir para o mesmo lugar. Assim, não é que Minas seja pequena e todos se encontrem. Os custos das alternativas carnavalescas é que seriam proibitivos…

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Mesada para quem precisa

Financial Transfers from Living Parents to

Adult Children

Who Is Helped and Why?

By BRENT BERRY

ABSTRACT. To what extent can young adult children rely on their parents for financial support? This question will take on added importance if the commitments of the Social Security system put greater strain on the children of retirees. Despite the critical role that parents have in supporting their children, why they help some and not others remains unclear. Findings using two waves of data from the Health and Retirement Study that control for the needs of children and the resources of parents suggest that parents give more inter vivos financial assistance to their disadvantaged children rather than focusing on children most able to give financial help in return. Other measures of child well-being besides income, including home ownership, education, parental status, and marital status, also suggest that parents help needier children more. Children who live nearby also receive more, a finding consistent with exchange motives or simply the ability of these children to more stridently demand support. Neither altruism nor exchange theories explain why stepchildren receive substantially less support than naturally born or adopted children. The diversity of effects suggests that giving is based on heterogeneous motives—parents may temper their altruism for children by the degree to which they feel responsible and by the stridency of some children in seeking support. Findings are robust upon allowing for unobserved differences across families by estimating fixed effect models.

A referência é: American Journal of Economics and Sociology, Vol. 67, No. 2 (April, 2008).

A pergunta de sempre é: será que no Brasil é parecido?

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Comentários irresponsáveis sobre filmes

1. Aquele do Tony Ramos e Glória Pires – parte II : diversão garantida, sem maiores pretensões, rapidinho. Bom para tardes de sábado. 

2. A sensação do Oscar, dos indianos favelados: filme bacana. Ao contrário do que dizem alguns críticos (“este filme bom, Bollywood ruim”, blá blá), vejo-o como uma natural extensão de Bollywood, tal como Hollywood. Primeiro você gera lucros e produtividade com filmes simples. Depois você tem até um Jim Jarmusch (meu irmão certamente corrigirá a grafia) ou um Tarantino. Mas o filme é pesado. Vá com o estômago devidamente dopado. O final é bacana, mas o que importa mesmo é ver que a Índia – como a China e o Brasil – precisa de muito mais do que um PIB em crescimento para se dizer desenvolvido. 

3. Um domingo maravilhoso (Subarashiki Nichiyoubi) de Akira Kurosawa:  Filme de 1947, mostra bem a pobreza do Japão pós-guerra e um povo que está longe de se encaixar no estereótipo simplista que a maioria faz do povo japonês. Destaque para os cambistas de ingressos de um concerto de Schubert, por dois motivos: primeiro, o cambista (“oh, mas lá também tem isso??”) e segundo pelo concerto. Afinal, quem é que vende ingressos para uma sinfonia de Schubert no Brasil? O filme vale pela pouco conhecida – aqui, no Brasil, com detalhes – história do Japão pós-guerra. Repare a quantidade de avisos e placas em inglês.

4. A rotina tem seu encanto (Ozu) – A velha história do problema intergeracional (um verdadeiro “overlapping generations”, piada de economista…) no Japão pós-guerra e em desenvolvimento. Vale para quem deseja ter boas noções do problema demográfico e econômico da época. Como sempre, vê-se como um eletrodoméstico pode ser um bem de luxo (coisa impensável nos dias de hoje), o que nos leva a entender melhor o papel da tecnologia e da produtividade no mundo moderno. Também é interessante observar a tradicional prática japonesa dos maridos que sempre deixam o salário para a verdadeira administradora doméstica.

Como não sou especialista em cinema, é isto aí. Alguns pontos sobre cinema do ponto de vista de um economista cujos interesses não se limitam “à fotografia do filme”.