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Humor

É engraçado como alguns não-economistas (refiro-me aos que realmente não sabem, não aos que têm diploma na área e não aprenderam) gostam de criticar blogs de economia. Primeiro, afirmam que não se pode deixar qualquer um falar de economia, sinalizando algum respeito pelo diploma. Depois, quando lêem algo que não lhes agrada, “colam” o adjetivo “de direita” no blogueiro (e no blog) e dizem que o blog é super-ultra-pró-mercado.

Ou seja, este tipo de crítico é um humorista nato: ele assume que não entende de economia, mas é um gênio da “O & M” política. Consegue classificar em direita e esquerda até pregos de tamanhos diferentes. Típico de quem realmente nunca leu mais do que um manual de graduação de economia (ou, pior, manuais de divulgação ideológica, seja de que lado for).

E não me venha com o papo de que tudo é ideológico. Vai lá ler titio Norberto Bobbio antes de dormir. E cuidado: ler Bobbio pode ser parecido com brincar com fogo se você é destes eternos adolescentes ideológicos (de 8 aos 80, diria a Grow, ou a Estrela…).

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Irracionalidade econômica

Não, não, não estou a falar do termo da moda: “economia comportamental”. Nem da “neuroeconomia”. Sobre ambas, nossos leitores mais antigos já cansaram de ouvir falar.

É que estou ouvindo a TV no quarto ao lado. Diz a repórter que o ministro da fazenda afirmou que os bancos são irracionais. Bem, ele não disse assim, mas foi algo como: “os bancos cobram juros altos e eles não percebem que isto é ruim para eles mesmos”.

Isto só deixa o ministro em situação constrangedora: (a) ou ele não entende de economia e foi sincero ou; (b) ele entende de economia, mas fez discurso populista.

Falando em respostas engraçadas, perguntado por Otto Wegener – entusiasmado com a “Teoria Geral” – sobre se o chefe leria Keynes, o mesmo – Hitler – respondeu que não o leria porque lhe daria muito trabalho.

Would you like to read something by him?

Hitler refused, on the thoroughly convincing ground that the discipline was too foreign to him for him to be able to summon up the concentration required for the proper study of such reading. [Hitler – memoirs of a confident, Yale University Press, 1978, p.262]

No caso de Hitler, vá lá, ele sempre terá a desculpa histórica de – como todo bom autoritário – ser meio burrão. Ou então foi mesmo honesto e assumiu que jamais entenderia aquilo.