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Mais sobre a Lei Seca

Um blogueiro que não gostou da nova lei. Será que ele leu nosso e-book?

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Dialética Econométrico-Histórica com Raízes Unitárias Socialmente Necessárias

Tese: “A burrice é auto-regressiva de primeira ordem e não apresenta raiz unitária. Por isto, ser calouro não é um mal tão terrível assim”.

Antítese: “Você não testou, né, cara?”

Síntese: “Cada um tem a raiz que merece em seu processo auto-regressivo”.

QED

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Concursos de beleza, economia e a pergunta de sempre

Economists do not care as much as our colleagues in Mathematics and Natural Sciences whether our models and theories are aesthetically beautiful (Lee & Lloyd 2005), but we care a lot for the attractiveness of our colleagues and, when we vote for Vice Presidents and members of the Executive Committee of the American Economic Association, we end up choosing the candidates with better-looking pictures (Hamermesh 2006).

Com uma frase destas, e ainda citando Keynes, o que você esperaria deste artigo? Achou muita viad**em? Pois confira o anexo do artigo para relaxar.

Ah sim, a pergunta de sempre é: “por que economista pterodoxo é tão feio?”

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Colunistas cabeças-de-Word em maus lençóis (sempre)

Tantos lençóis ruins que um jogo de cama seria pouco para esta galera. Por exemplo, eles adoram rótulos. Algo como “Bush = republicano = malvado = conservador”, logo, “McCain = republicano…”.

Mas, ao contrário da vã análise jornalística, existem blogs como o The Voloch Conspiracy. Vez por outro, algum jornalista mais esclarecido tenta pensar com mais fontes e acaba por citar o dito blog (nunca vi, mas concedo o benefício da dúvida). Neste caso, por exemplo, um colunista cabeça-de-Word nadaria na lama. Imagine dizer que o republicano pode ser pró-gay? Os movimentos “gays” de esquerda (99% dos movimentos gays brasileiros?) sequer conseguem visualizar isto. Dirão alguns que é conspiração “estadunidense” comandada pelo “The New York Times” para dominar o mundo.

Mas o fato é que não é. Interessante e vale a pena ler. Ao contrário do que pensa (pensa?) o militonto brasileiro dos “direitos iguais para X ou Y”, o mundo é bem mais interessante do que sua visão, como direi, bipolar, do mundo.

Leia lá que vale a reflexão.

p.s. uma vez eu analisei um aspecto de economia política do “movimento gay” e alguns malucos – que não entenderam nada do texto – escreveram aqueles comentários mal educados me acusando de ser homofóbico. Eu sou burrofóbico, isto sim. Se a correlação entre comentaristas pró-gay mal-educados e burrice é alta, ressalto, há uma elevada correlação entre comentaristas anti-gay mal-educados e burrice. Quem já ouviu falar do Teorema de Bayes que tire suas conclusões.

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Rudimentos pré-cambrianos do raciocínio econômico do sr. da Silva

Finalmente o presidente tentou dizer algo sobre o funcionamento dos mercados. Como diria uma certa Marilena, quando o excelso operário abre a boca, tudo o mais perde a graça. Pois bem. Vejamos o que ele disse.

Para o presidente, a sociedade também tem instrumentos para combater a alta dos preços. “Na medida em que perceba que um determinado produto está subindo muito de preço, o povo precisa deixar de comprar aquele produto para que ele volte a um preço normal”, afirmou Lula no programa semanal de rádio “Café com o Presidente”.

O sr. da Silva começou bem. Primeiramente, caem por terra os argumentos típicos da mentalidade de muitos pterodoxos do partido do sr. da Silva (veja só, aí sim, PTerodoxos) de que microeconomia não é importante, mas sim a macroeconomia e, veja lá, só com uma oferta agregada paralela ao eixo do produto porque, afinal, inflação não é um problema.

Mas, como dizem, quem tem fome, tem pressa …e a pressa é inimiga da perfeição. Então, nosso presidente se refugiou nas primeiras páginas de algum livro-texto decente de economia (aqueles nos quais há mercados em equilíbrio). Falou da oferta e da demanda. Corretamente, percebeu que o problema está no preço de equilíbrio. Só escorregou em um detalhe: o impacto não é só função de deslocamentos das curvas, mas sim de deslocamentos sobre as curvas e, neste caso, o resultado pode ser cruel. Por que?

Porque existe a famigerada elasticidade-preço da demanda. Assim, ao sr. da Silva faltou apenas continuar sua leitura dos bons manuais. Ao menos um passo já foi dado. Vejamos se ele, com o mesmo esmero, lê algo sobre Escolha Pública e rent-seeking. Digo, lê e fala em seu programa no qual toma café com o ouvinte.

Avanços marginais nos tiram do pré-cambriano para o quase-cambriano. Manterei o radar em alerta.

p.s. o ghostwriter do líder máximo parece ter se tocado de que direitos de propriedade são importantes. Quase explicitamente.

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Polêmica – UPDATED

Observação inicial: como a polêmica, aqui, continua, resolvi trazer este texto para o início do blog. Um comentário ao último comentário do Leo é que você não precisa colocar o menino na escola religiosa desde o início. Basta lhe dar o direito de escolher após certa idade. O problema é como escolher sobre algo que não se conhece. Deveríamos permitir que o sujeito vivesse diversas experiências religiosas até os 18 anos? Ou deveria, para botar fogo no circo, ser obrigatório – governo, governo – que estas fizessem parte do currículo mínimo de qualquer escola?

