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Interesses encastelados

Esta, de alguns políticos mineiros me deixou estupefato. Quando traduzem “vested interests” como interesses vetustos, sempre há quem sugira “interesses encastelados”. Mas a mineiragem da notícia é demais. 

Marcelo Soares, como sempre, prestando um serviço ao país. Jornalista bom é igual a este moço…

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Nossos políticos…

Dois terços das principais Casas legislativas brasileiras elevam seus orçamentos acima da inflação

Entre 51 Casas analisadas, 34 terão este ano mais dinheiro para gastar em relação a 2008

A Transparência Brasil apresenta “Orçamentos do Poder Legislativo em 2009” (www.excelencias.org.br/docs/Orc2009.pdf), estudo que analisa os custos das mais importantes Casas legislativas brasileiras.

O levantamento fornece dados ao Excelências, projeto da Transparência Brasil que monitora as principais Casas legislativas, num total de 55 instituições: as duas Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), as 26 Assembleias estaduais, a Câmara do Distrito Federal e as Câmaras de Vereadores das 26 capitais de estado.

No sítio de Internet do projeto Excelências (www.excelencias.org.br) é possível obter informações sobre cada um dos integrantes dessas Casas legislativas, num total de 2362 parlamentares. Há ainda diversos cruzamentos e agregações de dados a respeito cada Casa e de seu conjunto.

Aos órgãos de imprensa – Referência ao projeto Excelências

A utilidade do Excelências para o público depende de as pessoas conhecerem o endereço do projeto. Os relatórios que a Transparência Brasil divulga a partir dos dados recolhidos pelo projeto não se esgotam em si mesmos. Os dados do projeto, bem como as agregações temáticas, são atualizados continuamente e estão sempre à disposição do visitante. Por isso, seria muito importante que o órgão de imprensa, na eventualidade de citar resultados provenientes do projeto, fizesse acompanhar a notícia do endereço do Excelências na Internet: http://www.excelencias.org.br.
Agradecemos.

Em 2009, a despeito da crise econômica, 34 das 51 Casas sobre as quais foi possível obter informações elevaram seus orçamentos acima da inflação oficial (5,9%, segundo o IBGE).

Entre as 17 restantes, 13 contarão este ano com orçamentos maiores do que em 2008, mas o porcentual acrescido é inferior ao da inflação oficial; duas (as Assembleias de Santa Catarina e Alagoas) terão o mesmo montante à disposição; e duas Casas (Câmara dos Deputados e Assembleia do Rio de Janeiro) apresentaram redução nominal em seus orçamentos.

Custo para o contribuinte

Este ano, cada morador de Boa Vista, capital de Roraima, desembolsará, por meio de impostos diversos, R$ 306,48 para manter suas quatro Casas legislativas (Senado, Câmara dos Deputados, Assembleia de Roraima e Câmara de Boa Vista). O de Belo Horizonte, R$ 123,23. O de Porto Alegre, R$ 115,80. Ao habitante do Rio de Janeiro, o Poder Legislativo custará este ano R$ 115,11. Informações detalhadas sobre o custo do Legislativo para o contribuinte encontram-se na página 6 do estudo (www.excelencias.org.br/docs/Orc2009.pdf).
Falta de transparência

Tão espantoso quanto o elevado custo das Casas legislativas é o seu grau de opacidade. Na página de entrada do projeto Excelências (www.excelencias.org.br), há um quadro em que se assinalam famílias de informações disponíveis no sítio de Internet de cada Casa. O panorama não é nada animador.

Não foi possível obter via web o texto da Lei Orçamentária Anual de 2009 de três Assembleias Legislativas (Acre, Amapá e Ceará) e de nove Câmaras Municipais (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Belém, Macapá, Rio Branco, São Luís, João Pessoa e Cuiabá). Os dados sobre os orçamentos não estavam disponíveis no sítio de Internet dessas Casas nem nos endereços dos governos ou prefeituras.

Para obter os dados, solicitou-se, nesses 12 casos, o envio de fax ou e-mail. Os dados sobre a Assembleia do Ceará chegaram à TBrasil por e-mail. No caso do Acre, o documento foi enviado por fax. As informações sobre o Amapá, porém, tiveram que ser obtidas por telefone.

No que diz respeito às Câmaras de Vereadores, mesmo após vários contatos, não foi possível obter as Leis Orçamentárias de Manaus, São Luís, Macapá e Rio Branco.

Informações sobre a falta de transparência no Legislativo nas páginas 2,3 e 4 do estudo (www.excelencias.org.br/docs/Orc2009.pdf).

Contato

Claudio Weber Abramo, diretor-executivo

Fabiano Angélico, coordenador de projetos