São os “movimentos” “sociais” afro-africanos democráticos?

Ainda estão calados quanto a isto. Por que será?

p.s. a discriminação é tão descarada que Thomas Sowell ou Walter Williams nunca são lembrados.

Humor

É engraçado como alguns não-economistas (refiro-me aos que realmente não sabem, não aos que têm diploma na área e não aprenderam) gostam de criticar blogs de economia. Primeiro, afirmam que não se pode deixar qualquer um falar de economia, sinalizando algum respeito pelo diploma. Depois, quando lêem algo que não lhes agrada, “colam” o adjetivo “de direita” no blogueiro (e no blog) e dizem que o blog é super-ultra-pró-mercado.

Ou seja, este tipo de crítico é um humorista nato: ele assume que não entende de economia, mas é um gênio da “O & M” política. Consegue classificar em direita e esquerda até pregos de tamanhos diferentes. Típico de quem realmente nunca leu mais do que um manual de graduação de economia (ou, pior, manuais de divulgação ideológica, seja de que lado for).

E não me venha com o papo de que tudo é ideológico. Vai lá ler titio Norberto Bobbio antes de dormir. E cuidado: ler Bobbio pode ser parecido com brincar com fogo se você é destes eternos adolescentes ideológicos (de 8 aos 80, diria a Grow, ou a Estrela…).

Irracionalidade econômica

Não, não, não estou a falar do termo da moda: “economia comportamental”. Nem da “neuroeconomia”. Sobre ambas, nossos leitores mais antigos já cansaram de ouvir falar.

É que estou ouvindo a TV no quarto ao lado. Diz a repórter que o ministro da fazenda afirmou que os bancos são irracionais. Bem, ele não disse assim, mas foi algo como: “os bancos cobram juros altos e eles não percebem que isto é ruim para eles mesmos”.

Isto só deixa o ministro em situação constrangedora: (a) ou ele não entende de economia e foi sincero ou; (b) ele entende de economia, mas fez discurso populista.

Falando em respostas engraçadas, perguntado por Otto Wegener – entusiasmado com a “Teoria Geral” – sobre se o chefe leria Keynes, o mesmo – Hitler – respondeu que não o leria porque lhe daria muito trabalho.

Would you like to read something by him?

Hitler refused, on the thoroughly convincing ground that the discipline was too foreign to him for him to be able to summon up the concentration required for the proper study of such reading. [Hitler – memoirs of a confident, Yale University Press, 1978, p.262]

No caso de Hitler, vá lá, ele sempre terá a desculpa histórica de – como todo bom autoritário – ser meio burrão. Ou então foi mesmo honesto e assumiu que jamais entenderia aquilo.

Desconstruindo o ufanismo

Marcelo Soares desconstrói – sim, eu adorei! – o ufanismo de uma manchete. Sim, há jornalistas sérios no país. Dentre eles, há os que trabalham direito e Marcelo consegue unir as duas qualidades (além de traduzir histórias em quadrinhos da Marvel, o que é uma virtude…).

Ah, Agência Brasil…Goebbels já morreu, né?

Renato Colistete está de página nova (e mais uma notícia sobre cliometria)

Ele havia me enviado o endereço, mas o Leo Monasterio, fominha que é, divulgou antes.

Bom, estes dias eu falei de história econômica aqui. Pois é, Renato Colistete é uma boa referência. Mas também recebi uma mensagem do Ricardo Paixão, cuja tese estou curiosíssimo para ler. O título é de dar água na boca: Colonial Markets, A Study of Market Integration Between Europe and Latin America  from 1650 to 1820.

Este ano começa, realmente, com algumas boas novas.

A crise se alastra

Chegou a hora de os empresários mostrarem sua “criatividade tupiniquim”, sua “peculiar habilidade desenvolvida por anos de desastres econômicos” e enfrentarem a crise.

As notícias são alarmistas. O que dizem os dados? Eis o desafio da blogosfera econômica. Recomendo, de cara, A Outra Face da Moeda e o NEPOM. Ambos, claro, relacionados com este que vos fala e com o autor do “A Outra…”, o Renato.

Durante a estabilidade dos anos 90 pudemos nos preocupar com problemas mais simples e a blogosfera de economia que conheço e consulto mandou muito bem. Contudo, agora é a hora de mostrarmos o que aprendemos nos bancos escolares e também oferecermos nossas análises sobre a crise.

Para quem gosta do suposto efeito multiplicador dos gastos públicos, recomendo esta resenha que fiz para o Ordem Livre, sobre a literatura nacional.

Aos meus professores

Primeiro, assista isto:

Sim, tirei do “Vinte e quatro olhos” sobre o qual recentemente comentei.A música expressa sua gratidão aos professores, que, com sacrifício, ensinaram os alunos.

Eis uma tradução da música: “Eterna Gratidão”, geralmente cantada na formatura do 1o grau japonês.