Eis um comentário interessante do Leo:

Rapaz,
Eu estou com o Dawkins. Deixar uma criança ser “educada” em uma escola religiosa eh uma violencia. Eh moralmente incorreto aproveitar o cerebro infantil para faze-la uma credula de qq feh. Uma madrassa ou na escola catolica violam o principio moral universal de protecao dos inocentes.
O mercado satisfaz muito bem os desejos dos pais, mas nao o da crianca, a principal interessada em sua formacao. A minoria do eu-sozinho, a crianca, deveria ser protegida pela Lei de todo ensino de religioso ateh que o moleque tenha os miolos no lugar e possa escolher por si mesma a religiao a seguir.

Perguntas que surgem: (a) quem sabe o que é melhor para a criança? (b) como o princípio moral universal (universal?) de proteção dos inocentes se compatibiliza com o princípio moral universal da preservação das liberdades individuais? Finalmente, (c) como (a) e (b) podem ser pensadas sem a criação de uma tentação autoritária?

Comentários abertos.

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Como o setor privado pode gerar injustiças

Lembra-se deste exemplo no qual policiais taiwaneses cumpriam quotas de “multas” na internet? Pois bem. Trata-se de um perfeito exemplo de como o governo pode gerar falhas por conta dos incentivos errados. Agora, considere este caso. Reproduzo um trecho:

Japan’s new professional seducers
This woman leads a double life. Her boyfriend thinks she’s a secretary. In fact she is one of Japan’s new breed of professional seducers, hired by embittered spouses to entrap their straying partners. And she’ll stop at nothing to get the desired results.

Em outras palavras, aqui temos uma empresa privada que também produz falsas evidências. Incentivos similares? Nem tanto. Ao invés das quotas, “armadilhas” por demanda. Os resultados possivelmente incomodam tanto quanto as multas dos policiais taiwaneses.

Entretanto, ainda assim, é preferível a empresa privada japonesa do que o setor público taiwanês no lucrativo negócios de “suspeitas e suspeitos”. Por que? Primeiro, o custo e o benefício são de quem paga pelos serviços. Segundo, há sempre como se defender na Justiça de uma fraude privada. Já uma fraude pública é mais complicada (principalmente se você mora em países como o Brasil). Há também a questão do poder de monopólio. Aqui, possivelmente, haveria um problema pois quanto menos substitutos, maior o poder da empresa. Neste ponto a discussão passa a depender de se o governo estimula os monopólios ou não: trata-se de um problema de economia política (public choice).

Se você tiver que escolher, prefere incentivos que levem o governo a gerar injustiças ou os que levem o mercado a fazê-lo?

p.s. como um austríaco justificaria o seu argumento usando seu conceito de monopólio, no segundo ponto do argumento acima é algo que eu gostaria de ver…

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Barreiras à entrada – enfermeiras filipinas

Esta matéria é um bom resumo de como funciona um poderoso lobby japonês: o das enfermeiras. Com uma população idosa, claro, a profissão se torna bem valorizada e, assim, recusar-se a permitir a imigração de filipinas é um dos tópicos mais importantes da agenda sindical.

No Brasil não seria diferente. Afinal, os sindicatos protegem tão somente os sindicalizados e, no caso da notícia, não estão dando a mínima para os velhinhos.

Alguém poderia dizer que a solução é um cartel gigante, com todas as enfermeiras japonesas nele. O problema é que – como pode mostrar um estudante medianamente bom de economia – os incentivos são para que o cartel restrinja o número de membros. Ou seja: somente em países com forte tendência autoritária você veria sindicatos cheios de gente. Outra opção, tão cruel quanto, é obrigar a todos os profissionais a pagarem impostos para estas supostas estruturas de representação, mesmo que o sujeito não pertença ao sindicato.

É algo similar às milícias do RJ no sentido básico do termo: organizações governamentais paralelas para as quais se deve prestar tributos sob pena de sofrer sanções. A única diferença é que no caso das milícias, as sanções são mais frequentemente fora do escopo da lei enquanto que, no caso dos sindicatos, esta atuação ilegal ocorre em menos casos.

Enfermeiras japonesas não são apenas objeto de fetiche da galera. São também bons temas de estudos sobre os impactos dos incentivos sobre as ações individuais e coletivas.

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Economia e budismo

Boa matéria da BBC sobre o tema. Resumo: problemas religiosos do desenvolvimento econômico: como a emigração diminui a renda de monges e como os mesmos reagem utilizando estratégias de mercado.

Trecho:

Some monks are looking at alternative ways of raising money.

In Tokyo I met Kazuma Hayashi, a monk who offers bargain basement Buddhism.

He has a website which sets out the rock-bottom prices he charges for conducting a funeral service, or chanting a prayer.

He can tailor the religious experience you want to suit your budget, and yes, there are discounts for buying in bulk.

“I don’t try to steal clients from traditional temples,” he assured me.

“I just want to show people who in the past have had to pay huge amounts of money for funerals or memorials that there is another option.”

É ou não é uma questão de incentivos?