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Votar ou não votar?

Muita gente, na última eleição que elegeu o candidato da aliança governista em Belo Horizonte, gastou muito tempo enviando os famosos spams para minha caixa postal. Todos contra o outro candidato. Novamente, parece-me que a paixão futebolística domina a razão em tempos de eleição. Uma análise mais fria e isenta mostraria que não vale a pena perder tempo com este tipo de mensagem, exceto se você ganha para tal (o que não é difícil, dadas as declarações de vários políticos sobre o uso da internet, esparsamente encontradas na imprensa).

Quando eu coloco em dúvida a utilidade do voto, muitas vezes tenho de ouvir argumentos que beiram à agressão. Tem gente que acha, realmente, que um sujeito deveria ser enforcado se desejar anular o voto. Por que tanto ódio? Bem, isto ultrapassa minha humilde capacidade de análise. Prefiro argumentos mais singelos e lógicos como estes.

A discussão sobre voto no Brasil é sempre capturada por blogueiros engajados em campanhas e achincalhada quando, na verdade, representa uma opção importante para quem se importa com suas próprias convicções. Claro, há sempre o argumento do voto útil mas, sem querer, agora, achincalhar esta opção, é como aquela história de quem “não tem cão, caça com gato” o que, também com o devido respeito, significa que se não tem mulher na praça, você dá um beijo na boca de um homem mesmo. Guardadas as devidas proporções, a essência é a mesma.

Um pouco mais de calma antes de enviar um spam não faria mal.

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