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Autismo…o clássico da historiografia econômica brasileira

Thomas Kang levantou uma bola muito boa: o autismo da área de história econômica no Brasil. Ele está certo. Esta é uma das mais disseminadas pestes que atrapalham o desenvolvimento da história econômica brasileira. Gente de talento é simplesmente ignorada ou propositalmente discriminada porque “usa matemática”, “usa econometria” ou, claro, desnuda algum destes velhos tarados que se auto-denominam “historiadores econômicos”.

Vale o destaque na blogosfera de hoje. Lavou minha alma, Thomas.

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Incentivos em Economia – Heckscher-Ohlin e o salário de R$ 40 mil na Austrália

Eis a notícia: “Anúncio oferece R$ 40 mil para vaga de zelador de ilha paradisíaca”. A observação do Renato, do A Outra Face da Moeda é que a prefeitura poderia lhe arrumar emprego similar para cuidar da lagoa da Pampulha, aqui em BH. Por que? Porque outro aluno nosso descobriu que os R$ 40 mil não são assim tão fáceis. A ilha parece ter seus perigos também.

Pois eu pergunto ao leitor versado em Heckscher-Ohlin: será que um cara como o Renato sairia daqui para lá a este salário?

Pensando no teorema, tendemos a exportar produtos mais intensivos em mão-de-obra pouco qualificada. Este, aliás, é o resultado de um trabalho premiado pelo BNDES em 1997. Resta à mão-de-obra qualificada produzir para o mercado interno ou…emigrar. A uns R$ 40 mil, talvez até valha a pena. Se bem que o o salário relativo é uma variável importante neste caso e não sei quanto o Renato ganha com seus investimentos milionários… ^_^