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O fetichismo das preferências dos sociólogos chiques

Muito curiosa essa eleição americana para quem a observa daqui do C.., digo, do Sul do mundo. De certa forma, os americanos estão prestes a cometer alguns erros que nós, os dezessete cidadãos brasileiros ainda lúcidos, sabemos ser trágicos. O primeiro, claro, é eleger Obama na base de “vai ser o primeiro presidente americano negro”. Nós outros aqui do Brasil sabemos que escolher um presidente levando em consideração mais o que ele é, ou foi, do que aquilo em que se tornou é burrice da grossa. Aconteceu quando elegemos (digo: elegeram) Lula, “o primeiro operário a se tornar presidente do Brasil” etc. Levar fetiches politicamente corretos para a cabine de votação é suicídio.

Como diz um leitor meu, com formação educacional de alguém não se brinca. Da mesma forma, com o governo de um país não se brinca. O texto está certeiro. Não é porque a Alemanha elegerá o primeiro pintor frustrado e austríaco da história que tudo vai dar certo. Aliás, este pobre operário e cheio de seguidores que eram discriminados pela burguesia se chamava Hitler.

Não custa lembrar que palpite de sociólogo pop e lixo são a mesma coisa. Depois da eleição ele ganha uma bolsa-consultoria do governo e você perde parte do seu salário para financiar uma certa bolsa-consultoria. Eleição, claro, é coisa séria. Eu sei disso, você também, mas parece que os candidatos e o TSE nem sempre se preocupam (ou se lembram) disto.