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Econopower

From Untitled Album

Já comentei aqui antes mas vale reforçar: este livro vale a pena. Mark Skousen é um sujeito de livros e livros. Sou muito crítico de alguns deles, acho outros medianos, mas neste ele encontrou o caminho da boa escrita. O livro é muito interessante, principalmente para quem deseja estudar economia, ou mesmo para quem já a estuda na faculdade. Estou lá no meio do caminho mas eu o termino até o Natal.

Se você quer saber o que um economista pode fazer em sua vida profissional, eu recomendo fortemente este livro. Aliás, recomendo que você o leia antes de, por exemplo, o “Freakonomics”, ou o “Mais sexo é sexo mais seguro” do Landsburg. Assim, primeiro você sente o que é possível alcançar com suas habilidades e, depois, descobre como estas são treinadas por um cérebro treinado na lógica econômica.

Eu não ganho um tostão para fazer esta propaganda toda, mas acho que é um conselho de amigo para quem ainda não se decidiu pela profissão. Se economia está no seu cardápio, compre estes livros e os leia.

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Os nazi-arqueólogos, a ciência e um pouco de Brasil

Lembra quando eu comprei o livro sobre a “ciência” do Terceiro Reich por conta do que disse o Cisco? Pois é. Nesta última viagem que fiz, tive uma inesperada estadia em um hotel e um vôo extra. Tudo isto me rendeu o tempo necessário para ler para não enlouquecer. Neste caso, o livro é exatamente o The Master Plan, de Heather Pringler.

Em tempos nos quais o brasileiro médio acha bonito – ou pelo menos não acha errado que o partido governista, seja ele qual for, crie regras absurdas para concursos públicos de órgãos públicos de pesquisa, esta leitura é um belo alerta do que pode acontecer na delicada travessia entre a safadeza não-letal e o fanatismo ideológico. Estamos longe de um governo nazista, obviamente, mas, é bom lembrar, Hitler foi eleito pelo povo.

Voltando ao livro, é fascinante como a cúpula nazista tinha um delirante como Himmler em elevado cargo hierárquico. Um sujeito que tentou forçar a barra com os físicos alemães para construir um “martelo de Thor” (isto mesmo!) que anulasse a energia elétrica dos inimigos ao mesmo tempo em que se recusava a acreditar na possibilidade de construir uma bomba atômica realmente não é meu exemplo de cientista.

Talvez seja meu exemplo de burocrata encarregado da ciência em um regime maluco. Isto é bem plausível. Já vi gente perder a chance de um doutorado em Finanças porque o parecerista afirmava que uma certa universidade brasileira de tons fortemente heterodoxos já tinha um excelente curso de finanças. Obviamente, o – felizmente (para ele e sua família) anônimo – parecerista pensava em Marx e Hillferding e não em, digamos, um simples CAPM. É deste fervor ideológico que nascem os pequenos Himmlers latino-americanos, em geral, macunaímicos, que não matam com armas, mas sim por envenanemento lento e gradual pelo mau uso do poder público.

Quem quiser comprar o livro eu recomendo fortemente.

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KGB e o econometrista

Oskar Lange, um dos primeiros econometristas e grande nome na história da teoria do equilíbrio geral teria sido um agente da KGB? Documentos recentes indicam que isto pode ter sido verdade. Alguns indícios aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Talvez os historiadores do pensamento econômico possam, neste caso, fazer também um trabalho de investigação mais profundo. A pergunta é: Lange era apenas um admirador de Stalin ou foi também um espião engajado?

Há gente da área de Exatas (estatísticos e matemáticos) muito bem capacitada mas que, ao mesmo tempo, admira todo ditador que aparece por aí. Não seria muito estranho que Lange se deixasse encantar, portanto, pela sereia de Stálin. Mas seria assustador que se engajasse em atividades de espionagem, não?

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Uniões monetárias heterogêneas e as políticas econômicas

“Macroeconomic stabilization in a heterogeneous monetary union: some insights into the effects of fiscal policy coordination”
Cornel Oros – Université de Poitiers

Abstract
This paper studies the effects the fiscal coordination can have in terms of macroeconomic stabilization in a monetary Union which is heterogeneous at the level of the mechanisms of monetary policy transmission. We will use a static Keynesian model in a closed monetary Union and will prove that the stabilization effectiveness depends mainly on the type and origin of the economic shocks affecting the Union members (demand or supply shocks, domestic or foreign shocks) and on the extent of the Union’s structural heterogeneity. In the case of the demand shocks, the fiscal policy coordination proves to be an optimal shock absorber only for the countries to which these shocks are specific. In the case of the supply shocks, it can represent an efficient instrument of stabilization especially if the Union’s structural heterogeneity is weak.

Para os que ainda pensam que há futuro decente para o Mercosul, eis aí mais um artigo importante.

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Seminário Libertário (que, aliás, não defende o padrão-ouro)

Aqui. Olha só a programação:

Seminar Schedule
8:40 – 9:20
Registration (Coffee and Tea)
9:20 – 9:30
Opening Remarks
9:30 – 10:30
The Case for Free Trade and Against Barrierism David Henderson
10:30 – 11:00
Discussion Groups
11:00 – 11:15
Break
11:20 – 12:20
Why Fractional Reserve Banking is More Libertarian Than the Gold Standard Jeffrey Hummel
12:25 – 1:25
Lunch
1:30 – 2:30
The Non-recession of 2008:
An Overblown Crisis and Unnecessary Bailout Jeffrey Hummel
2:30 – 3:00
Discussion Groups
3:00 – 3:15
Break
3:15 – 4:15
The Paulson Bailout: Bush’s Road to Serfdom David Henderson
4:15

Adjournment