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O heterodoxo que presta…

…contas de sua formação é aquele que se preocupa em testar sua teoria contra a realidade. Este, por exemplo, saiu do lenga-lenga do “fulano-realmente-disse” e fez algo útil.

Se eu fosse um autor importante ficaria feliz não com a idolatria estéril dos eunucos teóricos, mas sim com o contraponto do que eu disse com a verdade, de algum jeito sério, i.e., estatístico. Quem gosta de idolatria é bezerro de ouro e mamar nas tetas da vaca heterodoxa (ou homodoxa, rs) não é bem minha praia. Para os que gostam, a mensagem é: “got milk?”

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Falhas de governo

Matizes Escondidos me enviou genial dica de filmes e documentários. Eis um que desejo muito assistir:

I. Vila Submersa | Mizu Ni Natta Mura, Nobuo Onishi, Japão  2007, 92’
O documentarista filma uma vila inundada para a construção de uma hidroelétrica por quase duas décadas, em uma narrativa impactante que denuncia como burocratas japoneses são determinados a continuarem com seus planos ultrapassados e fora da realidade do povo.

Este filme deveria ser exibido em faculdades. Ele diz muito sobre como o otimismo de muita gente acerca da ação do governo deveria ser bem menos entusiasta. A reportagem da Veja – já acusada, entre os blogueiros admiradores dos ideais confessos (não necessariamente os verdadeiros) do sr. da Silva e seguidores, de ser uma revista “didireita” – mostra o quanto livros didáticos são usados, no Brasil, para avançar ideologias específicas, em detrimento do incentivo ao livre pensamento crítico. Isto ocorre aqui e no Japão também.

Governos são governos. Pode ser que acertem mais do que errem em alguns casos, mas sempre devemos nos perguntar se o resultado positivo não foi uma coincidência.

Por falar nisto, recebi os cartazes do concurso do IL-RJ – um povo que gosta de um tal “liberalismo”, muito pouco conhecido entre os meninos e meninas do Ensino Médio, como mostrado pela reportagem da Veja – e pedi que o divulgassem – há mais de duas semanas – por aqui, na faculdade. Vale a pena participar para conhecer mais do liberalismo. Saiba mais sobre ele antes de criticá-lo.

O liberalismo é a eterna crítica das falhas de governo, ou, como gostam alguns, a visão alternativa de soluções que geram prosperidade com mais liberdade para cada um.

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Matemática em Economia: Equilíbrio Geral

Quite a few Austrians maintain that mathematics is out of place in economics. But how can they be confident? Their not seeing how to do anything useful with it is no reason to suppose that no one else can use it any better. People with different personal abilities, backgrounds, and tastes legitimately pursue different research topics and employ different methods and styles of exposition. An approach lacking appeal to oneself may provide valuable insights to other persons. It is paradoxical for Austrians, especially those who like to expatiate on subjectivity and ineffability and the unpredictability of the future, to predict the usefulness of particular methods and to try practically to legislate on such matters.

Leland Yeager, claro, na RAE, em 1999: “Should Austrians Scorn General-Equilibrium Theory?”

UPDATE: Este post do Laurini também me faz pensar. Claro, é bom ter alguém do “mainstream” defendendo os modelos, e não um austríaco, como Yeager apenas. ^_^

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Pensamento econômico brasileiro

Só discordo do Laurini em uma coisa: existe um pensamento econômico brasileiro a ser estudado. Que ele seja de boa ou má qualidade, aí sim, não há o que discordar. Ou melhor: temos as duas coisas aqui. Afinal, existem os escravos do imperialismo inglês (os xx-keynesianos, onde xx = algum termo que indique uma busca pelo que Keynes realmente disse, apesar de tudo e de todos, sem qualquer preocupação com a realidade, a vida, ou qualquer outra birosca), os escravos do imperialismo austro-alemão (não poderia deixar de lembrar Marx e os austríacos), os escravos do imperialismo merengue-tanguista (cepalinos e amigos), etc.

É um vasto campo de estudos para historiadores, botânicos e veterinários.