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A Selic não mudou

O Banco Central agora tem um problema para a próxima reunião que é bem simples: deve conseguir controlar a inflação que já bate no teto da meta. Um bom argumento é dizer que o impacto das sucessivas mudanças vai se fazer sentir em breve.

Entretanto, é preocupante como autoridades públicas fizeram um imenso esforço para influir na decisão do Copom, desta vez, mostrando que o desejo de rasgar o sistema de metas não é algo desprezível e a sociedade, certamente, deve ser cuidadosa em eleições presidenciais…

A crise certamente é um bom argumento para a decisão atual, mas a tentativa de capitalizar votos com boatos ou supostas influências sobre o Copom é de um mau gosto científico (mas de uma lógica racional impecável) imenso.

Vejamos como a inflação se comporta nos próximos meses.

2 comentários em “A Selic não mudou

  1. A pressão inflacionária está batendo na porta. Empresas estão sofrendo pressões constantes no que tange a insumos importados e principalmente a produtos importados. Certamente as mesmas subas serão repassadas, em grande parte, ao mercado.

    A esperança do governo, certamente, deve estar na queda do Dólar frente ao Real. Caso isto não ocorra, teremos grandes problemas com a inflação nos próximos meses.

    Decisão que parece muito mais emocional do que racional.

  2. Shikida,

    eu acho que os modelos do BC incluem uma forte expectativa de redução dos preços das commodities no curto prazo. Em especial, alimentos, combustíviveis e material de construção civil.

    Essa queda, espera-se traria um alívio ao indicador. Você pode introduzir também, uma redução do preço da gasolina, que em algum momento vai ocorrer.

    Isso tudo em um prazo curto, digamos, 3 meses. A partir daí, se a recessão vier do modo como estão prevendo, o desemprego aumenta, a renda cai e pressão não aumentará.

    Até que a produção diminua leva um tempo (já que não vale a pena “desplantara” um pé de milho, por exemplo). Também sabemos que os cartéis tendem a se diliui quando a coisa fica feia (exemplo, OPEP). Então a tendência não deveria ser de uma alta inflacionária.

    Além disso, se passar do teto da meta não é problema. As pessoas snão vão deixar de acreditar no sistema de metas, porqu eo BC não foi conservador o suficiente diante da maior crise do pós-guerra. Acho que um risco maior seria o de vermos uma redução da oferta de moeda ainda maior, e uma deflação…

    A grande dúvida será prever o impacto dessa volatilidade do câmbio.

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