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Vamos fazer mais um debate na blogosfera?

Eu sugiro a discussão sobre o Plano Zingales para a crise.

Nos comentários, para me ajudar, coloque o link para seu post, ok, amigo blogueiro?

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Krugman e a velha economia regional

An anonymous economic grographer:

I did my graduate school training in the mid 1990s when economic geographers and regional scientists would bitch slap Krugman behind closed doors, yet were grateful that he was bringing them respectability among mainstream economists. Interestingly, Krugman published his first significant piece of work on the issue (Geography and Trade, 1991) at about the same time that the University of Pennsylvania was shutting down its regional science department (1993). But in his modest opinion, Regional Science was just a bunch of techniques or tools lacking an integrative framework (one way to avoid looking bad by being so obviously ignorant about it when he first began writing on location theory and the like).

Muito pterodoxo vai fazer o discurso oposto: que Krugman só ganhou porque “levou em conta o espaço na teoria econômica” (pterodoxos como estes nunca estudaram uma única linha de econometria espacial, mas vamos lá) e que ele representa a vitória dos “anti-Bush” (como se Bush fosse sinônimo de liberal).

Como já mostrei por lógica elementar (fácil para quem passou incólume pelo ensino do maternal e pelos pedofilósofos que infestam as escolinhas com suas besteiras), duplo erro. Embora Krugman seja “anti-Bush”, ele ganhou o prêmio por sua bela contribuição à Teoria Econômica. Deu respeito aos retornos crescentes de escala que antes eram apenas objeto de retórica dos pterodoxos para qualquer crítica ao que não conseguiam entender (a dita Teoria). Além disso, só um irresponsável chamaria Bush de liberal. Até os liberais americanos fazem troça de Bush.

Mais uma vez, Krugman, parabéns. Ideologicamente você pode até ter o discurso dos pterodoxos, mas conversar com você certamente rende um debate sério porque, ao contrário dos ditos cujos, você tem não só argumentos mas também idéias relevantes.

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Ainda a discriminação que se pretende negar…

“A equipe de marketing, ao perguntar sobre o estado civil do candidato Gilberto Kassab, em meio a uma série de outros questionamentos, apenas defendeu o legítimo direito do eleitor conhecer, em todos os aspectos possíveis, a história de quem se apresenta para governar a maior cidade do País”, disse.

Vamos ver, agora, se os mesmos comentários mal-educados da esquerda vão, por coerência, voltar-se contra esta declaração digna do pior coronelismo dos anos de chumbo. Engraçado mesmo é ver fotos como esta.

Já disse aqui antes: minorias, para mim, só fazem sentido em regimes liberais, nos quais o indivíduo tem o direito de ser o que quiser. Aliás, quando disse isto no artigo citado, fui alvo dos mais disparatados comentários que me acusavam de ser homofóbico. Em outras palavras: homossexual, para alguns, só se for de esquerda. Um caso irônico de discriminação da discriminação…

p.s. sobre discriminação, veja também este artigo.

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Grupos de interesse

No Brasil, infelizmente, 90% dos economistas se rendeu às barreiras à entrada dos profissionais de Ciência Política e afins e não estudam muito grupos de interesse. Uma minoria, vá lá, faz isto. Eis aqui um exemplo aplicado aos EUA.

Working Paper No. 08/244: Do Interest Groups Affect U.S. Immigration Policy?

Author/Editor: Facchini, Giovanni ; Mayda, Anna Maria ; Mishra, Prachi

Summary: While anecdotal evidence suggests that interest groups play a key role in shaping immigration policy, there is no systematic empirical analysis of this issue. In this paper, we construct an industry-level dataset for the United States, by combining information on the number of temporary work visas with data on lobbying activity associated with immigration. We find robust evidence that both pro- and anti-immigration interest groups play a statistically significant and economically relevant role in shaping migration across sectors. Barriers to migration are lower in sectors in which business interest groups incur larger lobby expenditures and higher in sectors where labor unions are more important.
http://www.imf.org/external/pubs/cat/longres.cfm?sk=22377.0

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Insight do dia

Gordon Tullock once wrote of campaign finance:

It should of course be kept in mind that [campaign contributions] are not actually for the purpose of buying votes. The votes are bought by the bills passed by Congress, or the Legislature, which benefit voters. But the campaign money is used to inform the voters about what their congressman has done. Since the voters pay little attention, concentrating the message on a narrow scope and repeating it again and again is necessary even though it annoys intellectuals. On the whole it is the actual things done for the voters by the votes of their and other congressmen, which attract voters to elect those congressmen.

