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Olha a divertida enquete do dia aí ao lado

Para os que acreditam em políticos angelicais, é uma boa enquete. Escolha Pública, gente, Escolha Pública…

Olha a enquete aí no cantinho superior da página. Divirta-se e, claro, exerça seus direitos: vote. ^_^

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O que a BBC não captou

Esta reportagem é um apanhado de algumas hipóteses sobre o porquê da taxa de juros brasileira estar onde está. Entretanto, não vi muita novidade. Cada um tem uma teoria e há muito mais teorias por aí. O foco, portanto, deveria ser nos determinantes da taxa de juros brasileira. Aí a BBC não nos ajuda muito.

De maneira muito sutil, aparece na reportagem uma pista sobre como refazer a pergunta. Primeiro, devemos nos perguntar sobre qual o papel do mercado na determinação da taxa de juros. Segundo, claro, sobre o papel do governo. Terceiro, quanto da taxa de juros é devido a cada um. Quarto, se ao governo não interessa uma taxa de juros alta porque se endivida muito, porque segue sinalizando que aumentará, sim, gastos públicos?

Isto é o que a BBC não captou. Vale a pena pensar um pouco nesta pergunta.

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A Selic não mudou

O Banco Central agora tem um problema para a próxima reunião que é bem simples: deve conseguir controlar a inflação que já bate no teto da meta. Um bom argumento é dizer que o impacto das sucessivas mudanças vai se fazer sentir em breve.

Entretanto, é preocupante como autoridades públicas fizeram um imenso esforço para influir na decisão do Copom, desta vez, mostrando que o desejo de rasgar o sistema de metas não é algo desprezível e a sociedade, certamente, deve ser cuidadosa em eleições presidenciais…

A crise certamente é um bom argumento para a decisão atual, mas a tentativa de capitalizar votos com boatos ou supostas influências sobre o Copom é de um mau gosto científico (mas de uma lógica racional impecável) imenso.

Vejamos como a inflação se comporta nos próximos meses.

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República dos Sindicatos: bem-vindo ao neo-mercantilismo

Com seis anos de atraso, os sindicalistas chegaram ao poder na Receita Federal. Desde que assumiu o cargo, no dia 31 de julho, a nova comandante do órgão, Lina Maria Vieira, vem discretamente substituindo os ocupantes dos principais cargos. O processo tem o seguinte padrão: para as superintendências regionais, preferencialmente sindicalistas; para a estrutura central da Receita em Brasília, técnicos.

Pronto. Eis aí uma reportagem interessante que jamais apareceria num país sem liberdade de imprensa, ainda que, como tudo na vida (inclusive o poder de argumentação dos que não gostam da dita liberdade), é imperfeita.