Uncategorized

Quer diminuir os juros dos bancos?

Esqueça o papo furado das correntes em sua caixa de emails ou o papo sem sentido do bolivarianismo. Basta aumentar a concorrência, como constatam – pela enésima vez – estes dois autores.

Por falar em bancos, este pequeno artigo de Celina Ozawa está muito interessante. A autora explora, empiricamente, a relação entre taxa de juros, garantia e tempo de relacionamento para o capital de giro no Brasil. Parece-me um resumo de tese/dissertação mas o leitor já pode apreciar a qualidade de um bom estudo empírico. Coisa de gente que faz economia, claro.

Uncategorized

Imprensa

A imprensa é sempre culpada, dizem alguns. Marcelo mostra como este comportamento patológico de alguns políticos se repete. Depois que ouvi um assessor de imprensa dizer que “liberdade de imprensa não era importante” (ele se queixava que seus colegas de faculdade, os jornalistas, faziam o diabo com algum entrevistado de sua empresa), eu desisti. Agora só converso com jornalista que não quer acabar numa prisão porque fez seu trabalho bem feito. 

p.s. o tal assessor jogou fora a liberdade de imprensa porque, como se vê, não entendeu todas as implicações da mesma.

Uncategorized

Calvo

Excelente entrevista do Calvo. A dica é do SB que, aliás, disse bem:

Fascinante entrevista com o maior economista argentino Guillermo Calvo na Macroeconomic Dynamics em 2005. A entrevista mostra claramente como brilhantes idéias são geradas, de particular importância é o ambiente acadêmico, os contatos pessoais, os efeitos da network. A história de Calvo liga outros excelentes economistas argentinos Julio Olivera, Carlos Díaz-Alejandro, Carlos Rodriguez, e Miguel Sidrauski, passa pelo brasileiro Edmar Bacha e chega a Cass, Stiglitz, Prescott, Koopmans e Phelps entre outros.

Não preciso dizer que o avanço da ciência passa pela atuação de brilhantes cientistas, sempre dispostos a não canonizar autores, e sim aprender com eles.

Uma metáfora comum é a de que a gente deve “subir em ombros de gigantes”. Acho-a ruim. Na verdade, o cara que sobe nos ombros de um gigante nunca se livra dele. Talvez seja melhor dizer que pulamos de ombros em ombros até percebermos que nos tornamos grandes o suficiente para oferecer os nossos para alguém…ou não.