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Minsky, o verdadeiro

Mungowitz and I were in grad school at Wash U during the Minsky era. I was doing a field in money so that meant I had to take Minksy’s grad class. He was big in Europe, especially in Italy. The resident PhD students (myself included) were not real interested in his stuff, but people did come from all over the world to sit at his feet. These people came in two main flavors: Ones who wanted to talk about Pierro Sraffa (to this day I have no idea why) and those who felt they had found a way to “test” Minsky’s hypothesis.

Minsky despised both of these groups of people. To him Sraffa was a worm (to this day I have no idea why), and there was no need to test his theory (alas to Minsky, his theory could explain any outcome, and was thus in reality untestable and more religious than scientific in its nature).

In his class, for some unknown reason, he tacitly appointed me to be his hitman. Some visitor would start talking away, getting more and more excited about his/her chance to impress the great man. Minsky would start slowly shaking his head, then start holding his head in his hands, then he’d extend an arm and slowly shake his finger at the visitor until they stopped (this could take quite a while at times). Then he’d point to me and I would sphincter the speaker, invoking some semi-relevant Minsky-ism I’d picked up over the years. Then Minsky would restore himself to his full height and carriage and beam approvingly my way.

There are, I believe, a small group of middle aged Italians who hate me to this day.

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Machado de Assis e o debate estranho

Reproduzo aqui uma lista de links interessantes de Gustavo Franco sobre um estranho debate e sobre uma entrevista que um jornal de São Paulo não quis publicar.


TEMAS MACHADIANOS

Curiosa matéria na Folha buscando ângulos ideológicos nas leituras de Machado de Assis, de Rafael Cariello e Sylvia Colombo Economistas liberais reinvidicam Machado (Gustavo Franco defende que escritor fez críticas ao capitalismo manco brasileiro; para Giannetti, leitura à esquerda é reducionista) (FSP, 22.11.08). Veja a íntegra da entrevista concedida ao jornalista, e que não foi publicada.

Machado comunista (FSP, 06.09.08). Veja uma manifestação de leitor de esquerda, e respectiva resposta.

Maldades que fizemos com Machado de Assis (FSP, 04.10.08). Veja a imagem da cédula que “humilha” Machado de Assis com um carimbo que lhe subtrai 3 zeros.

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Como não fazer política monetária

O presidente da Silva tem momentos de muito pouca inspiração – quando mais se aproxima de gente com clara vontade de se tornar ditador como seu amigo Chávez – e um deles foi exposto pelo Homo Econometricum aqui. O povo do IDERS ecoou mas não comentou (o que é uma pena) a notícia.

Acho tudo muito interessante, principalmente entre os formadores de opinião pterodoxos. Para estes, até pouco tempo, era importante o Banco Central ter uma atitude, digamos, keynesiana (no sentido parvo do termo). Agora, eles estão calados. Não sabem se aplaudem o balão de ensaio da notícia ou se reclamam. Afinal, muitos deles almejam cargos no órgão público e não gostariam de serem tutelados (outros, claro, adorariam a possibilidade de jogar a culpa no presidente da Silva, caso fizessem as besteiras que pregam).

Como este blogueiro sempre disse: autonomia do BC não é uma questão puramente acadêmica – como afirmam (ou berram, ou latem, etc) os pterodoxos – mas sim uma questão importante e de claras consequências na vida de qualquer um. Dizer que a questão é acadêmica é a mesma coisa que dizer que documentos de seu carro não possuem valor algum – exceto o acadêmico (e para quem? Só se for para algum professor de legislação…). A implicação disto é tão clara que qualquer metalúrgico do ABC paulista com pretensões políticas entende, claro. Pode se fazer de bobo, mas entende.

Embora este blog tenha sempre avisado, claro, houve muita gente que acreditou em Papai Noel. Bem, eis uma oportunidade de ouro de ver o que cairá em sua chaminé neste Natal…

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É seu chefe um idiota? Ou apenas finge ser um?

Há um livro aí na praça que tem um nome engraçado. Algo como “seu chefe é um idiota”. Pelos comentários que li numa loja virtual, é mais um destes livros de auto-ajuda com regrinhas óbvias para administradores que não assistiram atentamente suas aulas.

Ok, posso estar enganado, mas também é verdade que o título é uma armadilha: ele te faz pensar que você é um injustiçado porque trabalha para um idiota o que, claro, é reconfortante mas ao mesmo tempo não faz muito sentido. Afinal, será que todo vencedor é um idiota? O mundo é como em The Office ou ficções como esta apenas nos fazem sentir bem enquanto bancamos os verdadeiros idiotas (ninguém gosta de admitir que se comportou como um idiota, certo?).

A única forma de entender isto sem enlouquecer, imagino, é pensar que o sujeito se faz de idiota quando lhe convém, o que o torna bem inteligente. Obviamente, como ninguém é perfeito, ele pode ser, sim, um idiota em muitas das ocasiões (pense naquela história de irracionalidade racional do Caplan).

Toda esta lógica não é idéia original minha, mas sim de outro cara. A dica é do Homo Econometricum e o estudo em questão faz parte da sempre interessante agenda de pesquisa em Teoria dos Jogos.

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Tora Tora Tora

Passou batido para mim, o dia de ontem, 07 de dezembro. O mais interessante do conflito entre Japão e EUA na II Guerra Mundial talvez seja a batalha de Midway. Recentemente adquiri um documentário – em banca de jornal mesmo – que me mostrou que aquele clássico filme com Charlton Heston e Toshiro Mifune foi, basicamente, fiel aos fatos.

Sendo assim, o que sempre imaginei ser um roteiro fiel, mas bem incrementado, tornou-se, na verdade, uma das mais fascinantes lições de logística, teoria dos jogos e conflitos que já vi. A batalha, pelo que já percebi, foi recontada na clássica primeira temporada de Uchuu Senkan Yamato (aqui conhecida como Star Blazers), só que com os japoneses no papel de vencedores. O almirante Domel, de Gamilon, é o próprio Yamamoto – só que com a honra de escolher sua própria morte – e a perda da frota de porta-aviões não poderia ser mais clara.

Deixando de lado o desenho animado, a história de Pearl Harbor não é tão interessante quanto Midway. Pearl Harbor, para quem conhece um pouco, é uma versão modernizada da estratégia japonesa para se defender da ameaça russa no Pacífico em 1904-5 em um conflito que envolveu a Coréia e a China como territórios e a Rússia pré-bolcheviques e o Japão como atores. O engraçado é que, naquela época, o ataque-surpresa japonês foi saudado pelo seu maior aliado, a Grã-Bretanha, como um sucesso, uma boa estratégia ou algo assim enquanto que, no ataque a Pearl Harbor, que também foi deflagrado sem aviso formal de guerra, foi condenado. Coisas da diplomacia…

Fica aí a recomendação. Compre o DVD deste documentário e/ou o filme e repare no impacto das diferentes tecnologias nas duas frotas e no terrível problema de reconhecimento aéreo do almirante Nagumo e nas consequências do mesmo para todo o restante da guerra.