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Beleza dos ipês em BH

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Was Roberto Campos a liberal economist? An Austrian one? NO!

Sobre a tese de Roberto Campos, escreve Ernesto Lozardo (Some inferences concerning the international aspects of economic fluctuations, FGV Editora, 2004 (original de 1947)]:

When structuring his master’s degree thesis, Roberto Campos formulated his knowledge based on the determinants of sustainable economic growth, and presented a critical view of the different conceptions regarding the theories of international economic fluctuations. In this sense, three great thinkers and economists of that time guided his analytical structure: F.A. Hayek, Joseph Schumpeter and J.M. Keynes. [p.xiv-xv]

Em outro momento, a boa e velha análise de Hayek, sem adoração fervorosa:

Hayek’s light dismissal of the case made by monetary nationalists in favor of exchange adjustments, when a country suffers a deterioration of its competitive position and deflationary pressure because of a higher rate of technological growth in a competitor country (…) cannot thus be accepted. [p.87]

Ok, ele é crítico de Keynes, mas nada que se equipare a certas “análises” raivosas que temos por aí (veja o link acima). Eis aí um bom tema de pesquisa para o leitor: uma análise dos escritos econômicos de Roberto Campos (creio que só há, de sério mesmo, esta dissertação). Era Roberto Campos um liberal? Como compreender suas escolhas não-liberais na prática (seus anos de governo) sem cair nas acusações quanto ao caráter pessoal de Campos (ou seja, não faça isto)?

Ah sim, lá há uma análise sobre o padrão-ouro. Vale a leitura se você gosta deste tipo de estudo (história do pensamento econômico brasileiro).