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Workshops que prometem

Dois workshops que prometem nesta conferência.

* Computational Macroeconomics

* Heterogeneous and Multi-Agent Modelling

Bacana, heim?

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O modelo econômico chinês

Só rindo:

BEIJING (Kyodo) Chinese-made frozen dumplings recalled after the pesticide-tainted products caused food-poisoning cases in Japan apparently went on to sicken steelmakers in China’s Hebei Province, who were given the contaminated “gyoza” for free, company sources and employees said Saturday.

The products, made and recalled by Tianyang Food in Hebei, were delivered to employees of Tangshan Iron and Steel Co. for free from April to May last year, they said.

Clique aqui para ler toda a matéria.

O modelo bolivariano chinês é a menina dos olhos de muito brasileiro desavisado e de uns poucos mal-intencionados. Mas não dá para levar a sério…

p.s. e a pobre Taiwan a passos largos para ser engolida…

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O filme de Alchian-Allen

Selva e Duke estão na maior sacanagem comigo. Tudo por causa do sensacional filme sobre Alchian-Allen. Ok, gente, eu forneci o argumento, mas a culp…digo, o crédito é do Olavo Rocha e sua Fonft filmes que já produziu, dentre outras, duas lições notáveis de economia básica: “Salário Mínimo para que te quero” e “Modelo Ricardiano”.

Aliás, foi por conta destes dois filmes que iniciei meu contato com o Olavo. Resultou no filminho bacana e inteligente que ele fez. Alguns alunos meus já dizem por aí que “agora só não aprende economia quem não quer”.

p.s. veja também o engraçadíssimo “Ética no mercado financeiro”, partes um e dois.

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Professores em frente às câmeras

Gosto muito do Madadayo, de Kurosawa, e de como seu protagonista principal, o professor (chamado, aliás, no filme, apenas de “professor”), passa pelos anos da guerra – que lhe repugna – com relativo bom humor, até mesmo ao perder praticamente tudo (lembra um pouco o bom humor que encontro nos livros de Natsume Souseki).

Mas nas minhas compras de final de ano, incluí, por recomendação de um professor meu (irônico, não?), o “Nijyuushi no Hitomi” cuja tradução direta e correta é “24 olhos”, referência aos doze alunos que a professora Ooishi tem em uma ilha do arquipélago japonês. Extremamente triste, mas (mas?) lírico e com uma trilha sonora composta apenas de canções infantis japonesas, o filme se passa praticamente no mesmo período de Madadayo, mas o enfoque é distinto.

Em ambos, a guerra aparece como um incômodo para a vida dos idealistas professores, mas o contato que o espectador tem com a mesma não é o principal. Não é um filme DE guerra, mas um filme que se passa DURANTE a guerra e, claro, a guerra tira muito da vida dos protagonistas em ambos os filmes. Talvez seja isto que eu goste em ambos os filmes: o foco na narrativa individual dos mesmos com sua carreira, filhos e alunos.

Kurosawa lançou seu filme em 1993 enquanto Kinoshita lançou o seu em 1954. Kinoshita é menos conhecido do público brasileiro exceto pelo – também dramático – Balada de Narayama. Seria algum tipo de homenagem ao velho mestre? Nunca li nada a respeito…

Já vi muitos filmes de Kurosawa mas com à internet e à globalização, tive mais contato com a obra de outros diretores (na verdade eu havia visto filmes de Mizoguchi e Ozu antes, mas procure algum deles nas locadoras: são raras figurinhas em suas estantes…) e conheci mais atores japoneses do que apenas o excelente Toshirou Mifune.

Professores, no sentido de mestres (ou “senseis”), são figuras interessantes e comuns na cultura japonesa. Ambos os filmes merecem sua atenção e inevitavelmente nos fazem pensar sobre nossos professores ou sobre a nossa (minha) vida como professor. Já conheci mestres assim em minha vida, mas hoje não vejo muitos por aí. Talvez seja porque mudei meu olhar para alguém que também é professor, talvez porque o mundo mudou mesmo ou, claro, por causa de ambos.

A versão moderna do “espírito sensei”, na minha opinião, está em Great Teacher Onizuka. A cômica série de quadrinhos (com séries televisivas animadas e com atores reais) mostra um professor determinado a ensinar e a educar. Talvez se possa dizer que, à sua maneira, Onizuka realize os sonhos de seus dois predecessores.

p.s. Levemente relacionado ao tema deste texto…

Comprei e assisti também um filme traduzido estranhamente como “A espada da maldição” cujo título original é “O caminho (ou trilha montanhesa) Daibosatsutougue” (1966). O final é inesperado – dá a sensação de que falta algo para terminar – mas é outro filme memorável. A capa do DVD, erroneamente, dá destaque a Mifune que, embora esteja no filme, é secundário perto ao papel principal desempenhado por Tatsuya Nakadai, famoso por aqui pelo filme “Ran”, de Kurosawa. A insanidade, frieza e pura maldade imprimidas pela atuação de Nakadai ao personagem é impressionante. Outro que vale a compra.