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Matemática em Economia

O ensino da matemática no Brasil é uma merda! Não nos ensinam a pensar e sim, decorar fórmulas para aplicar e tirar dez nas provas, passar no vestibular, enfim..

Eis aí a palavra de uma aluna de graduação. O meu post foi este e repercutiu lá no Laurini, um cara que, mais do que ninguém entende bem de matemática e de professores que fazem o discurso que Cibele definiu bem como “bicho-papão” (leia lá).

A discussão é mais profunda. Eu acrescentaria mais: o ensino de História no Brasil é mais do que uma merda, com a licença poética (naturalista?) do desabafo que a Cibele adotou. Só fui aprender História mesmo na hora da tese do doutorado. Mesmo que o aluno não seja lá aquelas coisas em Matemática – como sempre foi o meu caso – o mínimo necessário para se interpretar fenômenos históricos é solenemente empurrado para debaixo do tapete por professores (pseudo-professores) de História Econômica que não sabem mais do que repetir versões de outros autores sobre o que, provavelmente, ocorreu na realidade.

Veja o que Pastore & Pinotti falam no post abaixo: não é da autoridade do economista que se deriva a utilidade do que ele diz, mas sim da falseabilidade científica das hipóteses. Conto nos dedos (de uma mão, creio) os departamentos de economia no Brasil nos quais os professores usam artigos de McCloskey, Sokoloff, Engerman ou Fogel para ensinar história econômica do Brasil.

Não, não sou internacionalista. Onde está a leitura de Peláez? Ou a de Buescu? O que eles nos disseram sobre história econômica e teoria? Quem já leu a dissertação de Simão Silber (USP) desconstruindo os erros de Furtado (e de Peláez)? Só quem estuda na USP. Nos centros da religião pterodoxa, criticar Furtado é um pecado. Trata-se de uma Al-Qaeda na ciência: se não for conosco é contra nós.

Matemática e História andam juntas em Economia (vai ler Avner Greif, meu filho!). E nem é preciso tanta matemática assim. Mas o custo de oportunidade dos picaretas é o seguinte: “mais matemática é igual a mais crítica à minha opinião e menos matemática é mais tempo para minha doutrinação dos alunos”. Não é difícil ver o que ocorre.

No dia em que as pessoas que se dizem pluralistas realmente o forem (ou seja, estudarem biologia, matemática e não apenas “sociologia”), aí teremos algo útil.

Fugi um pouco do foco, mas creio que esta discussão é umbilicalmente ligada à outra.

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