Libertários são libertários…ponto.

Ao dizer “capitalismo”, as pessoas não querem dizer simplesmente livre mercado, nem simplesmente o sistema neomercantilista vigente. Ao invés disso, o que a maioria das pessoas quer dizer com “capitalismo” é esse sistema de livre mercado que atualmente prevalece no ocidente. Em resumo, o termo “capitalismo”, da forma como é geralmente utilizado, esconde uma suposição de que o sistema atual é um sistema de mercados livres. E já que o sistema atual é, na realidade, o sistema do favorecimento governamental de empresas, o uso comum do termo carrega consigo a suposição de que o livre mercado é o favorecimento governamental de algumas empresas (23).

Então, agarrar-se ao termo “capitalismo” pode ser um dos fatores que reforçam a confusão do libertarianismo com a defesa do corporativismo (24). De qualquer forma, se a defesa dos princípios libertários não é mal compreendida – ou pior, se é compreendida corretamente! – como a defesa das corporações, a relação antitética entre o livre mercado e o poder corporativo deverá ser continuamente destacada.

Trecho tirado daqui.

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Uma resposta em “Libertários são libertários…ponto.

  1. Roderick Long tem razão que há muito capitalismo virou sinônimo de status quo. Na verdade, lembro de um post do Bryan Caplan no qual ele comentava que, para a maior parte das pessoas, qualquer resquício de propriedade privada transforma a sociedade automaticamente em sociedade capitalista.

    Mas acredito que ele cometa um erro ao acreditar que a confusão das pessoas seja meramente semântica. Estas não apenas acreditam que vivamos num regime de mercado livre, mas defendem ardorosamente medidas que transformam este mesmo mercado em algo menos livre. Não é, portanto, a confusão semântica que faz com que as pessoas se oponham ao livre mercado mas, antes de tudo, a defesa de certo arranjo social que faz qualquer sociedade ocidental parecer, aos olhos destes críticos, como extremamente liberal e sem controle governamental.

    Veja uma questão mais banal, como a da meia-entrada. Ninguém em são consciência acredita que esta seja uma medida típica do laissez-faire. Mas houve-se muita reclamação pelo fato das empresas ajustarem seus preços frente a esta restrição de apreçamento. Ou seja, as pessoas não defendem apenas que a meia-entrada permaneça, mas desejam uma espécie de controle dos preços cobrados, para que a meia-entrada seja efetivamente um desconto para quem pode utilizá-la.

    O mesmo vale para o exemplo da privatização citado por ele. O arranjo de uma empresa monopolista privada ofertando serviços públicos se deve muito mais a uma resistência por parte de quem defende o controle governamental do que propriamente uma defesa ideológica feita por aqueles que defendem a privatização. E mesmo este arranjo ‘misto’ é INFINITAMENTE melhor que o serviço de uma empresa estatal. Vide o caso da telefonia no Brasil. Novamente, acho que atacar esta reforma por favorecer as corporações é ignorar que, mesmo favorecendo as mesmas, ela também favoreceu o público de maneira geral, por permitir a oferta de um serviço mais eficiente.

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