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Chatice eleitoral

A cada 5 minutos minha caixa postal recebe mensagens contra a eleição do adversário deste candidato. Se há alguém que usa militância profissional para se fazer valer, este alguém não está em um ou outro partido. O Marcelo Soares já mostrou as provas de que a prática é disseminada.

Podiam ao menos respeitar as caixas postais alheias. Como sempre, os políticos são os que mais aumentam o número de spams. Haja paciência.

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Quinta-feira à noite: programão em BH!

REUNIÃO DO NEPOM E ANÁLISE DOS EFEITOS DA CRISE ECONÔMICA

O Núcleo de Estudos de Política Monetária (NEPOM) da Faculdade Ibmec Minas, formado por alunos do curso de Economia, orientados pelo professor e doutor em Economia, Cláudio Shikida, irão preparar previsões sobre qual será a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), no dia 23 de outubro, às 19h, na sala 608 do Ibmec.

A reunião do Copom, para a definição da taxa Selic está agendada para os dias 28 e 29 de outubro. A análise dos fatos, diante da crise econômica mundial e a apresentação das novas previsões dos estudantes acerca da taxa de juros, serão feitas no Ibmec em reunião aberta ao público.

Você é nosso convidado. Caso tenha interesse em participar do evento gentileza comparecer ao local indicado.

Data: 23 de outubro
Horário: 19h
Local: Rua Paraíba nº. 330/ Sala 608 – Funcionários

Atenciosamente,

Ibmec

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Qual a causa da crise atual?

The traditional role of the central bank as a “lender of last resort” is to make loans only to commercial banks, because the traditional rationale is to protect the economy’s payment system. The hope of the traditional last-resort lender is to avoid a collapse of the economy’s money stock by injecting reserves into the commercial banking system when there is an extraordinary “internal drain” of reserves (namely bank runs).

In the recent crisis, by contrast, there has been absolutely no threat of a shrinking money stock. Investment banks do not issue checking deposits, are not subject to bank runs, and are not part of the payment system. Neither are securities dealers. The Fed’s expansions of its own role therefore had nothing to do with protecting the payment system or stabilizing the money supply. The Fed’s new moves were rather made in the hope of protecting investment banks and securities dealers from the consequences of holding portfolios overweighted with mortgage-backed securities, or exotic derivatives based on such securities, while keeping levels of capital inadequate for such portfolios.The reason that some financial institutions have been having trouble rolling over their debts is fundamentally the market’s uncertainty about their solvency. It is not a liquidity problem.

Bem, assim pensa Lawrence White. Em outras palavras, a crise não é de falta de liquidez, mas de expectativa quanto ao socorro governamental. De fato, não houve uma corrida aos bancos. Mas deveríamos esperar por uma corrida aos bancos por conta do barulho no mercado financeiro? Talvez ajude ler o que disse Anna Schwartz, já citada aqui semana passada. Primeiro, o mesmo diagnóstico de White:

So even though the Fed has flooded the credit markets with cash, spreads haven’t budged because banks don’t know who is still solvent and who is not. This uncertainty, says Ms. Schwartz, is “the basic problem in the credit market. Lending freezes up when lenders are uncertain that would-be borrowers have the resources to repay them. So to assume that the whole problem is inadequate liquidity bypasses the real issue.”

In the 1930s, as Ms. Schwartz and Mr. Friedman argued in “A Monetary History,” the country and the Federal Reserve were faced with a liquidity crisis in the banking sector. As banks failed, depositors became alarmed that they’d lose their money if their bank, too, failed. So bank runs began, and these became self-reinforcing: “If the borrowers hadn’t withdrawn cash, they [the banks] would have been in good shape. But the Fed just sat by and did nothing, so bank after bank failed. And that only motivated depositors to withdraw funds from banks that were not in distress,” deepening the crisis and causing still more failures.

Entretanto, o que temos agora? Um problema de expectativa de socorro? Bem, é difícil dizer que não. Ainda Schwartz:

But “that’s not what’s going on in the market now,” Ms. Schwartz says. Today, the banks have a problem on the asset side of their ledgers — “all these exotic securities that the market does not know how to value.”

“Why are they ‘toxic’?” Ms. Schwartz asks. “They’re toxic because you cannot sell them, you don’t know what they’re worth, your balance sheet is not credible and the whole market freezes up. We don’t know whom to lend to because we don’t know who is sound. So if you could get rid of them, that would be an improvement.” The only way to “get rid of them” is to sell them, which is why Ms. Schwartz thought that Treasury Secretary Hank Paulson’s original proposal to buy these assets from the banks was “a step in the right direction.”

Talvez a idéia de Paulson fosse, de fato, a melhor. A crise ainda divide economistas (pelo menos é o que se vê na mídia que não se expressa em língua portuguesa oficial do Brasil), e a discussão ainda prevalece sobre qualquer consenso.

Um aspecto interessante da crise atual é que ela mostra o quanto um capitalista pode não ser um capitalista. Aquela história de “animal spirits” do Keynes parece um conto de fadas. O “animal spirit” do sujeito, na hora do pênalti (ou do pânico) é pedir socorro ao governo. Acho que nunca ficou tão explícito o quanto os estudos sobre grupos de interesse e economia (Public Choice)  são úteis para entendermos a realidade e desenharmos incentivos adequados para evitar problemas sociais maiores.

Se existe empreendedorismo – voltamos à discussão de Baumol e os tipos de empreendedorismo – este só é saudável para a economia se os incentivos funcionam na direção de maior saúde da economia (óbvio!). Neste sentido, ainda entendemos pouco, muito pouco, sobre como isto funciona.

A expectativa de socorro é maior que a expectativa de naufragar. Isto me parece bem pouco “capitalista” ou “kirzneriano”. Uma pergunta para o pessoal austríaco – algo maldosa, mas verdadeira – é a seguinte: nos ciclos econômicos, empresários são enganados pela ação do governo, segundo os austríacos. Assim, digamos que a crise atual é culpa do governo que enganou os empresários com suas taxas de juros artificiais. Então, um empresário austríaco pediria socorro ao Paulson? Ou ao Bernanke? Ou ele assumiria suas perdas? Se a pergunta lhe parece estranha, pense da seguinte forma: se a descrição austríaca dos mercados e do empreendedorismo é correta, porque os empresários agem de forma distinta do que prevê a teoria?

Há algo de bonito na visão empreendedora de gente como Kirzner, concordo. Mas não sei o quanto dela explica, realmente, o papel do empresário, inclusive o do ramo de bancos de investimento.

Apenas para sugerir mais um ponto marginal nesta discussão sobre a crise.

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Ele sempre tenta usar o discurso da “luta de classes” na hora do desespero

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo que a crise financeira internacional ainda não surtiu efeitos na economia nacional. “Duvido que alguém já tenha sentido essa crise na empresa que trabalha, pelo contrário”, afirmou Lula, em comício eleitoral em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo.

Note como, sutilmente, ele joga para a platéia de operários com o discurso bolivariano. Discurso, claro, não precisa ser prática. Mas para quem nunca sabe o que diz, fica difícil saber a diferença.

Ah sim, o sujeito realmente fala pelos cotovelos. Ou seja, a crise não existe para o Brasil. Difícil acreditar que tenha dito isto lembrando de seu papel como administrador público…