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Após anos de censura, um interregno nos anos 90 e, com o sr. da Silva…

…voltamos com mais do mesmo. Mas, desta vez, dá até para rir. Em breve, cada religioso brasileiro esquecerá aquela história de tolerância e livre arbítrio e, ao invés de cuidar de sua fé, procurará atrapalhar a vida dos outros.

Terreno delicado, mas vale a máxima: você educa os seus. A externalidade é um problema que cada um cuida como achar melhor. Soei meio Coaseano? Talvez…

p.s. privatizaram a censura?

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Mais sobre as Olimpíadas

Adolfo, novamente.

Trecho:

Por que insistir em dizer que estamos no caminho certo? Por que ficar com esse papo furado de que estamos evoluindo? Está na hora de enfrentarmos uma verdade inconveniente: na média de 3 olimpíadas fomos incapazes de superar Jamaica, Etiópia e Quênia. Phelps então nos dá uma surra.

Quer apostar quanto como alguém vai defender quotas raciais no timeco olímpico ao mesmo tempo que outro acusará de racismo alguém que fale de superioridade afro-africana nos esportes? ^_^

Outro trecho:

Vamos a outro exemplo de má organização: a Confederação Brasileira de Judô. Basta lembrar que essa nobre Confederação tentou “barrar” Aurélio Miguel (o maior judoca olímpico brasileiro). Novamente aplica-se a regra: quando o burocrata quer barrar o craque, barra-se o burocrata. Nestas olimpíadas a Confederação de Judô fez sua parte para tirar qualquer chance de medalha do Brasil. Não vou nem comentar o fato deles não terem levado os reservas imediatos para a olimpíada (o que é praxe no judô). Mas vamos ver a história do judoca negro que emocionou o país ao chorar e pedir desculpa a seus pais. Ele era faixa marrom até o ano passado, não podia ser faixa preta pois não tinha os 1.500 reais necessários para o exame de faixa. Precisa dizer mais? Conversei com um amigo judoca e ele me informou que teve que parar de competir pois não tinha dinheiro para comprar o kimono (vestimenta do judô), motivo: a Confederação EXIGE que se compre o kimono dos patrocinadores oficiais do judô. Isto é, você não pode comprar um quimono mais barato, é obrigado a pagar caro por causa dos burocratas.

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A Economia política e os grupos de interesses nas Olimpíadas

O Renato mandou um comentário com esta matéria. Há vários problemas aí. Primeiro, o resultado de uma competição não é apenas fruto do esforço do atleta brasileiro, mas sim do total de competidores na disputa. Uma das formas de se pensar isto é modelar a probabilidade de sucesso do sujeito como o seu esforço sobre a soma dos esforços (Pi = ei/(ei+ej), para dois competidores). Esta é a famosa expressão utilizada por Gordon Tullock em um antigo artigo sobre rent-seeking.

Mas não é só isto.

O resultado em uma competição também é função de fatores aleatórios e, claro, tudo isto depende de quanto dinheiro se investe e como. Esta, aliás, é a tônica da matéria no Contas Abertas. Entretanto, as críticas apontadas lá não me parecem muito sólidas. Reclama-se, por exemplo, que o esporte deveria não apenas tornar os praticantes mais eficientes, mas também transformá-los em “cidadãos”. Péssima idéia. Se você quer alocar recursos para esportes, faça-o da forma mais eficiente. Se quer alocar para a educação, idem. Mas juntar dois objetivos com uma mesma verba é dar um tiro no pé. Ao final, nem cidadão (seja lá o que isto for, já que não há uma definição disto na matéria), nem desportista.

A matéria fala de rediscutir prioridades de investimentos e esta é a eterna desculpa de todos. Perdi a competição? A culpa é da má alocação. Você perdeu e eu ganhei? Claro que foi mérito meu (e da boa alocação), enquanto você dirá que a culpa é da má alocação dos recursos. É óbvio que um critério técnico para a aplicação dos recurso é necessário, por mais que o governo se enfronhe mais do que nunca na regulamentação dos esportes. Aliás, o argumento exposto na matéria é engraçado. Veja:

Segundo diversos especialistas, como José Cruz, da editoria de esportes do Correio Braziliense, embora não se pretenda que a política esportiva do Brasil seja dirigida apenas para a formação de atletas – o prioritário é que a educação esportiva ajude na formação do cidadão, na saúde e na inclusão social – a ampliação “da base da pirâmide” do esporte de alto rendimento depende da estreita relação entre o esporte e a educação, assim como acontece nos Estados Unidos, na China e em Cuba (apesar de não ter sido destaque em Pequim).

Então ganhamos poucas medalhas porque gastamos mal os recursos mas, veja, Cuba também não foi grandes coisas, mas alocou bem os recursos. Entre os dez primeiros países, em total de medalhas, temos Austrália, EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Coréia do Sul e Itália (mais a China, com o enclave de Hong Kong livre, Ucrânia e a Rússia). Será que o exemplo está em Cuba?

Eu gosto do argumento dos “cidadãos formados”. Só que, para mim, estes cidadãos têm melhor formação quando vivem em países com instituições mais favoráveis à livre expressão – inclusive de seus talentos nos esportes – à livre troca, etc. É verdade que medalhas podem ser conquistadas por países cujos governos possuem instituições horrorosas, mas a questão é o que você quer fazer após ganhar as medalhas: voltar a um país no qual o burocrata pensa saber melhor do que você o que é um “cidadão” ou voltar a um país no qual sua cidadania possa descoberta por você mesmo?

Assim, mais calma nestas críticas. Há muito o que se discutir sobre metas, instrumentos, recursos e resultados e, certamente, a resposta não se encontra em modelos ditatoriais (aliás, alguém se deu ao trabalho de ver o desempenho da Venezuela na tabela acima? Vale a pena). Há muitos grupos de interesse envolvidos na alocação de recursos para esportes no Brasil, tal como em outras áreas. Se a crítica é apenas a de que se deve aumentar a arrecadação e distribuir os recursos para mais grupos, o problema não será resolvido. Pode até piorar.

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Relações (Engraçadas) Internacionais – o (o)caso do Irã

For the last month, Iran has made about one new weapons announcement a week. All these breakthroughs in military technology involve new systems that, on close examination amount to, well, nothing. First there was the announcement of a new robotic submarine. No details were given, but it was soon discovered that such devices are available on the commercial market, mainly for scientific research. Some nations buy them for military purposes. Apparently Iranian submarine designers know how to use Google, but their counterparts in the publicity department did not.

É verdade que o presidente do Irã, em sua cruzada xenófoba, chegou a dizer que o Holocausto nunca existiu. Eu sei, eu sei. Não seria nada estranho que seus generais, agora, adotassem o mesmo modo de lidar com a imprensa mundial. Mas, cá para nós, mentira de perna tão curta…e tantas vezes…isto não vai dar certo. Alguém explique aos “algozes de Israel” que é preciso mais do que uma garganta para se construir um submarino…

p.s. e aquela história do photoshop no lançamento dos mísseis, heim? Talvez os burocratas iranianos, em breve, descubram também o Word, o Excel e o PowerPoint. Quando chegarem à era da internet, ninguém segurará o grande aliado dos bolivarianos latino-americanos!