O texto acima veio daqui. Talvez ajude a pensar no significado dos dados que a Transparência Brasil tem e que o Marcelo Soares sempre divulgou.

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Portal UOL força a barra

Eis o anúncio do Nobel. Vamos aos fatos: Krugman é crítico de Bush? É. Ele ganhou o Nobel por isso? Não. Então a quem serve o jornalista quando divulga a notícia desta forma?

Imagine que o portal UOL cometesse uma gafe: chamasse o presidente de “bebum” e, em seguida, ganhasse um prêmio de jornalismo. Será que eles se auto-proclamariam como: “portal que chama presidente de bebum ganha prêmio”? Duvido.

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Plágio no governo

Esta é uma notícia grave mesmo.

Pirataria.

O edital da SECOM da Presidência da República, para contratar uma empresa por R$ 11,1 milhões, cujo trabalho será redesenhar os sites da casa, mostra bem a cara do petismo. O texto do “briefing”, que explica o “fenômeno”da internet, é copiado de um artigo de uma estudante de graduação, publicado onde mesmo? Na internet. Sem citar a fonte. Sem nenhum “segundo fulano” ou “apud sicrano”. É ou não é a cara deste governo?

O que o Coronel encontrou, pelo visto, vai além de qualquer crítica ao governo feita até então. É muito sério. Trata-se de uma total falta de critérios por parte da gestão pública. Eu me pergunto sobre o que pensam meus ex-alunos de Administração Pública quando se defrontam com uma ocorrência como esta. A burocracia tem, no mínimo, que se desculpar perante a sociedade (ao invés de mostrarem aquela arrogante plaquinha sobre a prisão de quem reclama da ineficiência do serviço público brasileiro, como que dando um “carteiraço” porque passou em um concurso público) e rever o texto.

Para mim, como ex-professor, por mais de 11 (onze!) anos de metodologia de pesquisa, o mais importante é a retratação pública. Talvez a jovem autora até seja militante governista, mas isto está acima das paixões políticas: é uma questão legal.

Nenhum resultado de indicador de “respeito aos direitos de propriedade” pode me convencer do contrário. Plágio é coisa muito séria e o último lugar em que poderia ocorrer é na administração pública.

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Nobel de Economia

Entenda mais sobre o porquê do Nobel para Krugman aqui. Muito bacana a isenção do comitê. Krugman tem falado muita bobagem sobre política, mas é referência na Nova Geografia Econômica. Estão falando da Concorrência Monopolista agora! Muito bom é ter falado disto há menos de 15 dias em sala!

Neste exato momento, eu e o Homo Econometricum estamos acompanhando ao vivo a transmissão do anúncio. Veja você também aqui.

p.s. quem não gosta de matemática em economia, odiará o Nobel. Afinal, até a geografia econômica é alvo da Teoria Econômica…

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Paul Krugman ganhou

Krugman, péssimo em colunas de jornais, mas essencial em comércio internacional, ganhou. Falei dele na aula passada de Jogos e Concorrência Imperfeita (duas aulas passadas, para ser correto), no exemplo do capítulo 6 do nosso livro-texto de Oz Shy.

Parabéns, Leo Monasterio, que cantou a pedra corretamente.

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Pós-Keynesianos não servem para explicar a crise

Peter Boettke, que transita bem entre a galera heterodoxa, acha realmente que os tais pós-xxx não ajudam muito agora. Difícil discordar dele. Para Boettke, a explicação teórica tem endereço certo.

The current financial fiasco is not a consequence of market instability, but because of the inability of government to engage in “apt intervention” due to knowledge and incentive issues, and that in reality it is nowhere as dangerous as in the hands of politicians who presume they have that knowledge to effectively tackle the problem that they in fact do not. Since they don’t have the knowledge required but must act as if they do, they will instead respond to political incentives of the election cycle and their ideological whim. When you breakdown the “institutional structures” of an economy to engage in “apt intervention” when you cannot “aptly” accomplish what you plan to do, then don’t be surprised when things go crazy.

This isn’t libertarian, this is economics. The epistemic turn in economics that Hayek forged, and the public choice turn in political economy that Buchanan forged, provide us with the appropriate tools to understand the dynamics of interventionism and why the instability introduced through failed intervention tends to be met by every increasing attempts at “apt intervention”. Rather than policy, we need politics — changes in the rules that are consistent with the “generality principle.”

É isto aí, Pete!