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Coase Workshop

Como alumni, tenho que dizer: vale muito a pena. Se você tem um projeto de doutorado em economia que, do meu ponto de vista – mas não necessariamente da burocracia – é científico e interessante, não perca esta chance.

Dear Workshop Alumni,

The Ronald Coase Institute and The Hong Kong Polytechnic University will jointly host a
Conference on Property Rights and Economic Reform, with a public lecture by Douglass North,
in Hong Kong on December 10, 2008.  See http://www.coase.org/whatsnew.htm

Full details and registration forms are at http://www.bre.polyu.edu.hk/website_081210_conf/index.html

It would be wonderful to see you there.  We would also be grateful if you could inform
your colleagues and graduate students who might be interested.  Thanks!

Best regards,
Alexandra Benham

O seminário é ótimo, sempre tem gente inteligente (ou seja, interessante) e a ideologia passa longe dos debates. Digo, é uma instituição informal que temos que estudar, mas não há contaminações como as que temos presenciado ultimamente no Brasil.

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Libertários são libertários…ponto.

Ao dizer “capitalismo”, as pessoas não querem dizer simplesmente livre mercado, nem simplesmente o sistema neomercantilista vigente. Ao invés disso, o que a maioria das pessoas quer dizer com “capitalismo” é esse sistema de livre mercado que atualmente prevalece no ocidente. Em resumo, o termo “capitalismo”, da forma como é geralmente utilizado, esconde uma suposição de que o sistema atual é um sistema de mercados livres. E já que o sistema atual é, na realidade, o sistema do favorecimento governamental de empresas, o uso comum do termo carrega consigo a suposição de que o livre mercado é o favorecimento governamental de algumas empresas (23).

Então, agarrar-se ao termo “capitalismo” pode ser um dos fatores que reforçam a confusão do libertarianismo com a defesa do corporativismo (24). De qualquer forma, se a defesa dos princípios libertários não é mal compreendida – ou pior, se é compreendida corretamente! – como a defesa das corporações, a relação antitética entre o livre mercado e o poder corporativo deverá ser continuamente destacada.

Trecho tirado daqui.

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Apertem os cintos, a ciência sumiu (e foi substituída pela doutrina)!

Mais fatos aparecem sobre como o presidente da CAPES pensa ser uma avaliação científica de programas de Economia. A decepção, claro, só aumenta. Que eu tenha minha ideologia, vá lá. Mas que eu a misture com minhas bizarras preferências ideológicas, este é um problema sério que, como já citei aqui, é similar – em gênero mas talvez não em grau (ainda) – ao de Himmler e sua pseudo-ciência da raça ariana.

Já que o discurso é neste nível, que tal isto: o principal assessor econômico de Hitler, Otto Wagener, presenteou seu chefe com o mais famoso livro de Keynes, dizendo que o ponto-de-vista do economista era compatível com o ideário nacional-socialista. Será que vamos agora dizer que programas de doutorado em economia que glorificam Keynes (ao invés de ensinar sobre os pontos válidos e inválidos de sua análise econômica) deveriam ser classificados como nacional-socialistas?

Lamentavelmente perigosas as declarações de alguns burocratas. Alguém precisa ler menos Gramsci e mais Bobbio, ou mesmo Aron

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Momentos distintivos

Existe, creio, uma diferença sutil entre “distintos” e “distintivos”. Se não o há, eis meu entendimento: algo distintivo não apenas é diferente como também se destaca. Pode ser que não seja isto, mas serve para começar este pequeno texto.

Há aproximadamente um ano e meio ou dois, tivemos um desagradável momento em sala de aula, eu e uma aluna. Até aí, tudo bem. Normal. O que não se poderia prever, normalmente, é a reação da mesma. Já vi gente se comportar como criança, chamando papai e mamãe para formar uma frente única umbilical (neste caso, realmente umbilical) e egocêntrica em defesa do erro contra a verdade. Já vi também a apatia quase vegetativa de alguns outros. Mas nunca presenciei a reação desta aluna.

Passado algum tempo do entrevero, encontramo-nos em outra disciplina e eis que o projeto de monografia dela era perfeitamente compatível com um dos temas de pesquisa que me interessam. Conversamos formalmente sobre isto e ficou claro que ela tinha todo o direito de carregar o tema para outro professor que melhor se enquadrasse em seu perfil de relacionamento e metas.

Após algumas tentativas com outro professor, vimo-nos diante do dilema: teríamos que seguir juntos. Iniciamos um novo relacionamento e não apenas o projeto se desenvolveu como a monografia acaba de ser defendida (na verdade, fazem uns três dias). Não apenas com uma nota bem razoável – algo em torno dos 90 pontos – como também houve um excelente trabalho por parte da aluna: (a) elaborou seu questionário, (b) coletou dados, (c) aprendeu rudimentos de modelos probit/logit ordenados, (d) fez a monografia no tempo que lhe foi imposto.

Isto, por si só, é um motivo de alegria para orientador e orientando. Não bastasse isto, ainda ganhei um exemplar do “A Ciência do Sucesso” (cuja tradução não é muito boa, eu notei) que me interessava. Claro que pedi uma dedicatória lá no topo da primeira página.

O que aprendemos com tudo isto? Eu creio que aprendemos sobre relacionamentos profissionais e tolerância mútua. Aprendemos também sobre pessoas que reagem a fatos adversos com empenho e vontade de se superar (e não falo só da orientanda, afinal, eu tive que superar minha impressão prévia…e topar uma orientação altamente arriscada para ambos…tenho cá meus méritos…).

Meus orientandos deste semestre devem encerrar suas bancas hoje. Quatro pessoas, quatro diferentes formas de escrever, quatro poços de problemas e também de bons momentos. Mais gente formada para a vida. Se comprendem todo o valor de uma boa monografia eu duvido. Eu mesmo demorei a entender, por mais que achasse que não. Talvez a gente entenda mas, depois de algum tempo, faça a releitura da própria história e encontre novos motivos para se sentir satisfeito com uma boa monografia. Realmente não sei.

De qualquer forma, eu agradeço à Isabela pelo livro e pela oportunidade.

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Rent-seeking e um doutor que nunca o foi

A história de um grupo de interesse representado por um sujeito que parece não ser o que é. Sim, falamos de um popular comentarista de economia na imprensa que tenta mudar a alocação de verbas públicas para universidades de maneira escancarada. O Erik foi ao ponto e, claro, a imprensa não se importa com isto, mas adora malhar economistas por conta da crise mundial. Que comecem com a crítica do rent-seeking, não?