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Como as elites podem destruir o crescimento econômico e mais sobre a crise mundial

A high level of trust between members of a small elite magnifies the returns to political rent seeking by this elite. We present empirical evidence consistent with this thesis, and argue that it follows naturally from viewing political rent seeking as a cooperative game among members of the elite and a non-cooperative game between the elite and the rest of society.

Isto significa, grosso modo, que a patota que adora louvar os supostos méritos de empresas familiares, devem qualificar seu otimismo. É a literatura sobre “rent-seeking” explicando, creio, o subdesenvolvimento de um grande bananal latino-americano (e suas conexões bolivarianas).

Falando em artigos de economia, eis um que finalmente vai além do colunismo irresponsável ou das explicações contraditórias sobre a crise mundial.

“Where’s the Smoking Gun? A Study of Underwriting Standards for US Subprime Mortgages”
by Geetesh Bhardwaj, and Rajdeep Sengupta

The dominant explanation for the meltdown in the US subprime mortgage market is that lending standards dramatically weakened after 2004. Using loan-level data, we examine underwriting standards on the subprime mortgage originations from 1998 to 2007. Contrary to popular belief, we find no evidence of a dramatic weakening of lending standards within the subprime market. We show that while underwriting may have weakened along some dimensions, it certainly strengthened along others. Our results indicate that (average) observable risk characteristics on mortgages underwritten post-2004 would have resulted in a significantly lower ex post default if they were to be given a loan in 2001 or 2002. We show that while it is possible that underwriting standards in this market were poor to begin with, deterioration in underwriting post-2004 cannot be the explanation for collapse of subprime mortgage market.

Full Text – Acrobat PDF (1.1M)

Entendeu, né? Ao invés de um bate-papo tradicional com uma triste narrativa sobre o dinheiro perdido ou algo mais doentio sobre um suposto fim do capitalismo, o autor investiga uma das mais citadas causas (supostas) da crise: o relaxamento nos critérios para a concessão de empréstimos. Se ele tem razão, há muito o que ser feito ainda.

Engraçado é que pouca gente tem se arriscado, na faculdade, a tentar explicar a crise. Muito papo mole sobre Finanças sumiu diante da crise atual (todos passam horas lamentando o destino do rico dinheirinho na bolsa), mas os macroeconomistas da casa não são capazes de oferecer boas explicações sobre a crise. Eis outro aspecto “rent-seeking” de alguns componentes da academia. O suposto especialista de Macroecoomia é melhor qualificado do que eu (homem de Microeconomia, se é que me entendem), para falar sobre crises. Pelo menos é o que os macroeconomistas normalmente dizem (esta é, por exemplo, a regra de ouro dos pterodoxos). Mas, se isto é verdade, porque eles esperam os colegas dizerem algo sobre a crise para, só então, pronunciarem-se?

Ao meu favor, ter o Alexandre Shwartsman no 5o SEBH (mérito dos colegas da comissão organizadora, Ari e Salvato) e o Hélio Beltrão Jr. no encontro de 15 dias atrás, foi uma forma de tentar promover o debate. Lamentavelmente, quase nenhum macroeconomista da casa foi ou debateu.

Moral da história: diga-me o que és que eu saberei o que não és.

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