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Pontualidade zero

A EESP da FGV-SP está reprovada em pontualidade. O prazo para a divulgação dos artigos aceitos para este congresso já havia sido alterado: 12 de agosto, disseram. Até agora, nada. Nem a programação dos artigos aceitos.

Pontualidade ganha nota zero. Vamos torcer para que hoje haja a divulgação.

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Eu não sou maniqueísta…

…mas a esquerda brasileira é, e muito. Até agora, os supostos éticos e pacifistas não se manifestaram com um milésimo da veemência que aplicaram para o sr. Bush. É impressionante. Além de terem a cara-de-pau de chamar Lamarca de herói e qualquer brucutu do DOPS de torturador, eles conseguem se calar ante ao Tibet ou à Geórgia.

É um caso para pronto-socorro. Só não sei se veterinário ou botânico.

p.s. aposto que os blogueiros chapa-branca estão procurando fotos do presidente da Geórgia apertando as mãos de um Putin da vida para dizerem: tá vendo? É mentira!

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Incentivos errados

O mercado de órgãos para transplantes normalmente é entendido de forma incorreta pelos que não conhecem a discussão. Médicos, então, ficam muito chateados e ofendidos quando pensam em um “mercado” de órgãos. A discussão, como o leitor frequente deste blog já sabe, vai bem além da superficialidade que exige um menor imposto de renda para os consultórios e proíbe um sujeito de comprar um rim legalmente.

Aliás, seria difícil dizer que só existe “a fila” ou “o mercado aberto”. Quem não teme discutir o assunto sabe que existem diversas outras soluções (não me pergunte: pesquise neste blog). É por isto que eu estranho muito o tom monocórdico (ou seria monocórdio) da imprensa quanto ao ocorrido lá no RJ. O que esperavam? Que uma fila – uma das mais imperfeitas soluções de alocações de recursos – fosse uma perfeita maravilha?

Já disse em outro lugar que o erro comum, nestes casos, é que o sujeito pensa que o que falta é, claro, somente a “ética” ou alguma outra forma de “bons modos”. Claro que seria um mundo melhor se políticos não mentissem. Mas o fato é que eles mentem. Solução? Melhores incentivos.

Mas, aí, a questão esbarra na forte barreira do preconceito contra o livre pensamento. Não se pode fazer uma proposta nova que a comunidade médica quase vai abaixo (embora, às escondidas, como sabemos, muitos ganhem com ilegalidades que bem exemplificariam o bom funcionamento dos incentivos).

Seria interessante discutir estas implicações. Sabe-se que algum outro incentivo – incentivo de mercado, veja bem – poderia diminuir o problema de mortes na fila de órgãos. Mas, ao contrário do que se fez no caso da “Lei Seca”, não se tem tanta pressa em resolver este problema. Por que a morte no trânsito vale mais do que a morte pela falta de um rim? Eis a questão – certamente difícil – que o burocrata (que se acha muito auto-iluminado) – nunca enfrenta…

p.s. não vou disponibilizar os links para as dezenas de posts sobre o tema que deixamos aqui em mais de 3 anos. O leitor interessado que exerça sua habilidade de buscar pelo que lhe interessa. No pain, no gain.