Uncategorized

Pensamento Austríaco Nacional?

Discordo de muita coisa dos austríacos e concordo com algumas outras. Mas acho interessante que, sem qualquer apoio dos professores de graduação – que nunca citam autores austríacos – alguns alunos e economistas tenham conseguido fazer isto. Conheço só o Juliano e o Rodrigo e estão ambos de parabéns. Discordo de quase todas as críticas à economia (ortodoxa), mas finalmente há a possibilidade de diálogo.

Novamente, o mais louvável é a questão da perseverança destes autores em um meio perverso como o da academia brasileira no qual heterodoxo só pode ser a favor do Estado, de alguma forma. Agora a heterodoxia terá que se virar com o pluralismo que tanto louva (e pouco pratica).

Anúncios
Uncategorized

O monopólio dos Correios, o poder de barganha e as soluções de mercado

Cristiano traz uma análise da greve dos correios feita por um comentarista de Porto Alegre. Em resumo, o argumento dele é que as pessoas não deveriam ser obrigadas a arcar com os custos de contas atrasadas por culpa dos Correios. Deveria, para ele, ser uma responsabilidade do Banco Central alterar a legislação. O ponto legal dele é que como a entrega de cartas é, de fato, uma responsabilidade do governo (que optou por não privatizar o serviço), o mesmo deveria arcar com os custos.

Essencialmente, eu concordo com ele. Talvez os juízes fizessem um bem maior ao país se fizessem abaixo-assinados úteis (ou melhor, pronunciassem-se publicamente em favor dos eleitores que os sustentam, se para tanto houvesse fundamentação no Direito). Entretanto, eles estão muito ocupados com uma briga particular que envolve alguns de seus membros no caso Dantas-Greenhalgh.

Como o setor privado faz em uma situação como estas? Fui ao site da minha operadora de telefone celular e já vi lá: eles enviarão um torpedo para as pessoas, com o código de barras. Isto mostra que é possível que o poder de barganha dos defensores do monopólio dos correios (pela parte sindical da “República Sindical do Brasil Selvagem”) não é tão grande assim ou, pelo menos, sofre redução com o avanço da tecnologia. Não é a toa que muitos deles defendem tecnologias trabalho-intensivas, puramente para garantir empregos nem sempre eficientes (ou, como diriam os supostos “movimentos sociais”, sem o perceber, “socialmente úteis”, embora eles usem o termo com sentido totalmente distorcido na maioria das vezes).

O que está em jogo, como sempre, é o interesse de políticos (que usam o serviço de correios como mecanismo de perpetuação de seu próprio poder, à revelia dos eleitores), dos sindicalistas (que ganham votos dos funcionários públicos, à revelia dos eleitores) e dos eleitores (estes bananas que ficam em desvantagem porque nem os supostos “órgãos de defesa do consumidor” são capazes de defender uma privatização decente dos correios).

O post do Cristiano veio em boa hora. Deveríamos mesmo rediscutir o modelo estatal-populista-nacional-desenvolvimentista que muitos membros da administração da Silva (e muitos pseudo-oposicionistas) defendem. Não é sempre uma “discussão da sociedade” (ou “referendo”) que pedem? Pois que o façam.

Uncategorized

Frase do dia

In the hands of rational voters, government is strong medicine for public goods problems. But in the hands of real voters, government is usually a big bottle of snake oil.

Quem defende que existem falhas de mercado não tem motivos para pensar que não existam falhas no sistema político. Bom, isto, após anos de martelação incessante na cabeça de alguns, já é mais ou menos aceito (alguns pterodoxos são inteligentes o suficiente para responder às marteladas). O problema é quando alguns outros acham que a resposta consistente para uma falha de governo é…mais governo. Parece que nunca leram o jovem Marx: “Quem passará a mão na bunda dos militantes que passam a mão na bunda da gente”?

É, 18 Brumário, Feuerbach e Luluzinha. Tudo já estava em Marx, Sraffa e Keynes (no que ele quis dizer, claro, não no que ele disse, fez e escreveu).