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“Mate seus inimigos” – diz Mises

Duvida? Leia aqui. O interessante do trecho – inacreditável – escrito por Mises é que, além de ele convenientemente tê-lo suprimido em edições posteriores de seu principal livro, é que ele ou nos abre uma nova linha de pesquisa sobre “o uso da violência para garantir a liberdade” (lembra alguma cartilha de esquerda?) ou então nos permite algo mais singelo: perceber que não existe intelectual acima dos seres humanos.

Aliás, esta foi sempre minha crítica a alguns austríacos radicais. Pelo seu próprio bem e, claro, o meu. Afinal, eu não concordo com tudo o que Mises diz. Será que vão lutar até a morte por isto?

p.s. depois cito uma crítica de Lachmann a Mises para não deixar os amigos (e inimigos) austríacos chateados (ou felizes?).

7 comentários em ““Mate seus inimigos” – diz Mises

  1. Há opiniões do Mises que eu discordo, mas sinceramente não vejo problemas com essa.

    Afinal, lutar até a morte pela liberdade não é algo mau. A independência americana não foi um exemplo disso: pessoas lutando para conquistar sua liberdade contra uma metrópole opressora?

    Esse tipo de violência, usado em defesa da própria liberdade, me parece algo bom. O problema é a violência utilizada para tirar a liberdade de outro.

    1. Joel,

      pois é. esta é uma questao para a qual nao vejo resposta. Vejo uma encruzilhada (mas é para isto mesmo que estamos aí, né?). Agora, é engraçado como uma crítica a Mises gera até respostas mal-educadas (se meu amigo Diogo não apagou a mensagem de um tal “Cristiano”, você pode olhar lá). Um dos meus objetivos ao publicar o post foi justamente confirmar, novamente, o sucesso que é postar algo sobre o que alguém disse. Parece que as pessoas se incomodam muito sobre a interpretaçào correta do que disse um fulano, mais do que trabalhar a partir dos conceitos do mesmo fulano. Sempre acho um fundamentalista que fica bravo ao discutir questões que – aparentemente – são consensuais. Você tem uma opinião aí sobre o uso da violência. Eu tenho outra. E este é um ponto que acho muito polêmico no pensamento liberal.

      De qualquer forma, sinto falta de alguém que abandone o sexo mental com Mises e faça uma leitura crítica do discurso e da prática liberal. Não precisamos mais de cartilhas socialistas sobre o liberalismo, mas também não precisamos de submissão absoluta ao que um único sujeito, Mises, disse.

      Não é o seu caso – desculpe-me o desabafo – mas não custa comentar isto neste espacinho… 🙂

  2. Mas pera lá. Você discorda que, contra um agressor, seja bom utilizar a violência?
    Você defende o pacifismo incondicional?

    Concordo que não há motivo para ficar com raiva nesse tipo de discussão, e que o importante é a realidade, e não a interpretação correta do que disse o autor. De fato, tem um pessoal que perde as estribeiras; e discussões que poderiam ser frutíferas descambam pra desavenças pessoais.

    Voltando ao tema: meus problemas com o Mises são mais no campo da ética (é possível uma ética objetiva? Eu acho que sim, ele que não), embora os valores dele, em geral, sejam partilhados comigo.

    Nesse caso, acho que ele está certíssimo. Se um tirano invade nosso país, não é ótimo que lutemos contra ele para preservar nossa liberdade? E se um bandido invade uma casa, não é bom que ele seja repelido? Isso só acontecerá se a violência for utilizada contra o agressor. O pacifismo total dá carta branca aos maus para fazer o que bem entenderem.

    1. Eu confesso: sou muito desconfiado destes discursos. Mises ou outro qualquer, quem quer que o diga, isto me incomoda.

      Mas viu só? Bati o recorde de comentários. Sou o liberal mais odiado do Brasil (pelo menos para alguns austríacos).

  3. Sinceramente, não vejo nada de absurdo naquela frase de Mises. Ninguém critica o uso de violência quando se fala em “legítima defesa” da VIDA; para quem valoriza a LIBERDADE, a mesma lógica se aplica.

    Se você, Shikida, fosse aprisionado contra sua vontade, ficaria passivo aguardando resgate? Eu tentaria me libertar com todas as minhas forças, mesmo que para isso precisasse usar de violência contra meus captores. Acredito que muita gente faria o mesmo.

    1. É isto aí, Alex, talvez eu o fizesse. Mas depois da desproporção de algumas respostas no debate, eu usaria de violência contra os captores e contra austríacos mal educados. Afinal, ambos são muito perigosos para a minha liberdade de expressão.

      Desculpa fazer piadinha, mas é que cansei mesmo. Venha sempre por aqui, ok? Abraços

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