Japanese English
Aogeba toutoshi waga Shi no On,
Oshie no Niwa nimo haya Ikutose.
omoeba itotoshi kono Toshitsuki,
Ima koso wakareme iza saraba.
How invaluable it is, blessings from my teachers;
How fast time passes on the ground of tutorship.
It has been too soon, the years that have passed;
But I must depart: farewell to all.
asayuu narenishi Manabi no Mado,
Hotaru no Tomoshibi tsumu Shirayuki.
wasururu ma zo naki yuku Toshitsuki,
Ima koso wakareme iza saraba.
The classroom we lodged from dawn to dusk,
The lamps of fireflies and glow of snowdrifts*,
Nothing from those days will be forgotten
When I must depart: farewell to all.
* This line alludes to the adage that impoverished scholars have once studied in the night by the light of fireflies in the summer and snow in the winter.

No Brasil, lamentavelmente, perdeu-se a cultura de agradecimento aos professores. Guardo boas lembranças de meus professores(as) do Primeiro Grau e mesmo do Segundo Grau. Independente de suas visões de mundo, muitos procuraram me ensinar de maneira honesta, sem viés. Sobre a faculdade, bem, aí nem sempre posso dizer o mesmo (com honrosas exceções). Aos que me educaram, minha homenagem.

p.s. outro video aqui.

Religião importa?

Tiago V. Cavalcanti · Stephen L. Parente · Rui Zhao
Religion in macroeconomics: a quantitative analysis of Weber’s thesis

Abstract Max Weber in 1905 claimed that Protestantism, and more specifically Calvinism, facilitated the rise of capitalism. This paper assesses the quantitative plausibility of his hypothesis by introducing religious beliefs into a dynamic general equilibrium model of development and growth. Through counterfactual exercises, the paper investigates whether differences between Catholics and Protestants most closely identified with the Protestant Work Ethic can account for long delays in the start of Industrialization observed between various countries and regions. The main finding is that these differences may possibly explain why Northern Europe developed before Southern Europe, but they cannot explain why Europe developed before Latin America.

Tá na hora de você repensar sua ida à igreja. ^_^

p.s. veja também este outro artigo do Tiago.

Para entender a inflação

Brasileiros mais jovens geralmente se encantam com o discurso pterodoxo de que o Sistema de Metas é quase um exagero puritano de fundamentalistas do Banco Central. Nós, mais velhos, que passamos pelos experimentos (Goebbelianos?) dos economistas – grande parte deles pterodoxos – nos anos 80, temos o dever de dar aos mais jovens, ao menos, a opção de se educarem sobre este tema tão esquecido: a inflação e sua amiga, a hiperinflação.

Pois bem, eis minhas sugestões em História Econômica:

O clássico de Bresciani-Turroni é sempre citado. O Mises Institute fez esta genial obra social de disponibilizá-lo sem custos para o internauta. Para o Brasil, a tese do Gustavo Franco está disponibilizada, capítulo a capítulo, em sua página. Finalmente, outro clássico da literatura mundial é este texto de Thomas Sargent.

Obviamente, você pode querer saber mais sobre o assunto, mas as referências acima são suficientes para você começar a sua pesquisa.

Lei seca

Lembra do nosso e-book sobre lei seca? Pois eis outro e-book, mais antigo, sobre o que podemos chamar de “teoria da proibição”, de autoria de Mark Thornton.

O curioso é que não temos nada similar ao livro de Thornton no Brasil, um país muito mais intervencionista. Por que isto ocorre é uma pergunta boa para o pessoal da Sociologia da Ciência. Será que o brasileiro já se acostumou com a passada de mão na bun** que os políticos lhes impingem a cada segundo? Ou será que o ganho em agradar burocratas não investigando temas que os incomodam é maior do que o ganho pessoal de expor suas trapalhadas? Ou há outro motivo?

Fica aí a sugestão para reflexão.

Enquete nova, ao lado

Por falar em Irã na América Latina…

…Chavez acaba de confirmar as suspeitas de Robert Gates (ver post abaixo). O homem ameaça a vitória da oposição com uma guerra civil. Acho que foi este candidato a teocrata que foi citado pelo presidente da Silva – e vários membros de seu partido e aliados de esquerda – como um democrata, não? Recomendo, novamente, que as pessoas leiam ao menos o inacreditável resumo do texto que citei. O sujeito é capaz de repudiar individualmente cada opositor em seu país.

Só para recordar, os computadores de falecido (graças a Deus!) membro das FARC citava Chavez com muita fartura. Claro, se você quer se aliar a ele, veja este video esclarecedor sobre seus métodos revolucionários de administração pública.

A administração Obama abriu os olhos?

Talvez. Vejamos o título da matéria: Robert Gates acusa Irã de ‘subversão’ na América Latina.

O engraçado é ver o que os Obamaníacos (os que idolatram Obama, ao invés de entendê-lo como, apenas, mais um presidente norte-americano, com defeitos e qualidades) dirão agora, principalmente os anti-republicanos que ocupam cargos em governos latino-americanos.

Ironias…

Política macroeconômica e regulatória na era da Silva

Isto sem falar na safada reimplantação do modelo bolivariano de controle das importações.

Crise mundial – dicas de leitura

Ah sim, aqui uma crítica ao jeito desleixado com o qual – supostamente – Paul Krugman ataca qualquer um que se oponha aos seus argumentos.

Há muito o que ler sobre o tema, mas os autores acima fazem um contraponto à unanimidade que quase se percebe em toda a imprensa nacional.