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Como resolver o problema dos atrasos nos aeroportos…nos EUA

Este artigo é interessante, para mim, por dois motivos: (i) um economista da área escreveu um artigo legível para o público leigo no qual apresenta uma proposta para minimizar o problema dos atrasos nos aeroportos e (ii) no Brasil, nenhum economista publicou algo similar (e não existe uma equivalente nacional da Regulation para que economistas interessados possam publicar suas sugestões).

Eu sei que muita gente leu minha sugestão, mas a mesma é muito primária. Jornais são incrivelmente chatos em limitações de espaço (há um BH que exige exatos 2.900 caracteres, note bem…) e não existe uma Regulation para que possamos desenvolver idéias de forma mais profunda, tanto em termos de teoria quanto de detalhamento em sua possível implementação.

Em resumo: não há, ainda, qualquer incentivo decente para um economista liberal pensar soluções para problemas brasileiros o que é, inclusive, uma hipótese testável. Vá a qualquer página WEB de think tanks liberais e procure por textos de maior fôlego, com imediata aplicação empírica. Você não o achará. Bons tempos em que o IL-RJ tinha uma proposta para a Previdência Social (anos 80)

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Propaganda gratuita (copy-and-paste da página do IL-RJ): universitário, esta é sua chance!

Tema: “Globalização e Liberdade”

Introdução
Regulamento (completo)
Inscrição
Tópicos de Reflexão
Material de divulgação

REGULAMENTO

1. Do prêmio

O Prêmio Donald Stewart Jr. é uma iniciativa do Instituto Liberal – IL, com o apoio da Foundation for Economic Education – FEE, e se destina a jovens dos 16 (dezesseis) aos 26 (vinte e seis) anos completos, matriculados no Ensino Médio ou Cursos Superiores.

2. Do julgamento

Um júri, composto por professores universitários e intelectuais, irá selecionar os três melhores ensaios sobre o tema “Globalização e Liberdade”.

3. Do trabalho

Os trabalhos deverão ser individuais e inéditos.

Os trabalhos deverão ser remetidos até o dia 12 de dezembro de 2008, em envelope fechado, em cinco vias, e o autor deverá identificar-se através de RG, CPF, domicílio, endereço e telefones de contato. No trabalho, o autor deverá usar um pseudônimo para dar mais liberdade à comissão julgadora e garantir ao participante que não haverá qualquer discriminação. A comissão julgadora só terá acesso ao pseudônimo do autor do trabalho.

4. Da premiação

– Bolsa para o Summer Seminar da Foundation for Economic Education FEE, em Irvington-on Hudson, Nova Iorque, com 7 (sete) dias de duração,em agosto de 2009;

– Hospedagem e alimentação durante o período;

– Passagem aérea (Rio/Nova Iorque/Rio);

– Ajuda de custo equivalente a US$ 1.000 para o 1º colocado, US$ 500 para o 2º colocado e US$ 250 para o 3º colocado.

5. Da apresentação dos trabalhos

Os trabalhos concorrentes ao VI Prêmio Donald Stewart Jr. deverão ter um máximo de 25.000 (vinte e cinco mil) caracteres, entrelinha 1.5, apresentados em cinco vias em papel A4, acompanhadas de arquivo eletrônico em disquete, formato Microsoft Word, tipo Times New Roman, corpo 12, enviados em envelope fechado onde constará a seguinte destinação:

Ao VI Prêmio Donald Stewart Jr.

Rua Maria Eugênia, 167 – Humaitá

Cep 22261-080 – Rio de Janeiro – RJ

6. Da entrega dos prêmios

Os prêmios serão entregues em março de 2009.

As dúvidas sobre o Regulamento do VI Prêmio Donald Stewart Jr. poderão ser esclarecidas através do telefone (21) 2539-1115, ramal 221, com Ligia, ou pessoalmente, na sede do Instituto Liberal.

7. Casos omissos serão resolvidos pela diretoria do IL.

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O maior inimigo da Escola Austríaca, frequentemente, é o Economista Austríaco, também seu melhor amigo. Como assim?

“Nada de dogmatismos, meus caros”. É o que digo aos amigos austríacos sempre. Primeiro, eu acho que é importante notar os artigos da RAE. Temos aqui Horwitz & Lewin usando derivadas, Cowen baseando-se em literatura “neoclássica”, Mulligan usando somatórios e derivadas, Levy & Peart usando previsões para discutir um interessante problema de metodologia, McCabe usando economia experimental (dados, dados, dados!) para falar de bons insights austríacos e, finalmente, Wagner & Oprea fazem uma crítica do livro de Roger Garrison, Time and Money, no qual se vê que bons economistas austríacos estão longe da idolatria (Rothbard nunca errou, Mises está sempre certo, Hayek é um Deus, Kirzner é um gênio), mesmo que esta seja uma perigosa armadilha para os austríacos (que podem transformá-los em pterodoxos, como a muitos “heterodoxos” brasileiros):

If Austrians wish to join the discussion of contemporary macroeconomics, they must let contemporary macroeconomics join the Austrian discussion. This means necessarily that the Austrian tradition will be subject to transformations as it grows, incorporates the better ideas of modern macroeconomics and becomes more robust to its critics. If the tradition is viewed as a fort, this transformation will be viewed as a corruption. But if the tradition is viewed as a town, it will be viewed as healthy infusion of new ideas. This is both the price and reward of participating in a living tradition.

Creio que a jovem blogosfera austríaca tem todo o potencial para fazer algo como Horwitz, Boettke e Garrison, ou seja, levar os insights austríacos para a Teoria Econômica sem medo ou necessidade de rótulos (“se não se chamar austríaco, não brinco”).

Em homenagem ao meu austríaco preferido, Hayek, reproduzo a nota de rodapé 2 do texto de Caplan – um sujeito que gosta de Rothbard, Mises, Hayek e outros, mas não os idolatra – cujo link fiz acima.

While modern admirers of Hayek often present his work as a radical alternative to mainstream economics, there is little evidence that Hayek thought this. Contrast Mises and Rothbard’s stringent rejection of mathematical economics with Hayek’s desire to “…avoid giving the impression that I generally reject the mathematical method in economics. I regard it as indeed the great advantage of the mathematical technique that it allows us to describe, by algebraic equations, the general character of a pattern even where we are ignorant of the numerical values determining its particular manifestation. Without this algebraic technique we could scarcely have achieved that comprehensive picture of the mutual interdependencies of the different events in the market.” (F.A. Hayek, “The Pretense of Knowledge,” in F.A. Hayek, Unemployment and Monetary Policy (Washington, D.C.: Cato Institute, 1979), p.28.

Hayek é como Minas, para os mineiristas radicais que adoram este amontoado de minério, queijo, goiabada e políticos estranhos: Hayek são muitos. Confio na capacidade intelectual dos jovens economistas austríacos brasileiros como confio em minha própria capacidade: com muita (auto-)crítica.

p.s. claro que se formos discutir filosofia com base em insights austríacos, estou muito pouco qualificado. Só posso falar da (ir)relevância de idéias austríacas na teoria econômica.