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Uma incidência comprova? O que dizer do mensalão então?

A boa e velha imprensa:

No mesmo dia em que a reportagem (…) alertou sobre o risco da venda de bebida alcoólica em postos de combustível, um acidente ocorrido na avenida Barão Homem de Melo, no bairro Nova Suíça, região Oeste de Belo Horizonte, comprovou a necessidade de restrições para esse tipo de comércio. Ontem, um homem com sinais de embriaguez, provocou uma batida envolvendo quatro veículos.

Ou seja, a “reportagem” nunca leu o Código de Trânsito, mas se deixou levar pelo entusiasmo de alguns pela nova Lei Seca. Segundo me consta, bastava os policiais fazerem seu serviço (vigiar) e muitos bêbados já estariam presos. O fato de venderem bala na estrada não é a causa de aumento no número de diabetes. É o uso das balas, a responsabilidade individual de quem compra que é o cerne da questão.  A “reportagem” parece muito entusiasta da política de negação da estatística básica. Uma incidência não comprova nada. Quantos outros já compraram cerveja nos postos, não beberam e não fizeram porcaria no trânsito?

Alguém precisa ensinar Estatística para o povo das redações (usuais e honrosas exceções devem ignorar todo este post).

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雷鬼太鼓 - Raiki Daiko

Eis o link. Abaixo, as informações. Comento a seguir.

雷鬼太鼓 - Raiki Daiko

Treino na Associação mineira de cultura nipo-brasileira

Rua Dom Lourenço de Almeida, 535 – Nova Cachoeirinha- Belo Horizonte- MG

ÔNIBUS 4205

*PEGA NA PRAÇA SETE*

Em dos textos que li para minha tese, o autor – não me lembro o nome, acho que era Sun Ki Chai, de uma universidade do Hawaii – falava sobre como a ideologia resolvia problemas de ação coletiva (e mensurava isto de uma forma estranha, mas vá lá). Creio que já li em outro lugar que a cultura também resolve. Só assim posso explicar o sucesso destes meninos aí do Raiki Daiko na colônia japonesa de BH. É interessante que após muitos anos de atividade jovem praticamente nula, de repente isto tenha surgido. Eu sei que há esta moda de comida-filme-desenho-revista japonesa, mas, mesmo assim, ação coletiva é ação coletiva, como já nos ensinou Mancur Olson.

De qualquer forma, foi um sucesso a apresentação da rapaziada no último final de semana. Creio que seria mais correto dizer que é não apenas um caso para estudiosos de ação coletiva, mas uma alegria para um sujeito que já foi jovem um dia…

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Resistência x Pedro Doria – o Final

Eis o fim do debate. Doria não me convenceu de que não comeu mosca na questão da importância de certo assessor (naquela confusão de que “é um, só um, mas é importante, mas não é” que ele fez no texto publicado no Estadão), mas a honestidade de ambos os debatedores foi notável. Raro caso de debate verdadeiro. A esquerda brasileira, esta que não se assume enquanto bolivariana porque a população ainda tem a memória de Ingrid Bettancourt na cabeça (que não é “estadunidense” mas, vejam só, francesa) vive reclamando da educação conservadora, da imprensa golpista, etc. Mais ou menos assim: todo o sistema educacional que lhes proporcionou espaço para debates, pluralismo, estudo de idéias (e não a doutrinação que adoram) é ruim. Debate como este, para eles, é coisa da “direita nervosa e golpista”. Bom mesmo é quando só há debate entre marxista, trotskista e leninista.

Mas já me desvio dos elogios ao Doria e ao Resistência, que até me citou (thanks!). É que é difícil resistir quando a baboseira parece só crescer….